quinta-feira, 9 de julho de 2015

Receitinha de hoje: capuccino sem leite


Eu JURO que vivo uma relação de amor e ódio com o frio, gente!
Para quem mora em Ribeirão Preto, frio é algo quase inexistente. E confesso. Amo o clima da minha cidade, aquele sol maravilhoso, inverno típico de 19/20 graus. Já morei em São Paulo e sei o que é frio. Mas como ainda volto sempre para a cidade da garoa, sofro demais. Essa é a parte do ódio. 

A parte do amor é a comilança. Amo sentir vontade de comer, tomar um capuccino bem quentinho, sopinhas e caldos saborosos. Huuuummm...delícia!

Já tem aqui no blog uma receitinha de capuccino bem gostosa. Mas, tem soja. E ao longo do tempo me tornei intolerante a dita cuja. Navegando pelo facebook, encontrei uma receitinha nota mil. Sim, capuccino sem leite. A receita original é do blog Mamão e Açúcar que, por sinal, tem receitas incríveis que me deixam com água na boca. Eu mudei um pouquinho a receita original porque acrescentei canela e ao invés de usar achocolatado, usei o chocolate em pó.

Vamos aprender?

Separe:
- 25 gramas de café em pó solúvel (usei Nescafé Tradicional)
- 140 gramas de açúcar 
- 40 gramas de chocolate em pó (uso sempre o Nestlé ou Garoto)
- 100 ml de água em temperatura ambiente

Coloque todos os ingredientes no bowl da batedeira e deixe bater até formar um creme. 
A consistência é uma questão: eu fiquei deixando bater quase 1 hora, acreditem se quiser. A receita original diz que se a batedeira não for planetária, que é o meu caso, leva-se 30 minutos. Mas, aos 30 minutos a consistência ainda não estava cremosa. Então, fui batendo até ver que não ficava mais cremoso que aquilo. 

Transfira todos os ingredientes para uma pote e leve ao congelador. Essa receita rendeu bastante capuccino. Para uma xícara de leite, uso aproximadamente uma colher de sopa. Mas isso é gosto, cada um gosta de um jeito. 

Fica muuuuito cremoso, como na foto! E não duvidem: não congela. Fica com consistência de mousse. Maravilha!

Bom friozinho!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O que você, celíaco, precisa saber sobre contaminação cruzada


Gente, eu não esqueci de vocês! 
Minha vida está um loucura e com isso me sobrando pouco tempo para postar. Para vocês terem ideia, faz tempo que nem para a cozinha eu vou. Cozinhaterapia ficando de lado e eu precisando cada vez mais dela para desestressar e me alimentar melhor. 

Recebi um convite do pessoal da Natue para fazermos uma parceria de conteúdo. Para quem não sabe, a Natue é um loja virtual que vende produtos sem glúten, entre outras coisas. 

Eles sabem o quanto fui chata em deixar claro exatamente qual o objetivo dessa parceria e que vocês, meus leitores, e a nossa saúde estão em primeiro lugar. Sou duro na queda, não aceito qualquer coisa não e quem me acompanha sabe que o meu objetivo com o blog não é ganhar dinheiro. Aliás, passa bem longe disso.

Mas eles insistiram e aceitaram minhas condições. Isso sim é parceria de verdade, não é?! 

A nutricionista Carolina Favaron, da Natue, elaborou um texto sobre contaminação cruzada. Esse texto também foi revisado e corrigido por mim. Eles aceitaram as correções e por isso ele está aqui, para levar conhecimento e informação para todos. 

Confiram e repassem para quem puderem. O conhecimento sobre a contaminação cruzada é fundamental para celíacos. É a peça chave do nosso diagnóstico e da nossa saúde. 
O glúten é uma proteína naturalmente presente no trigo, centeio, cevada e malte e, consequentemente, em todos os alimentos à base desses cereais, sejam eles integrais ou refinados. Ele possui difícil digestão no organismo e pode estar relacionado com diversos problemas de saúde, como a doença celíaca, uma doença autoimune que causa prejuízos nutricionais e pode gerar complicações graves. 

