sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

✈ Diário de viagem: Orlando | Disney


Que alegria poder falar dessa viagem incrível pra vocês! 
Quem me acompanha desde o comecinho, sabe que em 2012 fiz um diário de 5 capítulos sobre minha viagem para Miami, um lugar fantástico também (clique aqui para ver o primeiro capítulo!). Já para começar com uma dica: são duas viagens bem diferentes, na minha opinião. Quando fui para Miami fiquei 11 dias e faltou conhecer bastante coisa e agora, em Orlando, fiquei 13 e também não vi tudo. Sem contar que são cidades com climas diferentes. Miami é uma cidade de praia com pontos turísticos e oportunidade de conhecer cidades fabulosas na região. Já Orlando não tem praia e o foco são os parques, o que torna a viagem incrível e praticamente preenchida.

Dessa vez decidi fazer diferente. Ao invés de dividir a viagem em mais de um capítulo, vou escrever tudo de uma vez só porque acho que isso facilita a leitura de vocês.  

Os parques são a parte mais cara da viagem mas se alguém me disser que só vai para os parques e não vai visitar mais nada nem fazer dias de compras, ainda insisto: "Vá"! 
Realmente vale muito a pena e até hoje não conheci uma pessoa que foi e não quer voltar. Eu sou uma delas. Para vocês entenderem, Orlando é a cidade onde fica o complexo Disney. Não sei se é correto chamar de complexo mas é assim que vejo, pois é muito grande, parece uma cidade lá dentro. Em Orlando temos os parques da Disney (são 4 - Magic Kingdom, Animal Kingdom, Hollywood Studios e Epcot), o da Universal e o Sea World. 

Mas por que foi tão incrível? 
Fui criança, adolescente e adulto quando não tinha mais espaço para ser as duas primeiras coisas. Senti uma alegria e gratidão inenarráveis todos os dias, mesmo dormindo pouco, tendo ficado resfriada e com dor no pé. Vivenciei o melhor conto de fadas. Fui a celíaca mais respeitada e feliz do universo. A cada refeição um atendimento excelente, alguém disposto, um sorriso no rosto e PLIM, nada de contaminação cruzada. Absolutamente nada!
Queridos, eu ainda busco uma forma de descrever tudo o que vi, vivi e senti mas não consigo encontrar. Meu desejo, do fundo do coração, é que todas as pessoas tivessem a oportunidade de experienciar isso tudo. Com certeza elas voltariam transformadas como eu voltei! 

Bom, como vou contar minha viagem? Do comecinho mesmo. De como planejei, como busquei e pesquisei tudo, da viagem de avião, dos dias por lá. Tudo o que eu puder compartilhar, compartilharei e se ficar alguma dúvida, me escrevam. O email do blog está aqui do ladinho direito e vocês podem perguntar nos comentários também (não esqueçam de retornar para conferir a resposta, ok?!).
Antes de tudo, eu quero agradecer imensamente TODAS as pessoas que fizeram parte, direta ou indiretamente, dessa viagem. Primeiramente, a Deus que me concede saúde para conquistar as coisas e viver bons momentos com quem eu amo; minha família que apoiou e contribuiu para que tudo fosse perfeito, meu namorado (que agora é noivo porque fui pedida em casamento nessa viagem fantástica! ♡) e meus amigos que torceram e vibraram com muita energia positiva. Além dessas pessoas, tem outras que contribuíram com relação a alimentação: além do meu namorado que me ajudou a listar tudo, quero agradecer a Manuela (companheira virtual celíaca) que se mostrou disposta, a Samira (também companheira virtual e mãe do pequeno Yuri), que me deu váááárias dicas com relação aos restaurantes e outras coisas da viagem e as blogueiras Alexis, do blog Gluten Free in Orlando, e Sarah, do Gluten Free and Dairy Free at WDW, por compartilharem tudo o que sabem conosco.
Um agradecimento muito especial a Alexis por todas as mensagens atenciosas respondendo as minhas dúvidas. Certamente ela contribuiu para que tudo saísse perfeito. As dicas foram maravilhosas e ela foi muito paciente comigo! Quem for a Orlando, não deixe de conferir o blog delas!

