sexta-feira, 31 de agosto de 2012

✈ Diário de viagem: Miami - Capítulo V


Gente, cometi uma super gafe. Adiantei o final da viagem e esqueci deste capítulo, que julgo super importante. Este é o último MESMO...prometo!

Hoje, nesse post vocês vão encontrar:
- Lembrete sobre a declaração do médico com relação ao diagnóstico;
- Lista de empresas aéreas que disponibilizam refeições sem alérgenos, contendo o país, condições em que as refeição são oferecidas, e o prazo mínimo em que deve ser solicitada;
- Cartão para restaurantes;

✈ Vocês se lembram que a nossa viagem "começou" com a consulta com o nutrólogo? Lá, pedi uma declaração, constando o diagnóstico e, consequentemente, a restrição alimentar. Isso não é obrigatório, mas vale a pena tê-las em mãos, não é? Não se esqueça de conversar com o seu médico sobre a possibilidade de você ter uma.

✈ Declaração em mãos, é hora de garantir a alimentação durante o vôo. Navegando pela net, visitei o site Vida sem glúten e sem alergias e pude encontrar uma lista, não atualizada (pois é de 2009) , de empresas aéreas que fornecem alimentação sem alérgenos, como o glúten e lactose. É claro que de lá para cá, muitas coisas podem ter mudado. Então, é mais garantido entrar em contato com a empresa e se informar. Com a lista, vocês já terão alguma noção de quais empresas fornecem a alimentação especial. 
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  • GF: Refeição especial sem glúten
  • SL: Refeição especial com baixo teor de lactose (não é apropriada para alérgicos ao leite)
  • Alergias alimentares: não informada na tabela, pois deve-se consultar a companhia aérea, no momento da reserva, em relação à disponibilidade de refeições sem o alérgeno específico que deve ser evitado

Companhia
País
GF?
SL?
Condições e Rotas
Pedir antes de
Adria
Eslovenia
Sim
Sim
Todas as rotas e classes
48 horas
Aerolineas Argentinas
Argentina
Não
Sim
Vôos transatlânticos, alguns vôos na Argentina e América do Sul na classe Executiva
24 horas
AeroMexico
Mexico
Não
Não
Apenas outros tipos de refeições especiais em vôos internacionais
48 horas
Air Canada
Canada
Sim
Sim
Todas as classes em todos os vôos onde refeições são servidas
18 horas
Air China
China
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Air France
França
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Air India
India
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Air Malta
Malta
Sim
Sim
Todas as rotas mais longas que 1h20min
Na reserva
Air Mauritius
Ilhas Mauricius
Sim
Sim
Todas as classes em todos os vôos onde refeições são servidas
Na reserva
Air New Zealand
Nova Zelandia
Sim
Sim
Vôos de longa distância. Na classe executiva, também nos vôos para Tasmania e Ilhas Pacíficas
48 horas
Air Pacific
Fiji
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Air Transat
Canada
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
72 horas
Alitalia
Italia
Sim
Não
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
American Airlines
EUA
Sim
Não
Primeira classe e classe executiva nos EUA, todas as classes em vôos para Europa, Asia e América do Sul
24 horas
Austrian Airlines
Austria
Sim
Sim
Todos os vôos de longa distância (todas as classes), e todos os vôos em Classe Excecutiva
24 horas
British Airways
Reino Unido
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
British Midland
Reino Unido
Sim
Sim
Todos os vôos de longa distância (todas as classes), e todos os vôos em Classe Excecutiva
24 horas
Brussels Airlines
Belgica
Sim
Sim
Classe b.flex ou superior
24 horas
Cathay Pacific
Hong Kong
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Continental Airlines
EUA
Sim
Não
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Croatian Airlines
Croacia
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Delta Airlines
EUA
Sim
Não
Perguntar no momento da reserva
6 horas
Easy Jet**
Reino Unido
Não
Não
Emirates
Emirados Arabes
Sim
Sim
Todas as rotas e classes, com exceção de vôos curtos na classe econômica
24 horas
Finnair
Finlandia
Sim
Sim
Todas as rotas e classes, porém na classe econômica a seleção é limitada
24 horas
Gol*
Brasil
Não
Não
Iberia
Espanha
Sim
Sim
Classe Executiva: voos mais longos do que 90 min. Economica: voos de longa distância
72 horas***/24 horas
IcelandAir
Islandia
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Japan Airlines
Japao
Sim
Sim
Todas as classes em todos os vôos onde refeições são servidas
96***/24 horas
Jat Airways
Iugoslavia
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
KLM
Holanda
Sim
Sim
Voos Intercontinentais
36 horas
LAN Airlines
Chile
Sim
Sim
Voos Internacionais
48 horas
Lauda Air
Austria
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Lufthansa
Alemanha
Sim
Sim
Voos de longa distância
24 horas
Luxair
Luxemburgo
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Malev
Hungria
Sim
Sim
Todas as classes em todos os vôos onde refeições são servidas. Classe executiva: todos os voos
Na reserva
OceanAir *
Brasil
Não
Não
Olympic Airlines
Grecia
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Qantas
Australia
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Saudi Arabian Air
Arabia Saudita
Sim
Não
Perguntar no momento da reserva
Na reserva
Singapore Airlines
Singapura
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Southwest Airlines**
EUA
Não
Não
Swiss Int. Airlines
Suiça
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
72 horas
TAM Airlines
Brasil
Sim
Sim
Todas as classes nos vôos internacionais
Na reserva
TAP Portugal
Portugal
Sim
Sim
Todas as classes em todos os vôos onde refeições são servidas. Classe executiva: todos os voos
24 horas
Thai Airlines
Thailand
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
48 horas
Turkish Airlines
Turquia
Sim
Sim
Todos os vôos, exceto os domésticos
24 horas
United Airlines
EUA
Sim
Sim
Não disponível nos voos entre Washington D.C. e Moscou
24 horas
US Airways
EUA
Sim
Sim
Voos transatlanticos nas cabines principal e Envoy
24 horas
V Australia
Australia
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
48 horas
Vietnam Airlines
Vietnam
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
24 horas
Virgin Atlantic
Reino Unido
Sim
Sim
Perguntar no momento da reserva
48 horas