O único tratamento é a isenção total do glúten na dieta, optando por alimentos livres dessa proteína.
Porém, mesmo alimentos isentos de glúten podem conter a proteína, como no caso da aveia, um cereal naturalmente livre, mas que durante seu processo produtivo sofre contaminação. Isso ocorre com qualquer alimento que seja manipulado no mesmo local que alimentos com glúten, seja na colheita, durante o processamento ou no preparo (na bancada, utilizando os mesmos utensílios, como panelas e pratos, ou qualquer material que tenha entrado em contato com o glúten). 

Atualmente, há um grande esforço para conscientização das empresas a respeito da contaminação cruzada. Ainda, são poucas as marcas que trazem no rótulo a presença de contaminação cruzada. 

Por isso, os alimentos devem ser manipulados em locais totalmente isentos de glúten e que não tenham tido contato com alimentos que tenham essa proteína, prevenindo a contaminação cruzada no produto final. Também deve-se ter cuidado com os locais de armazenamento, já que a embalagem pode permitir a passagem do glúten.

Uma alternativa ao uso da farinha de trigo, aveia e centeio é a farinha de arroz, polvilho, fécula de mandioca e de batata, opções sem glúten que podem ser utilizadas no preparo de receitas e consumidas por pessoas com a doença celíaca ou com algum tipo de hipersensibilidade ao consumo de glúten. Algumas marcas também oferecem a aveia sem glúten, deixando a dieta ainda mais variada. 

Texto elaborado por Carolina Favaron, revisado por Milene Polo e blog Sem glúten, por favor!
Ficaram dúvidas? É só perguntar. Estamos a disposição!
Quer saber mais sobre contaminação cruzada e como evitar? Clique aqui para ler!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Receita de hoje: bolo molhadinho de chocolate com mel


Ai ai ai! Não é a primeira vez que faço esse bolo. Fiz há muito tempo atrás ma esqueci de publicar. Lembrei dele e resolvi fazer denovo. Fica muuuuuuito bom! Essa combinação do chocolate com mel fica magnífica!

A receita original é da Nigella. Já ouviram falar dela?
Ela é uma chef de cozinha bem famosa. Eu acho que nunca assisti um programa de TV com ela. Mas quando tive vontade de comer um bolo de chocolate e mel, acabei achando a receita dela com farinha de trigo. Fiz a substituição com a farinha sem glúten e amei. Reparem que a escrita da lousinha refletiu na calda. Nhami nhami! 

Eu não sei explicar porque esse bolo fica tãããããão molhadinho. Só sei que fica incrível, como se ele tivesse algum recheio. 

Vamos aprender?
Primeiro, vamos fazer a massa. Importante deixar todos os ingredientes em temperatura ambiente. 
- 100 gramas de chocolate meio amargo picado (aqui em casa costumo usar o da Sicao, seguro para celíacos e intolerantes a lactose)
- 275 gramas de açúcar mascavo
- 225 de margarina (uso a Becel, sem lactose)
- 125 ml de mel
- 2 ovos
- 200 gramas de farinha sem glúten (sempre uso Aminna mas pra essa receita usei a preparada da Rositos)
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio 
- 1 colher de sopa de chocolate em pó (Nestlé e Garoto são seguros para celíacos)
- 250 ml de água fervente

Pré-aqueça o forno a 180º graus. 
Primeiramente, derreta a margarina e o chocolate, separadamente. Reserve o chocolate. Em uma batedeira, bata a margarina derretida e o açúcar mascavo e, em seguida, acrescente o mel. Adicione um ovo e metade da farinha sem glúten. Continue batendo e acrescente o segundo ovo. 
Junte à mistura o chocolate derretido, o restante da farinha, o bicarbonato e o chocolate em pó. Por último, acrescente a água fervente. A massa ficará bem líquida. Despeje-a em uma forma untada e leve ao forno, fazendo o teste do palito (em casa temos forno elétrico e demorou cerca de 1 hora e 30 minutos para ficar assadinho; mas como cada forno é de um jeito, vale a pena ficar atento). Se a parte de cima estiver queimando e o bolo ainda não estiver cozido, cubra-o com papel alumínio. 

Terminando de assar, retire-o do forno, passe a faca em volta e deixe-o esfriando para depois desenformar.