Muito obrigada, pessoal!
Se eu esqueci de alguém, me perdoem, de coração. Sou grata a cada um! 
Não foi fácil planejar essa viagem, estava em um ritmo acelerado no trabalho, tendo que pesquisar tudo, naquela correria de fim de ano. Por isso, cada ajuda foi muito importante e bem-vinda. 


Vamos lá?!
Antes de embarcar, é necessário fazer um checklist de algumas coisas para que nada fique para trás. O que é realmente importante:
✓ solicitar ao médico que nos acompanha uma declaração de que somos celíacos e não podemos comer glúten (o ideal mesmo é pedir na versão português e inglês - eu levei só na versão inglês e deu tudo certo) / tire cópias (pelo menos umas 3) porque pode ser necessário;
✓ ligar para a companhia aérea e solicitar refeições sem glúten, para a ida e para a volta - verificar com quantos dias de antecedência a solicitação deve ser feita (geralmente são 48 horas); 
✓ separar alguns produtinhos para levar na mala de mão

Vou me ater ao último ponto: mala de mão. Para viagens internacionais, nossa mala de mão deve ter 5 kg e a soma das dimensões (altura, largura e comprimento) não deve ultrapassar 115 cm (23 x 40 x 55 cm), incluindo alças, bolsos externos, rodas, etc. Além disso, existem outras regras sobre o que é permitido ou não levar na bagagem de mão. Por exemplo, não tente levar uma faca para cortar uma fruta (frutas também não permitidas, hein?) porque ela será jogada fora. Enfim, se ficar com dúvida sobre um objeto, não pense muito: despache! Assim corre-se menos risco de ter aquele objeto adorado ou indispensável jogado no lixo.  
Na minha bagagem de mão, além de casaco, escova de dentes e outros objetos importantes para o trajeto da viagem, levei alguns lanchinhos sem glúten e a declaração médica dentro de um saquinho ziploc. Vejam como eu fiz:

Caso alguém me questionasse, eu teria um motivo plausível para embarcar com aquilo. Na realidade, é permitido embarcar com industrializados. Mas, eu sou muito prevenida e acho realmente importante andar sempre com uma declaração médica. Como fizemos escala em Lima, no Peru, também imaginei que pudesse sentir fome durante o período de espera do novo embarque. A melhor coisa que um celíaco deve fazer é levar sua comida (leiam isso mil vezes e sigam o meu conselho...vocês vão saber o porquê!). Na minha bagagem despachada também tinha algumas outras coisas como chocolate e repetição do que estava levando na mala de mão. Quando estive em Miami tive muita dificuldade de encontrar um chocolate sem glúten e sem lactose lá. Então, não quis arriscar e levei o meu.

Viajamos na ida de LAN e durante o vôo para Lima, claro que me contaminei. Comi uma comida que estava muito boa e obviamente tive sintomas. Por que obviamente? Porque nós, celíacos, temos que parar de acreditar que somos levados tão a sério. Eu sabia que não deveria comer mas acho que no fundo quis acreditar que era seguro. Dor de barriga, estufamento, enfim, péssimo! Dali pra frente, não comi absolutamente nada do que me era oferecido nos aviões, a não ser frutas. Nem preciso dizer que o iogurte não foi consumido, pois sou intolerante a lactose e a LAN ainda não nos reconhece; eles não oferecem refeição sem lactose. 


No aeroporto de Lima, a dor na barriga era grande e tomei um paracetamol na tentativa de pelo menos reduzir o desconforto. Até que funcionou. 
Como se não bastasse ter me contaminado, estar com dor, fui chamada pelo nome e me revistaram da cabeça aos pés (literalmente). Acredito que isso aconteceu porque na ligação para solicitar alimentação sem glúten durante o vôo, conversando com o atendente, questionei se poderia entrar no país com comida sem glúten e uma declaração médica. Batata, né?! De certo acharam que estaria portando drogas ou sei lá o que. Talvez contrabandiando comida sem glúten. Enfim, me revistaram inteirinha, além de revistarem minha bagagem, e mostrei a declaração. Quando penso que me chamam para me atenderem de maneira específica, me chamam para me revistar como uma criminosa. Tudo bem! Entendo que não é pessoal e que faz parte de um procedimento mas me senti extremamente mal e constrangida. Afinal, por que também não faz parte do procedimento uma refeição que nos passe segurança? 