*passageiros podem embarcar com comida a bordo


**passageiros podem embarcar com comida. Poderão solicitar a outros passageiros não consumir alimentos ao qual o outro passageiro é alérgico
*** horário inicial: necessário mais tempo para solicitação de refeição sem alérgeno
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✈ Uma outra super dica que quero repassar e que não é de minha autoria, é o cartão para restaurantes. Quando decidir jantar fora, você pode mostrar esse cartão ao garçom ou chef de cozinha. Nele, há informações fundamentais e explicadas de maneira bem simples.
O texto deste cartão é de minha autoria e a tradução eu e meu namorado fizemos juntos. É só copiar a imagem, imprimir, recortar e colocar na carteira ou bolsa. Lá em Miami, usei apenas uma vez, no restaurante Carpaccio. Muitas vezes, prefiro perguntar o nome do garçom, me apresentar e falar rapidamente sobre minha restrição. Me parece mais agradável e simpático. Mesmo assim, quis me prevenir.

Cartão para restaurante, em português

Cartão para restaurante, em inglês

Gostaram dessa dica? Bacana, não é?
Adorei a ideia quando vi.

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Editado dia 15.05.2013

Meus queridos, relendo o post, eu faria uma mudança no cartão. Ao invés de dizer que tenho uma "forte intolerância ao glúten e lactose", eu escreveria que sou celíaca. Intolerância pode significar somente uma sensibilidade ao glúten, dando margem a contaminação cruzada. 


Então, em português, ficaria assim:

"Tenho doença celíaca/ Sou celíaca e intolerante a lactose e faço uma dieta livre de ambos..." e mantém o resto que está ótimo.

Em inglês: "I have celiac disease/ I´m celiac and intolerance to lactose. I follow a diet free of both..." e mantém o resto.


Por enquanto é isso...acho que assim ficou melhor e deu um ar de mais seriedade para a questão da contaminação cruzada. Aproveitem!



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Editado dia 11.01.2015

✈ Clique aqui para ler o capítulo 3
✈ Clique aqui para ler o capítulo 4


* Esteja atento(a) a data dessa publicação, pois podem haver alterações com relação aos lugares visitados sem conhecimento do blog!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

✈ Diário de viagem: Miami - Capítulo IV


O último capítulo, pessoal! Agora é o fim da viagem de verdade.
Espero que toda essa história tenha sido válida para vocês. Qualquer dúvida, entrem em contato através do email semglutenporfavor@gmail.com, tá? 
Tenho ficado MUITO feliz por receber mensagens.

Esse post é dedicados a todos vocês, mas em especial a Carolina, de Curitiba, sua mãe e irmã, que me enviaram um email solicitando um post sobre pizzas sem glúten em Miami e a uma outra Carolina, de Recife, que utiliza as dicas do blog  na alimentação da sua pequena. Fico muito feliz com os emails e comentários. Obrigada!

Hoje, nesse post vocês vão encontrar:
- Lista de lugares para comprar comidas sem glúten;
- Lista de restaurantes que servem comida sem glúten

(Para maiores informações, clique sobre o nome e você será direcionado para o site do estabelecimento.)

✈ Lugares para comprar comidas sem glúten
-Whole Foods Market (onde comprei os cookies, lembram?)
- Publix (onde comprei o pão, waffle e queijo a base de soja)
- Gillian´s Food (não visitei mas o site é super convidativo)

✈ Restaurantes que servem comida sem glúten
Aqui vai uma SUPER dica para vocês, para fecharmos com chave de ouro. Xeretando pela net, achei um site chamado Special Gourmets, que é nada mais, nada menos do que um guia global de restaurantes, hotéis e lojas para dietas sem glúten, lactose e outros alérgenos alimentares. Não é sensacional?
São 15676 estabelecimentos em 4524 cidades de 31 países. Lá vocês vão encontrar o que precisam, como eu encontrei. É claro que, denovo reforço, importante entrar em contato com o estabelecimento para confirmar. Alguns restaurantes oferecem um cardápio sem glúten e outros apenas algumas comidas que me pareceram naturalmente sem glúten. Alguns são certificados (GF) e outros não. Por isso é importante se informar.
Vamos aos nomes dos estabelecimentos, em Miami? 