Enquanto isso, vamos preparar a calda
- 60 ml de água
- 125 ml de mel
- 175 de chocolate meio amargo (como eu não tinha todo o chocolate picado, completei com o chocolate em pó e deu certo)
- Se achar necessário, açúcar

Em banho maria, misture todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea. 
Aí é só jogar em cima do bolo. Essa receita rende bastante. 



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Receita de hoje: nhoque de abóbora ao molho branco


Ai, delícia, delícia, delícia! 
Em casa minha mãe sempre faz legumes para o almoço e eu adoro quando ela faz abóbora refogadinha. O adocicado da abóbora combina demais com a comida, na minha opinião. Então, ela tinha feito a abóbora para o almoço, repetimos no jantar e no outro almoço e acabou sobrando um pouco na geladeira. Todo mundo já tinha ficado enjoado de comer. 

A Nilva, nossa funcionária querida, chegou em casa falando da vontade de comer nhoque de abóbora com molho branco. Eu simplesmente nunca tinha pensado nisso. O fim de semana tinha chegado e a abóbora certamente iria para o lixo. Pensei: "se o nhoque é feito da batata amassada, da banana verde que virou uma massa, certamente era só colocar a abóbora no lugar". Resolvi testar. 
Eis que a sobra da abóbora na geladeira virou um nhoque delicioso e eu não poderia deixar de compartilhar.

Essa receitinha serve duas pessoas, aproximadamente. 
Vamos lá?
- 300 gramas de abóbora cozida 
- 180 gramas de farinha de arroz
- Sal a gosto

Eu não acrescentei azeite nessa receita porque como a abóbora já estava temperada e bem cozida, achei que fosse ficar mole demais. Mas, se você for cozinhar a abóbora para fazer o nhoque, talvez seja necessário acrescentar um pouquinho do azeite. Acredito que seriam, aproximadamente, 2 colheres de sopa.

Em um processador, bata a abóbora até que ela vire uma massa. Em uma bacia ou tigela, coloque a abóbora processada e vá acrescentando, aos poucos, a farinha de arroz. Por último, acrescente o sal e experimente para ver se está agradável ao paladar. Caso queira acrescentar outros temperos, está liberado. Vale inventar!

Depois que a massa estiver bem homogênea, em uma superfície limpa e livre de qualquer resquício de glúten. coloque um pouquinho da farinha de arroz, faça rolinhos e corte, com a faca, em pedacinhos.


Em um panela com água fervendo, coloque os pedacinhos de massa crua e retire-os assim que eles subirem para a superfície da água. O ideal é usar uma escumadeira para isso. Coloque a massa cozida em um refratário e reserve. Agora vamos fazer o molho branco. Essa receita é com leite de vaca zero lactose mas, aqui no blog, já foi publicada a receita do molho branco feito a partir do leite de arroz (clique aqui para conferir!).

- 1 dente de alho amassado
- 1 colher de sobremesa de margarina (Becel do potinho azul, que é sem lactose)
- 250 ml de leite de vaca sem lactose 
- 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em um pouco de leite
- Sal e noz moscada a gosto

Em uma panela aqueça a margarina e doure o alho amassado. Quando dourar, acrescente o leite e deixe ferver. Depois de ferver por alguns minutos, acrescente o amido de milho. Deixe ferver mais um pouco. Mexa e caso perceba que não engrossou, acrescente, aos poucos, o amido de milho até dar o ponto do molho. Coloque sal e um pouquinho de noz moscada para dar gosto.

Jogue o molho branco por cima do nhoque e leve ao forno por alguns minutinhos. 
Sirva e se delicie! 

terça-feira, 31 de março de 2015

As maiores dificuldades dos celíacos: o que fazer com elas?


Meus amores!
Como vocês estão?

Há muito tempo atrás fiz uma postagem no facebook com a figura acima e a seguinte legenda:
"Um dos primeiros passos para realizarmos uma mudança na nossa vida é reconhecermos as nossas dificuldades. 
A partir do reconhecimento das dificuldades, temos a oportunidade de irmos atrás de recursos para solucioná-las! E é por isso que o blog existe! Vamos pensar nos nossos obstáculos e buscarmos soluções?