No vôo para Miami, não comi nada do que me serviam, a não ser o refrigerante (que nem faz parte da minha alimentação mas que devidas as condições, era menos prejudicial do que qualquer outra coisa que pudesse conter glúten). Fiquei com os meus lanchinhos porque com certeza eram mais seguros. 

Para não fechar esse post de forma trágica, já vou falar que a volta, com a TAM, também foi péssima. Me serviram, de café da manhã, um negócio visualmente horrível . Nem preciso dizer que nem encostei, não é? Além de feio e extremamente gorduroso, quem me garante que não estava contaminado? Afinal, tinha alguma coisa ali empanada e eu já havia perdido a confiança.


Toda essa maravilha de alimentação nos vôos renderam uma carta a LAN/TAM. Ainda estou aguardando resposta deles. 

Chegamos em Miami mas nosso destino era Orlando. Na estrada, paramos em um posto e fiquei muito surpresa em encontrar frutas sendo vendidas por lá. Se não me engano, cada fruta custava 0,99 cents. Sinceramente, eu não anotei o ponto exato do posto e ao procurar agora, não encontrei também. De qualquer forma, ele fica no caminho. Na lojinha que tinha as frutas, também tinham algumas coisas como suco industrializado e alguns produtos "gluten free" (sem glúten, em inglês). Aqui já vai uma dica, tomei Minute Maid de maçã a viagem toda. É o suco de maçã da empresa Coca-Cola. 


Chegamos em Orlando, mais especificamente na casa onde ficaríamos, perfeita para nós, celíacos. Estou falando do The Villas at Seven Dwarfs. Sim, a vila dos Sete Anões. Oun 
É um condomínio localizado em Kissimmee, região metropolitana de Orlando. Lá, todas as casinhas são "iguais" e equipadas com tudo: fogão, utensílios, máquinas de lavar e secar roupas e louças. O mínimo de pessoas a serem hospedadas, de acordo com a capacidade, é 4 e o máximo é 12. Claro que um casal pode ir e ficar. Dando uma pesquisada, o aluguel sai por volta de 100 dólares por dia. Tem piscina, portaria com segurança e funcionários bem atenciosos...enfim, é uma lugar bem especial e que vale a pena. Atravessando a rua, encontramos o Sam´s Club e próximo dali Walmart e Target, onde já dá para comprar algumas coisas. Outro lugar imperdível e que fomos logo no início da viagem é o Whole Foods. Costumo chamá-lo de Pão de Açúcar americano. Tem muitos produtos sem glúten a um preço não tããããão barato (Target tem produtos Glutino mais baratos e Walmart tem Schar também). 

Entrada do condomínio
Foto retirada do Google

Casinhas dentro do condomínio
Foto retirada do Google

Fofo, não é? Fiquei encantada! 
Vejam o que comprei para consumir lá:

$ Os preços estão em dólares! $
Apesar de não ser lei nos Estados Unidos, 99% das embalagens são bem honestas e sinceras: falam dos ingredientes e dos traços. Para facilitar, muitos produtos contém um desenhinho com as iniciais "GF" (gluten free). Esses são produtos certificados e podemos confiar.