Padarias
- Bite (não achei o site, então vou deixar o endereço)
   509B Arthur Godfrey Rd, Miami Beach, FL 33140

Restaurantes
- Outback Steakhouse (no Brasil também existe cardápio especial)
- Little Brazil (recomendado aqui)
- Legal Seafoods (tem um nos arredores do Sawgrass Mills)


Sobremesas

(Apenas um site não foi encontrado. Nesse caso, o melhor a se fazer é entrar no Special Gourmets e procurar o contato por lá.)


Conheci várias cidadezinhas perto de Miami e, apesar de não ter buscado restaurantes que ofereçam comida sem glúten por lá, resolvi fazer uma pesquisa atendendo a solicitação da Carolina, de Curitiba. 
Talvez, um site que possa ajudá-la a buscar esses restaurantes em Fort Lauderdale, é este aqui. Também, o Pizza Fusion (mencionado acima), possui uma unidade por lá. Basta entrar no site e buscar pela localidade de Fort Lauderdale. Qualquer dúvida, entre em contato novamente. É sempre um prazer poder ajudar.

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E um recado MUITO importante: se decidirem visitar o zoológico de Miami, levem comida para lá. Apesar de ser proibido entrar com comida, levem em um térmica pequena e expliquem a restrição. Nessas horas, caso haja encrenca (o que eu acho muito difícil), a declaração do médico é super válida. 

Então, sobre Miami é isso pessoal. Espero que tenham aproveitado cada dica. Estou com dúvidas sobre o assunto do próximo post, mas fiquem ligados porque procuro fornecer dicas bem bacanas. 


E você? Já viajou para fora do país tendo alguma restrição ao glúten e lactose? Divida sua experiência conosco. 


É muito bom tê-los aqui, sempre!


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Editado dia 11.01.2015

✈ Clique aqui para ler o capítulo 3
✈ Clique aqui para ler o capítulo 5


* Esteja atento(a) a data dessa publicação, pois podem haver alterações com relação aos lugares visitados sem conhecimento do blog!

sábado, 25 de agosto de 2012

✈ Diário de viagem: Miami - Capítulo III


Querem desfrutar de um sorvetinho delicioso, sem glúten e que amenize o calor que faz em Miami?
Experimentem o de morango, da Häagen-Dazs. Tem pedacinhos de morango...Huuummmm, é tudo de bom.



Ele contém leite mas eu tomei e não fiquei inchada e nem tive qualquer outra reação. Como a intolerância a lactose varia de pessoa para pessoa, não posso afirmar que não fará mal para todos. Pra mim, só fez bem!
Esse eu tomei no Bayside Marketplace, um mall a céu aberto (muuuuito calor!), com uma vista incrível e muita música latina (como eu faço dança, deu uma vontaaaaade de dançar).
Quando chegar a uma loja da Häagen-Dazs, peça a uma funcionária para confirmar se o sorvete escolhido tem glúten ou não. Qualquer um deles vale a pena, não é?

Lembram que no último post do diário desta viagem comentei que preparava minhas refeições no hotel? Então, decidi colocar aqui para vocês o passo a passo de uma salada de macarrão feita com macarrão de quinua (quínua, quinoa...cada pessoa fala de um jeito), totalmente sem glúten e sem lactose.

Vamos aprender?

Você vai precisar de:

- 100g de macarrão sem glúten cozido (como mencionei, comprei este no Publix)
- 1 latinha de atum (quantidade que desejar)
- Legumes a gosto
- Queijo a base de soja (também comprado no Publix)
- 1 colher de sopa rasa de molho de tomate (totalmente opcional. O molho de tomate deles é sensacional, então valeu a pena.)
- Sal a gosto


Macarrão orgânico sem glúten, de quinoa. Encontrado no Publix

Aqui o macarrão já cozido. Ele é todo coloridinho


Atum refogado com um pouco de cebola. Não me lembro a marca que comprei. Atentem: o atum deles não possui sal. Bacana, né?


Legumes cozidos já com o queijo a base de soja. Aqui tem brócolis e cenoura

O queijo utilizado e mencionado acima é da marca Veggie Slices, da empresa Galaxy Foods. Todos são a base de soja e tem mussarela, cheddar...enfim, o que quiser. Genial!
E finalmente, a saladinha pronta...


Parece deliciosa, não é?

Depois, é só colocá-la em uma lancheirinha térmica, para conservá-la fresquinha, e comer.

Assim, você come algo saudável e claro, sem o perigo da contaminação cruzada. Vale a pena!
Em uma noite, estive com a minha família em um restaurante chamado Carpaccio, que fica localizado no Bal Harbour Shops. Lá, consegui uma refeição sem glúten, sem o risco de contaminação cruzada (pelo menos meu corpo não sinalizou nada de errado). O preço não é dos melhores se você levar em conta o tipo de comida e a quantidade. Vou apresentar o cardápio e o prato para vocês e aí conto os valores, ok?