Conte-me sobre a maior dificuldade que vocês possuem como celíacos!"

E aí foi MUITO bacana ler os comentários dos leitores. Me identifiquei com absolutamente todos. 

E o mais "engraçado", se repetiram. Ou seja, as minhas dificuldades também são as do João, do Paulo, da outra Maria e da Ana. Sim, estamos todos no mesmo barco lutando pela mesma causa.



Então, com os comentários, decidi elencar as principais dificuldades relatadas e tentar trazer reflexões acerca de como podemos amenizá-las. 






Se você leu e se identificou também, seja bem-vindo!
Agora, se você está pensando em se desesperar e achar o mundo injusto, CALMA! 
Vamos falar sobre cada uma das dificuldades? Acredito que todas as outras serão derivadas dessas.

 Saudades do pão francês
Nos primeiros meses após o diagnóstico, sonhava que estava comendo pão francês. Sonho? Pra mim era um pesadelo porque quando eu acordava percebia que não podia comer nem um tiquinho daquele pão francês. Como foi difícil! Antes do diagnóstico era um hábito bastante comum, na minha casa, buscar pão na padaria no final da tarde. Comia quase todos os dias. E de repente...nenhum dia mais, para o resto da vida.
O tempo foi passando, passando...
E sabe o que me acontece hoje? Não sinto nenhuma vontade! A pessoa pode comer um pãozinho na minha frente que não sentirei vontade. O que aconteceu? Nem eu sei explicar. Meu coração diz que parece que meu cérebro já entendeu que aquele alimento que meus olhos vêem e meu olfato capta não passam de veneno para o meu organismo. É impressionante, gente! Passaram-se quase 3 anos de diagnóstico e o que vivo hoje, com relação as minhas vontades, é inexplicável. Nem o cheiro me atrai mais. Talvez a única lembrança boa que tenho é das reuniões em família para o café da tarde. E elas podem e devem acontecer mesmo sem o pão francês para mim.
Garanto que não fiquei esperando, frustrada, que meu cérebro entendesse que aquilo me faz mal. Nesse tempo, estive aberta a experimentar, testar e principalmente aceitar. A aceitação fez com que eu me tranquilizasse e a vontade de comer alguma coisa com glúten me moveu para aprender a fazer na versão sem glúten. Atualmente, até o pão sem glúten tenho comido poucas vezes. Me peguei disposta experimentar a tal tapioca e foi amor a primeira vista. O que eu quero dizer com isso? Paciência e perseverança, sempre! Tudo vai se ajeitar, mantenha-se com o coração em paz, equilibrado e aberto a novas possibilidades.

 Presenciar o filho com vontade de comer alguma coisa que não pode
Me sinto muito a vontade de falar sobre isso com as mães. Trabalhar com mães me tornou sensível as dores e dificuldades delas. Não, eu não sou mãe e nunca vivenciei metade das incertezas dessas almas delicadas (e sofredoras!) que chamamos de mães. Porém, eu aprendi, principalmente com a doença celíaca, a desenvolver empatia pelas pessoas. Me colocando no lugar delas e usando o conhecimento que tenho sobre o tema, me sinto a vontade para ser empática mas também falar o que é necessário, mesmo que doa um tiquinho no coração. Mães, a dificuldade de lidar com toda as situações que envolvem uma criança celíaca está em nós, adultos. Embora não pareça, as crianças aprendem tudo rapidinho. Basta que nós, adultos e exemplos para elas, passem essa segurança e transforme tudo em maneira leve de se viver. 
Já falamos aqui no blog (duas vezes) sobre como lidar com a criança celíaca. Acho que todos os conselhos que eu poderia dar a mãe de um pequeno/pequena celíaco/celíaca estão lá. São dois capítulos dedicados inteiramente sobre o assunto. Neles, vocês encontrarão estratégias para lidar com a situação, além de dicas de livrinhos e jogos que abordam a doença celíaca. 
Só para deixar vocês com vontade de ler os dois capítulos, vou deixar um trechinho de cada um:

"Ao vê-la desesperada, chorando e sentindo que o mundo caiu, provavelmente ela pensará: "Se minha mãe, que me protege e entende mais das coisas que eu, está assim...acho que devo começar a me preocupar também." Agora, se você encarar tudo com mais tranquilidade, tendo fé de que tudo ficará bem, ele ficará muito mais tranquilo, pensando: "Minha mãe, que me protege, me ama e entende mais das coisas que eu, está tranquila, então, eu também devo ficar."

