quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Receita de hoje: bolo de limão com leite condensado de arroz


Eu ainda não achei o bolo de limão perfeito. Sim, iguais aqueles que eu comia antes do diagnóstico. Todos que tenho feito tem ficado mais embatumadinho ou quebradiço. Mas, tudo bem. Mesmo com uma textura não perfeita, o gosto sempre fica bom. 

Pela foto dá para reparar que ele não ficou bonito. Mas, acabaram com o bolo rapidinho; então acho que não estava tão ruim, né? 

Essa receitinha veio da Érica, que também é leitora assídua do blog. Ela é super participativa, compartilha um montão de coisas e parece ser uma pessoa bem querida. Eu adorei a receita!
Adaptei todas as medidas porque a receita dela é com iogurte com lactose e eu fiz sem lactose (a medida dos copinhos são diferentes). 

Em cima do bolo eu preparei um leite condensado de arroz, receita que aprendi no blog da Cláudia Marcelino. Particularmente, eu gosto mais do resultado da calda de leite condensado com limão. Mas às vezes a consciência pesa com tanta gordice que eu resolvi fazer o de arroz. Para não ficar com aquele aspecto e textura de amido, eu acrescento um pouco de leite zero lactose. Aqui embaixo vou colocar a receitinha. 

Vamos aprender?
Não é nada difícil!

Você vai precisar de:
- 170 gramas de iogurte sem lactose (usei o natural da LacFree, da Verde Campo)
- 50 ml de óleo
- 2 ovos
- 270 gramas de açúcar
- 125 gramas de farinha de arroz
- 37 gramas de amido de milho
- 40 gramas de fécula de batata
- Suco de 1 limão bem grande e suculento (antes de cortá-lo, raspe um pouquinho para usarmos as raspinhas para enfeitar)
- 1 colher de sopa de fermento em pó

PAUSA PARA DICA!

Para extrair o máximo do suco do limão ou laranja, basta ir rolando-os em uma superfície lisa. Quanto mais rolar, mais suco você terá! 
Com isso, espremer com as mãos ficará super fácil!

Hora de colocar a mão na massa!
Primeiro, misture os secos (açúcar, farinha de arroz, amido de milho e fécula de batata) e reserve. Na batedeira, bata os ovos, o óleo e o suco do limão. Em seguida, acrescente o iogurte e bata mais. Por último, vá acrescentando aos pouco a mistura dos secos. Adicione o fermento em pó e mexa com um fouet. Unte uma assadeira e leve o bolo ao forno pré-aquecido a 180 graus. Para saber se já está no ponto, faça o teste do palito. 


Feito o bolo, enquanto ele esfria, vamos preparar o leite condensado de arroz, uma alternativa para quem não pode consumir leite. A receita original está aqui

Os ingredientes são:
- 2 e 1/4 de xícara de leite de arroz (tem receita de como fazer aqui!)
- 1/2 xícara de açúcar refinado
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- Suco de limão a gosto
- Aproximadamente 150 ml de leite zero lactose

Em uma panela, misture o leite de arroz e o açúcar, em fogo baixo, sempre mexendo. Essa mistura deverá reduzir a metade. Em seguida, adicione a baunilha e, aos poucos, acrescente o leite zero lactose, que dará uma cor mais esbranquiçada ao leite condensado e não o deixará com tanta consistência de amido. Ao desenformar o bolo, jogue o leite condensado de arroz e as raspas de limão para enfeitar. Só se deliciar!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Receita de hoje: pão salgado de frigideira + pão doce de frigideira + mini pizza


Sério, essa receita mudou minha vida! Ela é tão versátil, prática e rápida.

Aprendi no blog Mamão e Açúcar e, a partir dela, fui e ainda estou inventando. Adoro receitinhas assim, que permitem outras criações. Sem contar que a receita é individual, o que permite ser feita na hora. Primeiro, vou falar da receita original e, em seguida, as dicas do que já fiz a partir dela. 