Cardápio do restaurante Carpaccio com opção de macarrão sem glúten


Macarrão sem glúten a alho e óleo, no restaurante Carpaccio

Gostaram? Realmente, estava muito bom. A massa estava bem al dente e com temperos deliciosos. Como vocês viram no cardápio acima, você escolhe o prato e o molho e por ser sem glúten é acrescido 5,95 dólares no preço. Este prato saiu 20 dólares. Se convertermos para nossa moeda, saiu um pouco mais de 40 reais. Como muito pouco e um prato de macarrão custar 40 reais é bastante desanimador, já que você pode comer comidas mais sofisticadas por esse preço, até mesmo uma massa, mas com molhos super diferentes. Não quis arriscar outros pratos por receio da contaminação cruzada. A maioria dos pratos pedidos nos restaurantes dá para dividir entre duas pessoas (desde que elas não comam absurdamente), pois os americanos são muito exagerados. Esse não dava para dividir, pois vinha em uma quantidade específica para uma pessoa. É claro que uma vez ou outra, em um passeio com a família, é totalmente válido. Mas não é baratinho, né? Dica dada!


Na Lincoln Road, famoso calçadão de Miami, comprei uma delícia (delícia mesmo) sem glúten. Era um marzipan de amêndoas com cereja. Gente, TUDO de bom! É uma senhorinha (super simpática) que fica por lá, aos domingos (que é o dia que tem flores e frutas para comprar, além de outras guloseimas). Assim que avistei a plaquinha GLUTEN FREE, fui direto ver o que era.



Barraquinha com alguns produtos sem glúten e sem lactose, na Lincoln Road


Huuummm...delícia!


Ficaram com água na boca? Eu fiquei, só de lembrar

Por hoje é só e no próximo capítulo da viagem vou disponibilizar muitos "papéis" para vocês: as listas que fiz antes de viajar, um cartão ideal para levar na bolsa e entregar ao garçom e/ou chef do restaurantes e muitas outras coisas, ok? Imperdível!

Fiquem ligados!


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Editado dia 11.01.2015



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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sabor de Saúde e Tivva: uma promoção imperdível

Queridos leitores, uma pequena pausa no diário de viagem de Miami para um recado super importante e apetitoso.

Quem gosta de macarrão levanta a mão! Eu levanto as duas e se precisar, os pés também. Sou alucinada por massas.
Esse fim de semana estive na Sabor de Saúde, e além de falar pelo cotovelos com a Beth e o Marcos (pessoas adoráveis), comprei muuuuuitas coisinhas gostosas.  Só para vocês ficarem com água na boca, trouxe para casa pão de mandioquinha, pão integral, pão de salsa, cebola e alho, pão australiano (uma super novidade que estou louca para provar), cookie doce de farinha de banana verde e castanha do pará e risole assado de carne. Huuuummm...gostaram?  
Considero a Sabor de Saúde, como já escrevi em outros momentos, o melhor lugar para obtermos produtos de qualidade e sabor incomparáveis. Eles estão no mercado há 6 anos e tenho toda a equipe como meus grandes parceiros. Conheci por indicação de uma amiga minha e afirmo, com toda certeza, TUDO o que fazem é mais do que aprovado, pois fazem com muito amor e carinho.

Vamos para o recado?


Sábado que vem (25 de agosto), 
quem fizer uma compra, de qualquer valor, 
na Sabor de Saúde, ganhará de brinde 
um pacote de macarrão de milho da marca Tivva
uma marca brasileira que produz massas de milho

E claro, para falar sobre ela, tratei de chegar em casa e  experimentar essa delícia. Cozinhei um pouco dele na água e sal e quis experimentá-lo sem nada, para sentir o gosto e a textura. EXCELENTE! Adorei...super recomendo! Ele cozinha bem rapidinho. 


Macarrão sem glúten, a base de milho, da marca Tivva

A minha opinião já está dada. Agora, só falta vocês provarem, não é?
Estão esperando o que para visitar a Sabor de Saúde, degustar delicinhas, comprar produtos maravilhosos e, de quebra, levar para casa um pacote de macarrão saboroso? 

Obs: Lembrando que a Sabor de Saúde, aos sábados, funciona das 9 as 16 horas. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

✈ Diário de viagem: Miami - Capítulo II



Chegando em Miami, você logo percebe que está em um outro mundo. Se fosse para descrever tudo o que vi, tiraria o foco do post, que é a alimentação. Então, saibam que lá é tudo muito bom, que vale a pena guardar dinheiro pra ir, que as pessoas são educadas, os preços baratos e tudo funciona, até o GPS.
Então, vou focar somente na alimentação. Caso alguém queira dicas com relação a outros assuntos, como lugares para compras e afins, entra em contato através dos comentários ou email (endereço fornecido aqui do lado direito), ok?!

Logo que chegamos em Miami, e após ficar uma hora na fila da imigração, fomos direto buscar o carro para irmos para o hotel. O cansaço era enorme e por eu não ter jantado no avião, estava faminta. Saímos em busca de um restaurante em que eu pudesse ter uma alimentação segura. Andamos, andamos e andamos até que minha irmã avistou um restaurante brasileiro. Pensamos: "É aqui mesmo!". Descemos, a dona e os garçons eram brasileiros. Expliquei da minha intolerância, já conhecida por eles, e aguardei meu prato. Pessoal, DIVINO. Comida tipicamente brasileira e uma equipe super simpática. Um suco de caju maravilhoso e refrescante.