"Mas então, quando temos um problema que envolve uma criança, qual a melhor atitude a ser tomada? Transformá-lo em algo bom, em algo positivo, em risadas e momentos gostosos. Ouvi de uma psicóloga, que trabalha com pais e crianças, uma frase muito marcante: "Os problemas são dos adultos e não das crianças. Elas merecem brincar, dar risada e não arcar com as consequências do sofrimento dos pais." É ou não é verdade? Então, não devemos focar os problemas e sim, os benefícios."

Recomendo também o blog "Sou criança celíaca", da Erivane. Clique aqui para conhecer!


 Comer fora com segurança (livre de contaminação cruzada)
Ô trem mais difícil que é essa contaminação cruzada! É o nosso fantasma, nossa sombra, nosso pesadelo e, na minha visão, a maior dificuldade de um celíaco consciente. Porém, é exatamente essa sombra que ditará o caminho que nossa saúde tomará. Não estar preocupado com as formas de contaminação cruzada é uma maneira negligente de lidarmos com a nossa própria saúde. Celíaco consciente se preocupa e MUITO! 
Não é frescura, não é exagero e muito menos Freud explica, porque não se trata de algo psicológico ou imaginário. A contaminação cruzada é mais real do que tudo e faz mal para nós. Além de provocar sintomas, prejudica nosso intestino e nosso sistema imunológico, que é ativado a cada vez que nos contaminamos. Eu não quero estar exposta a esse risco e espero que você também não. As consequências são a curto e a longo prazo. Imagina nosso organismo ter que trabalhar dobrado a cada vez que colocamos o inimigo pra dentro de nós? Judiação!
Comer fora é um desafio. Eu diria que é o mais difícil. No início, eu comia, conversava com o garçom/gerente e acabava comendo. Hoje raríssimas vezes faço isso. Sempre levo minha comida. Gente, é sempre mesmo! Levo para casamentos, restaurantes e onde mais precisar. 
Cada um faz suas escolhas. Já falei aqui no blog sobre como agir quando um restaurante não oferece cardápio específico para celíacos como também já falei o quanto sou marmiteira e isso deve ser motivo de orgulho.
Nunca deixo de andar com lanchinhos na bolsa. Cabe a nós decidirmos o que nos manterá saudáveis e felizes. Sempre levo a marmita para todos os lugares e me divirto como qualquer outra pessoa. E posso falar? Geralmente minha marmita rende assunto e olhares cheios de vontade. Bora ser feliz?

 Falta de compreensão e conhecimento da sociedade sobre questões que envolvem a doença celíaca
Ô parte complicada dessa história toda de ser celíaco. Espera! Complicada? Acredito muito que não basta criticarmos, temos que refletir o porquê. Só a partir das nossas reflexões é que vamos pensar em como podemos contribuir para a resolução de determinado quebra-cabeça. Sabe aquela coisa de "está achando ruim, faça melhor?". Bem por aí. O que você tem feito para melhorar a a visão das pessoas sobre a doença celíaca? De que forma tem contribuído para mudar a nossa realidade?
Eu adoro pensar no efeito dominó do conhecimento. Sabem o que é isso? Eu aprendo e passo o que aprendi para o Joãozinho que vai lá e passa para a Mariazinha e assim por diante. E então, temos um efeito dominó. Isso nos mostra o quanto cada um de nós, celíacos, somos sementinhas do conhecimento. Se eu sei, posso passar tudo o que sei para as pessoas que convivem comigo na minha casa, no meu trabalho, na minha comunidade. Gente, isso não é incrível? Já pararam para pensar no poder disso? Sem contar que isso nos dá uma motivação para fazermos a nossa parte. 
Por isso, lembre-se que quando você for a algum lugar ou conversar com alguém que não compreende a doença celíaca e as questões que estão envolvidas: você não está ali por acaso! Você tem as sementinhas nas mãos, basta jogá-las para que elas dêem origem a tantas outras. Nós podemos e DEVEMOS sair por aí colocando a pulga na orelha das pessoas. Não é preciso dar uma palestra ou uma aula sobre o assunto; basta plantar a dúvida. Terão momentos em que a aula bem explicadinha fará sentido; encontro com muitas pessoas que perguntam, perguntam e perguntam. Ou seja, elas querem e precisam saber sobre aquilo. Tenha paciência e lembre-se das sementinhas! 
Haverá um dia em que a conscientização das pessoas estará no nível do conhecimento sobre diabetes, mas isso dependerá muito do nosso esforço e persistência. Somos responsáveis também pelo andar dessa carruagem.