Separe: 
- 1 ovo 
- 1 colher de sopa (rasa) de óleo 
- 1 colher de sopa de água
- 2 colheres de sopa (rasa) de aveia sem glúten (uso a marca Monama)
- 2 colheres de sopa (rasas) de farinha de arroz (tenho usado da marca Urbano e da Aminna, que ganhei da loja virtual Natue)
- 1 colher de café de fermento para bolo
- 1/2 colher de café (rasa) de sal 

Primeiramente, peneire o ovo (acreditem, faz diferença!). Quando não peneirei o pãozinho ficou com cheiro e sabor acentuado de ovo. 
Bata bem o ovo e acrescente o óleo e a água. Em seguida, adicione a aveia e a farinha de arroz e bata mais, até ficar bem homogêneo. Por último, acrescente o sal e o fermento. Em uma frigideira (a minha é bem boa então não preciso nem colocar óleo, mas se a sua frigideira gruda um pouquinho é melhor untá-la), despeje a massinha e deixe dourar dos dois lados, sempre em fogo baixo. Está prontinho e a espessura ficará igual a da foto acima (se você usar uma frigideira com 20 cm de diâmetro na boca e 13,5 cm no fundo).

Dicas
Agora, vamos as transformações dessa receita incrível! 

* Quando fiz pela primeira vez, achei que o pãozinho ficou grossinho e eu queria mais fino. Então, para deixá-lo mais fininho, é só dividir a receita, não os ingredientes mas a massa mesmo, antes de levá-la a frigideira. Aí essa divisão pode ser algo muito bom: se você não acrescentar o sal, você pode dividir a massa. Em uma metade você coloca o sal e na outra metade você acrescenta açúcar mascavo e chocolate em pó, a gosto. Pronto, com uma única receita temos um pãozinho salgado e um doce. Claro que vai render uma porção pequena, ideal para quem não come muito de manhã (eu, por exemplo). Mas, se quiser, pode fazer a receita inteira, aí é só seguir a receitinha lá em cima, eliminando o sal e acrescentando o açúcar e o chocolate em pó.

No pãozinho salgado gosto de passar margarina mas também pode-se comer com requeijão, queijo cottage ou o que mais preferir. No pãozinho doce, pode-se colocar geléia, doce de leite e já coloquei iogurte (sim, fica delicioso!). Nas fotos abaixo foi feita uma receita; depois de pronto o pãozinho, dividi no meio para fazer a foto.

Pãozinho salgado feito com metade da massa da receita original, deixando-o mais fininho

Pãozinho doce feito com metade da massa da receita original, deixando-o mais fininho
* Para deixar o pãozinho super saudável e gostoso, podemos acrescentar semente de linhaça, de chia ou ainda gergelim. 

A outra transformação SUPER top foi a mini pizza. Ficou divina mesmo! 
Para fazer a mini pizza eu usei aquelas mini frigideiras, que geralmente são para fazer um ovo (a minha eu comprei no Pão de Açúcar, na marca Finlandek; ela tem 14 cm de diâmetro na boca e uns 10 cm de diâmetro no fundo). Mas também pensei que dá para duplicar ou triplicar a receita, fazer em uma frigideira maior e cortar a pizza em mini pedacinhos triangular. Pode-se fazer uma refeição ou petiscos. Uma ideia bem legal. 

Para fazer a mini pizza, é só seguir a receita original (com a ideia de deixá-la mais fininha), dispor os disquinhos em uma fôrma, acrescentar molho de tomate e o que mais quiser. Eu, por exemplo, acrescentei peito de peru, tomatinhos cereja, queijo e orégano. Depois, é só levar ao forno para derreter o queijo e se deliciar. 
Vejam como ficou linda! (E não só linda, muito apetitosa)


Gostaram dessa receita que vira outras duas?
O que mais pode-se criar com essa? Já pensou? Divide com a gente!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Você tem vergonha de assumir sua marmita? Vamos conversar!


Antes do diagnóstico eu tinha uma pontinha de vergonha sim. Eu não sei porque raios as pessoas (ainda hoje) associam marmita a falta de classe, condição socioeconômica ou sei lá qual relação mais preconceituosa que possa existir. 

Como eu vejo essa situação hoje em dia? "Tô nem aí, tô nem aí..."

Às vezes as pessoas nos olham como se pensassem: "ele(a) deve estar com a marmita por ter algum problema!" 

Hein, PROBLEMA?!