Esse restaurante se chama Little Brazil. Comandado por uma carioca, a Cecília, é um restaurante pequeno e saborosíssimo. O arroz com feijão deles é espetacular. Está mais do que recomendado! 

Já a escolha do hotel foi pensada pela minha mãe. Como vocês sabem, a alimentação americana é a base de fast food. Então, minha mãe teve um cuidado muito grande com relação a minha alimentação. Por isso, decidimos por um flat que tivesse minimamente uma geladeira e um fogãozinho. Minha vida é tão cheia de "coincidências" (não acredito no acaso, mas decidi nomear assim...) que o dono do hotel que escolhemos reside aqui em Ribeirão Preto. O hotel é nota 1000. A equipe toda é super atenciosa, o hotel é graciosíssimo e fica super bem localizado. O nome dele é Sun Harbour Boutique Hotel. Tirei algumas fotos para mostrar um pouco da estrutura desse lugar adorável.



Frente do hotel, localizado na Collins Avenue



Cozinha do flat, super completa




Mesa para as refeições. Do lado esquerdo, está a cozinha, mostrada acima



Quando abríamos a porta do quarto, dávamos de cara com essa área de lazer

Minimamente, dá para vocês verem o quanto ele é gracioso, não é? Certamente, essa foi nossa melhor escolha. Na cozinha, já com utensílios, eu preparava o meu almoço e o meu lanchinho da tarde, colocava tudo dentro de uma sacolinha térmica e ia curtir o dia, feliz da vida porque tinha certeza de que não passaria mal.

Contei com a indicação da Isabella, do Sun Harbour,  para fazermos as compras de supermercado. Sou apaixonada por supermercados, então não poderia ser diferente. Lá, todos os supermercados são divinos, com muita variedade de produtos, incluindo remédios. Publix é o nome do supermercado que fica atrás do hotel. Ele está localizado na Harding Avenue. 


Supermercado Publix, localizado na Harding Avenue

Neste supermercado, conseguimos encontrar tudo o que precisávamos para nossas refeições (geralmente café da manhã e jantar). Quando digo TUDO, é TUDO mesmo, inclusive produtos sem glúten. Diferentemente do Brasil, nos EUA há uma preocupação muito grande com os alérgicos, que representam boa parte da população. Lá, é bastante comum encontrarmos os alérgicos a amendoim, por exemplo. Então, apesar de não existir uma lei que os obrigue a colocar "contém glúten" ou "não contém glúten", há um respeito e um cuidado com o próximo bastante encantador. Nas embalagens, após a descrição dos ingredientes há algo escrito como May contains: milk, soy, peanuts and wheat (Pode conter: leite, soja, amendoim e trigo). É tudo bem descrito. Claro que o glúten não é representado só pelo trigo e ele pode estar escondido em algum ingrediente. Como não sou habitante de lá e tampouco acostumada, na dúvida, eu não comia. 

Confiram o que consegui comprar no Publix, logo no primeiro dia:


Clique na foto para visualizá-la maior

Vamos a descrição das fotos:

1. Na primeira foto, temos um macarrão de quinoa, já bastante conhecido aqui no Brasil. A grande questão é que aqui, ele é caríssimo. Lá, no Publix, consegui comprá-lo por 2,87 dólares. Façam as contas e chorem! Não pude perder a oportunidade e trouxe logo duas caixas na mala. Imperdível! 
2. Na foto de número 2, vocês podem conferir um queijo mussarela, embalado individualmente, a base de soja. Acreditem se quiser...sem lactose. Alguém já viu um desses aqui no Brasil? Eu ainda não. Com ele, preparava meus lanchinhos da tarde, junto com o peito de peru. O preço não é lá grande coisa, mas penso que vale muito a pena. Acredito ter pagado 3,49 dólares.
3. A perfeição de um pão sem glúten está exatamente na foto 3. Irresístivel, com textura, gosto e tamanho de um pão de forma normal. Deve ser mantido no freezer, porém, ao ser descongelado, não necessita de aquecimento. Ele é perfeito assim mesmo. Ele é da marca Glutino e fabricado no Canadá. Já entrei em contato com a empresa para saber se é possível adquirir os produtos aqui no Brasil. Assim que obtiver uma resposta, repasso para vocês. Acabei pegando uma promoção e paguei 3,99 dólares. Realmente, Ribeirão Preto abusa nos preços. Aqui, é possível encontrar pães de marcas inferiores por até 15 reais. Como me sinto explorada por aqui. Lamentável!
4. Waffle é mania de americano. Eu, particularmente, não tenho essa paixão. Mas lá, eu queria experimentar absolutamente tudo. Decidi comprar. Deus do céu...delicioso. Ele é de blueberry, uma frutinha bastante consumida por lá. No meio do waffle, havia uns pedaços dela. Pelo o que me lembre, paguei o preço de aproximadamente 4,89 dólares.
5. Finalmente, na quinta foto, você podem conferir o waffle com a geléia de morango. IRRESISTÍVEL! No café da manhã, comia uma fatia de pão com margarina, um waffle com geléia, um copo de suco e uma porção de frutas. Sim, o café da manhã tinha que ser bem reforçado, pois os dias eram intensos. 