 Falta de produtos na cidade

Um outro ponto importante e que dificulta muito a vida de celíacos em algumas cidades. É muito frustrante ver uma foto apetitosa, abrir a receita e saber que não encontrará aquele ingrediente fundamental para o sucesso da receitinha. Sei bem como é isso. Por isso eu amo receitinhas com ingredientes que estão a mão ou, no máximo, no supermercado mais perto de casa. O mundo virtual tem essas coisas de bom, ir compartilhando dicas por aí. Se eu não acho a farinha sem glúten pronta para comprar, eu posso misturar e fazer a minha própria; se não acho aquela farinha de empanar, posso usar uma farinha de milho. São tantas as possibilidades. E outra: nunca estamos sozinhos em nossas dificuldades. Sempre terá um outro alguém que mora em uma cidade onde não se encontra variedade de produtos. Em Ribeirão Preto a variedade está aumentando mas o preço também. Então, às vezes eu prefiro comprar minhas coisas em SP, onde encontro preços melhores. Quem não tem a facilidade de ir para outra cidade, pode contar com algumas lojas virtuais. Hoje há uma variedade delas. Além das lojas virtuais, temos empresas que se especializaram em oferecer uma cesta de produtos mensalmente por um determinado valor. Ainda assim, com algumas facilidades, eu aposto demais nas comidinhas que encontramos em qualquer cidade: legumes, verdura, carnes e frutas. Além disso, encontramos ótimas bases como amido de milho, farinha de milho, arroz (que vira leite, creme de arroz e até farinha), tapioca. Vixi, um tantão de coisas. Só vale lembrar que temos que tomar cuidado com a contaminação cruzada, tá? Às vezes é necessário que liguemos nas empresas e nos certifiquemos de como o produto é embalado e armazenado.

 Preços dos produtos
Esse tópico está diretamente relacionado com o tópico acima. Por que os produtos sem glúten estão tão caros? Espera! O que chamamos de produtos sem glúten? Aquela bolacha recheada daquela marca incrível importada ou o arroz com feijão de todo dia? Percebem como tudo muda quando o meu foco passa a ser outro? 
Por que ainda muitos de nós depositam a felicidade plena em um pacote de bolacha sem glúten mas com gordura, açúcar, sódio e muitos outros ingredientes não nutritivos? Equilíbrio é a palavra mágica da nossa vida. De vez em quando vamos nos dar o "luxo" de comer aquela bolacha caríssima. 
Mas será que é realmente necessário fazer dela algo fundamental na nossa vida? 
Acredito muito que todas as situações que vivenciamos devem ser transformadoras. Por que não tornar um almoço em família com arroz, feijão, salada e carne tão prazeroso (e muito mais nutritivo) quanto devorar um pacote de bolacha sozinho (sim, porque no preço que custa até dividir é difícil)? 
Por que não procurar e testar receitas com ingredientes que temos sempre a mão, como os que mencionei lá em cima? Arroz pode virar almoço, leite, farinha e até docinhos (aqui no blog tem receitas de docinhos a base de arroz); grão de bico também pode ir para a salada, virar base de torta, farinha, patê e mais um montão de coisas. E as farinhas? Polvilho doce e azedo, fubá, de milho, fécula de batata que misturadas também são transformadas. E os ovos que podem ser café da manhã ou da tarde, podem ser transformados em molhos e tortinhas rápidas. Percebem onde está a dificuldade dos celíacos? 

Meus amores, a doença celíaca não vem por acaso, como nada na nossa vida. 