Vamos combinar! Problema tem as pessoas preconceituosas, indisciplinadas ou mal educadas. Nós, celíacos, andamos com as nossas marmitinhas, pra lá e pra cá, justamente para não termos problemas. Quem me conhece sabe que a minha é inseparável, não vivo sem. 
E digo mais, enquanto outras pessoas criam problemas se alimentando inadequadamente (principalmente fugindo da dieta que deveriam seguir rigorosamente), a marmita resolve os meus. 
Para a maioria das perguntas que ouço, a resposta é sempre a mesma:
"Como você faz quando vai trabalhar?" 
Resposta: levo minha marmita

"Como você faz para viajar?"
Resposta: levo minhaS marmitaS

"Como você faz para ir a um casamento?"
Resposta: levo minha marmitinha

"Nossa! Mas como você faz quando todo mundo vai em um restaurante que você não pode comer?"
Resposta: "Oras, levo minha marmita!"

E levo mesmo!
Recentemente, meu pai já comemorou aniversário em um restaurante e eu não quis me arriscar. O que eu fiz? Comprei minha torta de frango preferida na Crumble, esquentei em casa e levei para o restaurante. Abri e comi com e como todo mundo. Já levei (e ainda levo) minha marmita para a praia, para o trabalho, restaurantes, lanchonete, viagens (nas fotos de ida para os EUA, lá estou eu segurando a minha marmitinha), zoológico, parque, congresso (ou outros locais onde tem coffee break glutenoso) e festas (casamento já levei umas várias vezes). Quem me acompanha pelo facebook sabe bem disso, sempre posto para onde estou levando minha marmitinha.

Inclusive, até já fiz um post sobre isso; sobre o estilo marmiteira de ser. É imperdível porque tem cada marmitinha fofa. Cliquem aqui para ver!

No final das contas, eu sinto orgulho de seguir a risca minha dieta, ser uma pessoa disciplinada e de bem comigo mesma. O que o outro pensa ou deixa de pensar sobre a minha marmita não faz diferença na minha vida. Afinal, como eu disse...problema tem as pessoas que nos olham torto.
Minha marmita me salva e me faz aproveitar tantos momentos bacanas.
Vejam essa foto!


Para vocês, só o registro de um pôr-do-sol. Mas, eu presenciei esse presente divino e incrível! Foi o cenário do casamento de um casal de amigos. O celíaco que se apega ao fato de não poder comer o que é servido em um casamento perde oportunidades como essa. Aceitar o diagnóstico e não ter vergonha de levar sua própria comidinha nos ajuda a não perder momentos valiosos como esse entre amigos queridos. 

Em 99% das vezes sempre fui bem recebida e atendida, nas minhas necessidades, pelos buffets responsáveis pelas festas. De quebra, sempre sobra curiosidade por parte dos funcionários que fazem perguntas sobre a minha condição ou comentam que também conhecem alguém assim. Ou seja, uma outra ótima oportunidade de plantar a sementinha do conhecimento sobre a doença celíaca e percebermos que não estamos sozinhos nesse mundão de meu Deus.

Eu escolhi não perder um segundo sequer do que a vida tem pra me oferecer mesmo quando ela já me impôs uma restrição alimentar. E você, vai continuar emburrado até quando? Se joga na marmita!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Receita de hoje: macarrão na panela de pressão


Por um mundo cheeeeio de receitas simples e rápidas só porque eu amo de paixão todas elas!
Tem gente que já torce o nariz para essa receita mas não deveria não. Posso falar um segredo absurdo gastronômico? Eu gosto mais do macarrão de panela pressão do que o que comemos tradicionalmente. Sabem por que? Porque eu acho que ele fica cremoso por si só, sem nenhum esforço ou ingrediente a mais. Sem contar que é rápido e fácil. Simbora aprender porque esse macarrão é vida!