Realmente, queridos...era de se lambuzar. A qualidade de todos os produtos era de primeira e o preço bem parecido, se não, mais barato que aqui. Penso que um waffle desses por aqui custaria por volta de uns 15 reais para mais. Ficava muito "histérica" com tudo.

No Publix, você consegue identificar os produtos sem glúten através da sigla GF (gluten free) nas etiquetas. Tudo super organizado. As frutas (abusem!) são lindíssimas. Não são baratas mas vale a pena.
Um outro lugar que consegui encontrar produtos sem glúten foi no Whole Foods, um outro supermercado, só que mais parecido com um Pão de Açúcar, por exemplo. Vende bastante produtos orgânicos. Ele é mais caro mas, denovo, vale a pena. 


Com diversas lojas em diferentes locais, esta está localizada em Aventura, pertinho do Aventura Mall

Lá é possível encontrar de tudo também. Como vocês sabem, nos EUA não há preocupação com o meio ambiente. Então, sacolinhas de plástico para todos os lados. Somente no Whole Foods vi sacolas de papel. Achei super bacana!

Todos os produtos sem glúten são identificados com uma etiqueta roxa, como na foto abaixo.



Super fácil, não é? 

Por lá também é possível fazer refeições. Todos os pratos possuem uma etiqueta acima dele, indicando os ingredientes e possíveis agentes alergênicos. Tirei uma foto para que vocês vejam como é:



Reparem que este prato contém ovos e trigo. Então, tudo é identificado.

Porém, é possível também encontrar uma etiqueta alertando para a contaminação cruzada. Eu decidi não levá-la em consideração e comer. Foi batata: passei mal. Fiquei o dia todo com a barriga inchada e nauseada. Aí, dá-lhe dramin. Mas depois ficou tudo bem.
Como eu disse, sou sensível e passo mal com contaminação cruzada. Isso é relativo, de pessoa para pessoa. 
No Whole Foods, encontrei um pacote de cookies que é um sonho. Da mesma marca do pão, Glutino, ele é perfeitamente igual aos com glúten. Ele derrete na boca.




É demais de perfeito! Consegui trazer um na mala...deveria ter trazido mais, mas o difícil é caber tudo dentro dela.

Para endereços e telefones de todos os estabelecimentos citados cima, cliquem sobre o nome e você será direcionado para o site de cada um deles. Posteriormente, também disponibilizarei aqui as listas úteis com relação a alimentação.


E ATENÇÃO: agora, aqui no blog, sempre disponibilizarei enquetes para que vocês respondam e eu possa conhecer mais o público que visita este cantinho. Ela estará sempre localizada do lado direito, acima dos arquivos do blog. Não esqueçam de contribuir para a melhoria do blog. Muito obrigada!


Por hoje é só...logo logo voltarei com mais um capítulo...Aguardem!




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Editado dia 11.01.2015

✈ Clique aqui para ler o capítulo 4
✈ Clique aqui para ler o capítulo 5


* Esteja atento(a) a data dessa publicação, pois podem haver alterações com relação aos lugares visitados sem conhecimento do blog!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

✈ Diário de viagem: Miami - Capítulo I


Finalmente, de volta! Depois de uma viagem em família, nada como vir aqui e contar para vocês tudo o que comi e vi por lá. O destino que escolhemos foi Miami, um paraíso para compras, lugares lindíssimos e pessoas educadíssimas. Minha irmã dizia: "Lá vai ela tirar foto até da comida". Minha resposta não poderia ser diferente: "As pessoas precisam ver isso...pra mim, é um compromisso compartilhar minha experiência."
E é exatamente assim que encaro a minha relação com este cantinho, além de ser de minha vontade postar, me sinto comprometida com todos vocês. Bom, chega de ladainha e vamos ao que interessa! Como fiquei 10 dias fora e tenho muitas coisas para contar, dividi este diário em algumas partes, que ainda não sei exatamente em quantas porque comecei agora.

Para nós, celíacos, a viagem significa, na maioria das vezes, um estresse, uma preocupação a mais e até mesmo medo. Toda vez que vou viajar para algum lugar, mesmo que seja para a casa de familiares, eu penso em TUDO: no que vou levar para comer, onde posso comprar minhas comidinhas caso necessite de um reabastecimento e até nos potinhos que levarei para acomodar minhas refeições. 
E desta vez, a preocupação foi muito maior. Depois da descoberta do diagnóstico, foi a primeira grande viagem que fiz e pior (ou melhor!) para um outro país...outra cultura e claro, outros hábitos alimentares. Pra mim, falar em EUA significa falar de lanches e, consequentemente, glúten. E meu nutrólogo aconselhou: "Eles comem muito mal. Na dúvida, coma frutas"
Apesar de ter tido um grande trabalho para planejar tudo (e ainda assim, algumas coisas não sairem como planejei), tudo valeu a pena e aproveitei cada segundo.
Contei com a ajuda do meu namorado e minha família, que me ajudaram a pensar em todos os detalhes. Vou dividir este post em perguntas e respostas, pois acho que facilitará bastante a leitura.