O que será que temos que aprender com ela? Da resposta dessa pergunta, daquela que virá do nosso coração, derivarão todos os nossos sentimentos, pensamentos e claro, atitudes. Não só com relação ao outro, mas a nós mesmos. 
Se cada um de nós fizermos a nossa parte, nos esforçando, dando o nosso melhor, estaremos contribuindo para que sejamos reconhecido pela sociedade. Estou falando do trabalho que realizamos, cada um em seu contexto, de conscientização da doença celíaca, seja com um vizinho, nossa família, dono de um estabelecimento ou governantes. Conheço os inúmeros discursos repetidos em torno das dificuldades pelas quais passamos mas conheço poucas pessoas que transformam-nas em ação. Volto a repetir; devemos sempre nos perguntar: "O que eu estou fazendo para melhorar esse cenário?"

O efeito dominó gerado para o conhecimento e conscientização da doença celíaca faz aprender e ensinar. E aí, pergunto: "E reclamar,, ajuda no que especificamente? Quando reclamo o que aprendo e o que ensino?" Nada, infelizmente, meus queridos. 

É certo de que os desabafos vão acontecer; afinal todos nós nos ajudamos, mesmo que virtualmente. Faz parte da natureza humana dizermos o quanto está difícil e pesado. O que não pode é todo esse pesar virar rotina na nossa vida. O mesmo equilíbrio adotado para o consumo do pacote de bolacha vale para o nosso posicionamento diante da vida, que grita pela nossa transformação a todo momento. Quando entendemos esse processo, paramos de focar no que não damos conta, no que está difícil e pesado para focar o que podemos fazer para nos ajudarmos e ajudarmos o próximo. 
Nossas dificuldades não estão para além de nós. Elas estão dentro de nós! 
E tem sensação melhor do que nos sentirmos úteis? Ô coisa boa gente! 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Receita de hoje: mousse de chocolate mágica



Se alguém duvida que coisas mágicas podem acontecer, faça essa sobremesa para mandar a dúvida embora para bem longe! Essa sobremesa é fantástica e merece destaque aqui no blog.
Eu amo o programa Cozinha Prática, que passa no GNT e é comandado pela Rita Lobo. Quando assisti o episódio em que ela colocou em prática essa receita, fiquei boquiaberta na frente da TV, pensando ser aquilo um milagre. 

Já pensaram que água + chocolate + força nos braços é igual a uma mousse de chocolate? Pois é! E não é invenção. Eu testei e funcionou. Pura física na cozinha. Ela até indicou um livro que chama "Um cientista na cozinha"; procurei mas está em falta. Deve ser um livro incrível!

Bom, então se você vai receber uma visita em casa e não sabe o que servir ou está com o tempo curto, pode fazer sem medo. Ela será a queridinha do evento!
Vamos colocar a mão na massa, ou melhor, no chocolate? Essa receitinha serviu seis pessoas. É um sobremesa enjoativa, então xícaras pequenas ou aqueles copinhos de pinga são ideias para servir.

- 175 gramas de chocolate meio amargo picado (não precisa necessariamente ser o meio amargo; pode ser o ao leite. Usei o meio amargo porque geralmente não contém lactose; adoro o da marca Sicao, seguro para celíacos e para intolerantes a lactose)
- 150 ml de água
- Cubos de gelo
- Para enfeitar, use cacau em pó, mini suspiro (como na foto acima) ou amêndoas picadas

Separe duas tigelas que caiba uma dentro da outra. Na maior, coloque cubos de gelo e reserve. 
Em um panela pequena, coloque a água e leve ao fogo médio. Quando começar a aparecer as bolhinhas no fundo da panela, desligue o fogo e acrescente o chocolate picado. Mexa bem até que ele esteja derretido por completo. Na outra tigela separada, coloque o chocolate derretido e encaixe-a na tigela maior com cubos de gelo. Com um batedor de arame, bata bastante o chocolate por aproximadamente 4 minutos. Ele deve ficar em uma consistência de creme de leite; nem mais e nem menos. 
Coloque a mistura, que já é a mousse, nas xícaras ou copinhos pequenos e leve a geladeira até a hora de servir. Experimente e sonhe acordada! 