Essa receita rende uma porção e você vai precisar desses ingredientes:
- 100 gramas de macarrão sem glúten (tem várias marcas que adoro mas nessa receitinha usei o da Seitz, marca alemã - encontrei no Pão de Açúcar)
- 1/2 cebola picada
- 1 alho amassado
- 150 ml de molho de tomate (adoro aqueles de vidro, que é só tomate - aqui em casa costumamos usar o da marca Paganini)
- Água para cobrir o macarrão na panela
- Sal a gosto
- Tomatinhos cereja a gosto

Na própria panela de pressão, refogue o alho e a cebola. Acrescente o macarrão e o molho e mexa até que estejam incorporados com os temperos. Em seguida, cubra a mistura com água, acrescente os tomatinhos cereja lavados (pode jogá-los inteiros na panela) e mexa novamente. Tampe a panela e quando pegar pressão, abaixe o fogo e deixe cozinhando por aproximadamente 12 minutos. Se preferir, acrescente queijo ralado e sirva quentinho. Vocês vão ver como fica cremoso! 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Receita de hoje: mousse de chocolate


Com tanto falatório sobre o glúten, estamos tendo mais opções de receitinhas! 
Direto acompanho receitinhas no site do programa "Mais você", da Ana Maria Braga. Embora ainda não haja uma ampla conscientização de que receitas sem glúten não são só por estética mas por uma questão de saúde, está sendo válido todo esse falatório. E é aqui que entramos: nosso papel, como celíacos, é divulgar a doença celíaca e a seriedade dela.

Mousse de chocolate sem lactose!
Já tinha feito essa receita mas acreditem, esqueci de fotografar. Dessa vez, não esqueci e aqui está. 
Receitinha que aprendi no site do "Mais você". Já aviso, não é saudável, pois tem bastante gordura. Mas gente, isso aqui também não é para comer todo dia, né?! Então, consciência, ok?! 

É super simples! 
Essa receita eu fiz para 10 pessoas e ainda sobrou um tiquinho. Servi com morangos.
Mãos a obra?

- 2 caixinhas pequenas de Chanti Mix (a receita sugere as marcas Amélia ou Vigor. Usei da marca Amélia)
- 150 gramas de açúcar
- 6 claras
- 200 gramas de chocolate meio amargo (usei da marca Harald, pois não contém glúten e nem lactose)
- 30 ml de água ou bebida alcoólica (usei conhaque)

Primeiramente, bata o chantilly conforme as instruções do fabricante e reserve. O da marca Amélia recomenda que o  chantilly fique na geladeira por 12 horas (temperatura aproximada de 5 a 8 graus). Em seguida, bata-o na batedeira, até obter a consistência desejada. 

Em seguida, derreta o chocolate em banho-maria e adicione a água ou conhaque (importante não adicionar gelado). Reserve.
Misture as claras e o açúcar e aqueça em banho-maria até 50 graus (gente, eu não tenho termômetro mas aprendi que 5 graus é mais ou menos quando colocamos o dedo e não conseguimos mantê-lo por mais de 1 segundo). Desligue e leve essa mistura na batedeira e bata até dar ponto de claras em neve. 

Quando as claras, o chocolate e o chantilly estiverem em temperatura ambiente, misture tudo, delicadamente, com uma espátula.

Antes de servir, leve a geladeira por 1 hora. Se preferir, sirva com morangos ou alguma outra combinação.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Receitinha de hoje: capuccino sem leite


Eu JURO que vivo uma relação de amor e ódio com o frio, gente!
Para quem mora em Ribeirão Preto, frio é algo quase inexistente. E confesso. Amo o clima da minha cidade, aquele sol maravilhoso, inverno típico de 19/20 graus. Já morei em São Paulo e sei o que é frio. Mas como ainda volto sempre para a cidade da garoa, sofro demais. Essa é a parte do ódio. 

A parte do amor é a comilança. Amo sentir vontade de comer, tomar um capuccino bem quentinho, sopinhas e caldos saborosos. Huuuummm...delícia!

Já tem aqui no blog uma receitinha de capuccino bem gostosa. Mas, tem soja. E ao longo do tempo me tornei intolerante a dita cuja. Navegando pelo facebook, encontrei uma receitinha nota mil. Sim, capuccino sem leite. A receita original é do blog Mamão e Açúcar que, por sinal, tem receitas incríveis que me deixam com água na boca. Eu mudei um pouquinho a receita original porque acrescentei canela e ao invés de usar achocolatado, usei o chocolate em pó.

Vamos aprender?