✈ Como comecei a pesquisar?
Logo de cara, recorri ao meu grande companheiro de todas as horas, Google, para pesquisar como é viver em Miami sem glúten e sem lactose. Eu queria me certificar de que não morreria de fome. E pasmem: não encontrei nenhum blog que me desse dicas concentradas em um post de como fazer em situações como essa (viajar para fora do país com restrição alimentar). Claro, isso me animou muito mais para escrever o que estou escrevendo agora. 
Muitas pessoas tentavam me tranquilizar, dizendo que seria super simples, mas não adiantava. Eu queria ter certeza de que conseguiria achar tudo com facilidade. 
Foram praticamente uns dois meses de pesquisa e ia salvando tudo no meu computador, anotando todas as dicas. Vou repassar tudo para vocês. Foram listas e listas. Ah! Outra fonte de pesquisa importantíssima e que já mencionei em vários posts é o livro Vivendo sem glúten. Todo celíaco deve ter um!
Nas pesquisas, a primeira informação que encontrei e que acredito que deve ser o primeiro foco é com relação a alimentação antes de chegar ao destino, ou seja, avião e aeroporto

✈ O que devo fazer com relação a minha alimentação durante o vôo?
Ao fazer a compra da passagem, certifique-se com a empresa em que momento a solicitação de alimentação especial deve ser feita. No meu caso, viajei com a LAN (que super recomendo!). Essa solicitação não precisa ser feita durante a compra da passagem. Ela pode ser feita após a compra e em um prazo de até 48 horas antes da data de embarque. Enfatizo: não deixem para a última hora. Fiz a minha solicitação com uma semana de antecendência, para todos os vôos, ida e volta. A LAN possui uma lista de tipos de alimentação especial: hiposódica, sem colesterol, sem glúten, sem lactose, para diabéticos...enfim, diversas. Solicitei sem glúten e sem lactose. Esta solicitação pode ser feita através do telefone 0300 788 0045. Na hora da ligação, tenha em mãos o número da reserva da passagem e especifique para quem é a alimentação especial.

✈ E a minha alimentação no aeroporto?
Antes de adentrar a área de embarque, você pode consumir o que quiser. Por isso, optei por levar alguns lanchinhos para o Aeroporto de Guarulhos, como por exemplo, frutas, iogurte e barrinhas de cereais. Para o almoço, acredito que a melhor opção, pensando no tempo gasto, é um self-service. E é claro que, devido a essa escolha, não terá alguém facilmente a sua disposição para dizer o que pode ou não comer. Ainda, há os perigos da contaminação cruzada. Por isso, sugiro escolher os alimentos que naturalmente não contém glúten, como por exemplo, saladas (folhas verdes, tomate, pepino e afins) sem molhos ou quaisquer outros temperos prontos. Lembrando que esse tipo de refeição é mais do que adequada para quem irá viajar de avião...super leve. Para o arroz e feijão, eu sempre faço essas perguntas para algum funcionário da cozinha: "Que tipo de tempero vai? Leva algum tempero industrializado? Amaciante de carnes?". Geralmente, eles levam apenas temperos naturais como sal, alho e cebola. Para os grelhados, evito os peixes, pois podem levar farinha de trigo. Ao escolher carne vermelha ou frango, retomo as perguntas acima, acrescentando: "Onde ela é preparada vocês preparam alguma coisa empanada ou que leva farinha?"
Se o seu embarque foge do horário de almoço ou jantar, opte pelos lanchinhos levados de casa, pois ninguém merece passar mal antes de viajar. 
Sinceramente, não sei se eu escapei de qualquer proibição ou se dá pra fazer isso, mas consegui embarcar com alimentos lacrados, como barrinhas de cereais. Levei algumas na bolsa para qualquer emergência. Foi a minha sorte ter feito isso! Vocês vão saber mais pra frente o porquê.
O tempo de vôo do Brasil para os EUA vai depender de algumas variáveis, mas a mais importante delas é: vôo com escala ou sem?
No meu caso, o vôo foi com escala, pois era a única opção disponível. Isso me deixou mais preocupada ainda, pois eu passaria algumas horas no Aeroporto de Santiago (ida) e no de Lima (volta). De qualquer forma, tinha cartas na manga, ou melhor, barrinhas de cereais na bolsa.
E pelo amor de Deus, NUNCA tentem adentrar a área de embarque com frutas, hein?! Se você, por algum acaso (ou sorte de ninguém ter visto, como já vi acontecer) adentrar outro país com frutas, certamente sua viagem terá acabado. 

✈ Meu vôo não tem escala. Então, como será?
Relaxa! Será bem tranquilo. Durante todo o vôo, da mesma forma que as outras pessoas terão alimentação, você também terá, só que sem glúten. É só embarcar e curtir de montão.