Uma sugestão é que a mousse, ao invés de sobremesa principal, pode ser o acompanhamento de uma combinação. Nessa, usei banana caramelada, cookies Glutino e a mousse. Ficou divino!


Espero que tenham gostado dessa receitinha deliciosa!
Reproduziu ou criou alguma outra em cima dessa, manda a foto pra cá. Quero publicá-la na fanpage do blog!

terça-feira, 10 de março de 2015

Receita de hoje: arroz chinês


Pra mim, um dos maiores desafios para administrar uma casa é selecionar o que comer nas refeições. Quando eu morava sozinha, eu achava bem chato ter que pensar em tudo. E pra ajudar, eu tenho pavor de desperdício. Então, eu ficava articulando tudo pra não jogar nada de comida no lixo. Por isso eu amo e vibro com receitas que viram duas, três...
Agora, como noivinha, em breve vivenciarei isso denovo mas confesso, com muito mais leveza. Me descobrir celíaca me fez ficar mais prática, eu acho. Embora eu ainda ache essa tarefa um grande desafio, visto que trabalho, estou confiante para lidar com ela melhor do que antes. 

Apesar de isso não ser uma rotina, em muitos fins de semana tenho essa tarefa: planejar o que comer no almoço e jantar. Penso que com uma geladeira com verduras, legumes, ovos e algum tipo de carne dá para inventar algo bem gostoso, simples e talvez rápido. Não sou vegetariana mas acredito que seja possível criar pratos saborosos com as três primeiras coisas. 

Então, pensei nessa receitinha. Eu já sabia que queria fazer um prato que meu namorado faz divinamente bem: frango, shimeji e legumes com shoyo. Mas, eu acho que em outra vida fui japonesa e não fico sem arroz. E gosto do branco. Aí pensei que sujar duas panelas seria muito ruim mas também não queria só requentar o arroz que estava pronto. É isso, arroz chinês! E ficou maravilhoso. Quero até repeteco!

Vamos aos ingredientes?
Cenoura, vagem, pimentão vermelho e amarelo picadinhos; salsinha, cebolinha, alho, shoyo,
cebola, frango picadinho e arroz cozido

Inicialmente separei esses ingredientes. Depois, resolvi consultar algumas receitinhas na internet e só então acrescentei o ovo. Então, já separa um ovo aí, ok?!
Comi muito bem no almoço e ainda sobrou um tiquinho. Não anotei a quantidade exata de cada coisa mas vou colocar mais ou menos pra vocês terem uma ideia. Mas não tem erro, essa receita é daquelas que você acrescenta como preferir.

- De 80 a 100 gramas de frango picadinho
- 250 gramas de arroz cozido e quente (pode esquentar no micro-ondas mesmo)
- 1 ovo 
- Meia cenoura cortadinha (você pode cortar como quiser, eu preferi cortar em uma espessura de meio centímetro)
- Meio pimentão amarelo picadinho sem sementes (com casca mesmo)
- Meio pimentão vermelho picadinho sem sementes (com casca mesmo)
- 6 vagens cortadinhas em três 
- 40 ml de shoyo (cuidado com algumas marcas porque contém glúten)
- 1 dente de alho
- Cebola, salsinha e cebolinha a vontade
- Azeite

Em uma panela com um pouquinho de azeite e alho, frite os cubinhos de frango e reserve. Como vamos acrescentar shoyo, sugiro tomar muito cuidado com o sal, tanto que nem coloquei nos ingredientes. Ah! Evite deixar o frango criar água porque isso pode endurecê-lo. O ideal é a panela estar bem quente.

Em seguida, na mesma panela, faça um ovo mexido e quando ele ainda estiver molinho, acrescente o arroz, os legumes picadinhos, o shoyo, a cebola, salsinha e cebolinha. Em fogo baixo, mexa até que fique bem misturado e tampe a panela para cozinhar por alguns minutinhos. 

Tcharaaaaaam, está pronto! Muito fácil não é, gente?

Espero que vocês tenham gostado e aproveitem bem essa receitinha!
Quem reproduzir, tira uma foto e manda pra cá. Vamos publicá-la no facebook!

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