Separe:
- 25 gramas de café em pó solúvel (usei Nescafé Tradicional)
- 140 gramas de açúcar 
- 40 gramas de chocolate em pó (uso sempre o Nestlé ou Garoto)
- 100 ml de água em temperatura ambiente

Coloque todos os ingredientes no bowl da batedeira e deixe bater até formar um creme. 
A consistência é uma questão: eu fiquei deixando bater quase 1 hora, acreditem se quiser. A receita original diz que se a batedeira não for planetária, que é o meu caso, leva-se 30 minutos. Mas, aos 30 minutos a consistência ainda não estava cremosa. Então, fui batendo até ver que não ficava mais cremoso que aquilo. 

Transfira todos os ingredientes para uma pote e leve ao congelador. Essa receita rendeu bastante capuccino. Para uma xícara de leite, uso aproximadamente uma colher de sopa. Mas isso é gosto, cada um gosta de um jeito. 

Fica muuuuito cremoso, como na foto! E não duvidem: não congela. Fica com consistência de mousse. Maravilha!

Bom friozinho!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O que você, celíaco, precisa saber sobre contaminação cruzada


Gente, eu não esqueci de vocês! 
Minha vida está um loucura e com isso me sobrando pouco tempo para postar. Para vocês terem ideia, faz tempo que nem para a cozinha eu vou. Cozinhaterapia ficando de lado e eu precisando cada vez mais dela para desestressar e me alimentar melhor. 

Recebi um convite do pessoal da Natue para fazermos uma parceria de conteúdo. Para quem não sabe, a Natue é um loja virtual que vende produtos sem glúten, entre outras coisas. 

Eles sabem o quanto fui chata em deixar claro exatamente qual o objetivo dessa parceria e que vocês, meus leitores, e a nossa saúde estão em primeiro lugar. Sou duro na queda, não aceito qualquer coisa não e quem me acompanha sabe que o meu objetivo com o blog não é ganhar dinheiro. Aliás, passa bem longe disso.

Mas eles insistiram e aceitaram minhas condições. Isso sim é parceria de verdade, não é?! 

A nutricionista Carolina Favaron, da Natue, elaborou um texto sobre contaminação cruzada. Esse texto também foi revisado e corrigido por mim. Eles aceitaram as correções e por isso ele está aqui, para levar conhecimento e informação para todos. 

Confiram e repassem para quem puderem. O conhecimento sobre a contaminação cruzada é fundamental para celíacos. É a peça chave do nosso diagnóstico e da nossa saúde. 
O glúten é uma proteína naturalmente presente no trigo, centeio, cevada e malte e, consequentemente, em todos os alimentos à base desses cereais, sejam eles integrais ou refinados. Ele possui difícil digestão no organismo e pode estar relacionado com diversos problemas de saúde, como a doença celíaca, uma doença autoimune que causa prejuízos nutricionais e pode gerar complicações graves. 

O único tratamento é a isenção total do glúten na dieta, optando por alimentos livres dessa proteína.
Porém, mesmo alimentos isentos de glúten podem conter a proteína, como no caso da aveia, um cereal naturalmente livre, mas que durante seu processo produtivo sofre contaminação. Isso ocorre com qualquer alimento que seja manipulado no mesmo local que alimentos com glúten, seja na colheita, durante o processamento ou no preparo (na bancada, utilizando os mesmos utensílios, como panelas e pratos, ou qualquer material que tenha entrado em contato com o glúten). 

Atualmente, há um grande esforço para conscientização das empresas a respeito da contaminação cruzada. Ainda, são poucas as marcas que trazem no rótulo a presença de contaminação cruzada. 

Por isso, os alimentos devem ser manipulados em locais totalmente isentos de glúten e que não tenham tido contato com alimentos que tenham essa proteína, prevenindo a contaminação cruzada no produto final. Também deve-se ter cuidado com os locais de armazenamento, já que a embalagem pode permitir a passagem do glúten.

Uma alternativa ao uso da farinha de trigo, aveia e centeio é a farinha de arroz, polvilho, fécula de mandioca e de batata, opções sem glúten que podem ser utilizadas no preparo de receitas e consumidas por pessoas com a doença celíaca ou com algum tipo de hipersensibilidade ao consumo de glúten. Algumas marcas também oferecem a aveia sem glúten, deixando a dieta ainda mais variada. 

Texto elaborado por Carolina Favaron, revisado por Milene Polo e blog Sem glúten, por favor!
Ficaram dúvidas? É só perguntar. Estamos a disposição!
Quer saber mais sobre contaminação cruzada e como evitar? Clique aqui para ler!


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