✈ Meu vôo tem escala. E agora?
As coisas poderão ser um pouco mais complicadinhas, mas não se desespere.
Antes de viajar, entrei em contato com os Aeroportos de Santiago e Lima. Eles foram super atenciosos, porém o que me disseram não era bem a realidade. E é exatamente neste ponto em que você fica mordida de raiva. O que acontece é que quando há conexão para o seu vôo você fica dentro da área de embarque, sem acesso a maior área do aeroporto, onde geralmente você encontra mais opções para se alimentar. 
Uma semana antes da minha viagem, estive na Sabor de Saúde e a Beth, dona da padaria e uma pessoa muito querida, me disse que vários clientes dela embarcaram, sem problema nenhum, com o Kit Energia (um kit lacrado que contém três pãezinhos de queijo sem queijo, um muffin e um pão brasileiro.) Tudo o que poderia acontecer, seria eles jogarem fora na minha frente. Então, resolvi comprar para a viagem. Tudo teria sido perfeito se eu não tivesse esquecido o meu no freezer de casa. Mas tudo bem, eu sempre penso que quando esqueço de alguma coisa é porque meu anjo da guarda achou melhor assim (quando tenho certeza de que não esqueci porque fui meio avoada, né!). E não tive crise de histeria por isso. 
Para acompanhar o meu kit de sobrevivência (risos), pedi ao meu nutrólogo que fizesse uma declaração de que sou portadora da doença celíaca e portanto, não poderia consumir alimentos com glúten e lactose. Caso alguém questionasse a minha saída do país com o kit, eu entregaria a tal declaração. Ok! Acabei embarcando apenas com a declaração. Talvez ela pudesse ser útil com relação as barrinhas de cereais...mas nem foi preciso.

✈ E no dia do embarque? Como saber se minha solicitação foi atendida?
Quando fizer o check-in, peça para a funcionária confirmar a sua alimentação especial. Ao confirmar positivamente, ela te entregará o ticket de embarque. Nele deve conter a sigla GFML (Gluten-Free Meal). No ticket da LAN, ela estará embaixo, no canto esquerdo. 

Isso é o que sobrou do ticket. Esqueci de tirar uma foto antes de embarcar.

✈ Como foi a alimentação durante o vôo de Guarulhos a Santiago?
Incrível! Exceto pelo fato de que continha lactose. Tudo bem que não sou 100% intolerante, mas para quem é, certamente torceria o nariz para a bandejinha. Achei isso um furo bem grande, por parte da companhia, afinal existem intolerantes a lactose que sequer podem olhar para uma gota de leite e derivados. Não esqueci de tirar uma foto da bandejinha. Achei tudo muito caprichoso. Reparem que a sigla apareceu novamente. Na bandejinha continha um lanche com peito e peru e uma pasta, que aparentemente era queijo; frutas picadinhas, um outro pão, geléia, queijo tipo Polenguinho, barrinha de cereal e um chá de camomila. A única sugestão que eu daria é que aquecessem o pão antes de servi-lo. Quem se alimenta de pães sem glúten sabe que pode ser horrível, dependendo da marca, comê-lo sem assar. E o meu estava assim, duro e quebradiço.
Meus pais e minha irmã acharam que minha bandejinha tinha mais coisas do que as deles. Quanto as bebidas, pedi suco. Não me peçam uísque, hein?!


✈ E a permanência no Aeroporto de Santiago?
Pessoal, vocês sabem que tento ao máximo animar vocês e mostrar que ser celíaco não é difícil desde que não queiramos, mas me desculpe por esse adjetivo: PÉSSIMA! Sim, foi péssima. Foram 4 horas de espera e MUITA fome, pois já fazia um tempo que havia comido no avião. A área de embarque no Aeroporto de Santiago é bem simples e tudo o que consegui consumir foi um suco de caixinha e alface. O resto eram lanches e lanches. Minha família decidiu ir até o Subway. Lá, passei por uma situação que abrandou a raiva que eu estava sentindo: uma funcionária do Subway, sabendo da minha restrição, decidiu me presentear com uma salada. PRESENTEAR! Acreditem, eu disse que não poderia comer nenhum lanche, sequer a carne, pois não sabia com o que era feita e ela pediu para escolher o que eu quisesse que ela faria uma salada pra mim e me presentearia. Fiquei tão emocionada com o gesto. Comi super feliz. Antes havia comido uma barrinha de cereal (entenderam porque foi bom ter levado?), mas pra quem viaja tantas horas e se alimenta como eu, tem uma hora que você necessita de algo salgado, que alimente mais do que barrinha de cereal e salada. Estava ansiosa para embarcar e receber o jantar do avião.

✈ Santiago - Miami: e então?
O avião decolou e eu tive um enjôo danado. Acho que já comentei outras vezes que fico enjoada muuuito facilmente...tão facil que o dia em que eu for mãe, certamente demorarei para desconfiar. Fiquei muito nauseada; acredito que pela má alimentação pré vôo, cansaço da viagem, decola, aterrissa...decola, aterrissa...enfim, aconteceu. Quando a comida chegou, sequer conseguia olhar pra ela e muito menos fotografá-la. A olhada que dei foi para pelo menos poder dizer para vocês o que tinha na tal bandejinha: frango grelhado com legumes e de sobremesa, frutinhas picadas. Solicitei ao comissário se ele poderia guardar minha refeição pois estava "mareada" (como ele mesmo disse: nauseada, em espanhol). Ele guardou, mas claro...depois de umas gotinhas de dramin, só consegui acordar quando estava para aterrissar. Finalmente, estava em Miami!

Depois de uma hora em pé na fila de imigração no aeroporto de Miami, novas coisas aconteceriam...tão boas, mas tão boas que me fariam sentir uma saudade imensa daquele lugar!
No próximo capítulo, conto mais...

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Editado dia 11.01.2015

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