Fantástico, não é?
U$ 3,99 - Whole Foods
Essa bolachinha é uma delícia, porém um pouquinho oleosa!
Menos de U$ 2 - Walmart
(É, pode chorar! Por isso sempre digo que não compro nada da Schar no Brasil)
Magnífico! Muuuito bom! Ideal para levar de lanchinho nos parques
Pena que tem lactose
Sim, eu esqueci de tirar foto desse pão e tive que pescar uma do Google
U$ 5,69 - Whole Foods
O melhor pão que já comi das marcas internacionais que experimentei!
Apesar de necessitar ser congelado não precisa esquentar para consumir
U$ 3,99 - Whole Foods
Adoreeeeei esse pão! Tão bom quanto o Glutino
Também necessita de refrigeração mas, como o Glutino, descongela deliciosamente, sem necessidade de esquentar
U$ 4,99 - Publix
Não gostei muito! Achei bem seco e no final, ele tem um certo gostinho que não sei dizer o que é
Dos que comi, foi o piorzinho! :(
Leite de amêndoas
Menos de U$ 2 cada um - Target e Whole Foods
Pensem em uma bebida pra lá de maravilhosa, sem glúten, sem lactose e sem soja...É essa!
U$ 3,99 - Whole Foods
A oitava maravilha do mundo!
É muuuuuito fofinho isso, gente! Não foi barato não porque vem poucas unidades mas valeu muito a pena!
Menos de U$ 2 - Walmart
Compramos essa margarina para todos e separei um pouco pra mim
Achei sem gosto mas, na verdade, não é uma margarina como a nossa. É um creme vegetal de oliva
Brownie: U$ 3 e pouquinho - Publix (com um gosto um pouquinho artificial)
Sorvete: U$ 5,99 - Publix (maravilhoso!)
Compramos pra fazer no Natal e todos adoraram. Para acompanhar, comprei o sorvete de amêndoas com baunilha, sem lactose. 
Gente, não lembro onde comprei e nem quanto paguei
É bem salgadinho mas muito gostoso
Um dos ingredientes é aveia, acreditam? Sem glúten, é claro!
O que eu mais adorei foi vir escrito na embalagem "Ingredients (that we are proud of)" = "Ingredientes (que nos deixam muito orgulhosos deles)"

Agora chegou a hora mais esperada: vamos falar dos parques?
Comi muuuuuito hamburguer com batata frita nos EUA. Também, pudera, aqui eu nem como nada disso. Não temos muitos lugares seguros (como lá) que sirvam. Então cheguei com a maior vontade de me afundar no junkie food. Antes de viajar estava com muito medo de passar mal com a comida americana, pois é bem gordurosa. Mas, graças a Deus, meu corpo aguentou direitinho. Agora já estou toda bonitinha no estilo brasileiro saudável. Chegava nos restaurantes e falava com o gerente (manager), explicava tudo e sempre era bem atendida. Apesar da doença celíaca ser uma intolerância alimentar, lá eles lidam como uma alergia, o que é muito melhor pra nós, pois também não pode ter neeeeem um resquício do alergênico. Meu namorado me ajudou muito nesse processo porque às vezes eu não entendia tudo o que falavam. Não me importei tanto com a lactose mas fui administrando para não passar mal. Em alguns lugares comia, em outros não. E os garçons sempre ajudavam com um sorriso no rosto, como se já estivessem me esperando. 
Não foi em todos os lugares que tive a certeza de poder comer o ketchup. Para eles, parece estranho um ketchup ter glúten mas enfim, eu não corri o risco e só comia quando me garantiam. Depois entendi, por meio de um gerente lá na Disney que alguns condimentos contém um vinagre e ele pode ser de malte e não vir especificado. Por isso, ele me sugeriu não consumir. Não vale a pena arriscar, né? Uma ideia é comprar um seguro no mercado e andar com ele mas eu sinceramente, acho bobagem carregar peso nos parques. 

Nos parques, sempre fazíamos pelo menos uma refeição. Em casa, tomávamos o café da manhã bem reforçado e conseguíamos almoçar mais tarde. Os lanchinhos levávamos nas mochilas, dentro de térmicas pequenas. Fazia um lanche com queijo sem lactose (foto abaixo), peito de peru, uma fruta e bolachinhas. Optava por comidinhas que não necessitavam de muita refrigeração. O clima não estava quente mas mesmo assim é melhor não arriscar e levar coisas que aguentem um pouco mais. Comprar água dentro dos parques é caro. Por isso, vale a pena comprar garrafinhas no supermercado e levar para os parques porque lá tem bebedouro e dá para encher. Também optava por levar um suco, que podia consumir com o lanche ou na hora do almoço, já que não bebo refrigerante e teria que perguntar em que liquificador é feito, bla bla bla. Enfim, preferia levar e gastar menos tempo nos restaurantes para aproveitar os parques. 
Em média, gastava em torno de 15/20 dólares por refeição, com taxas e gratuity (gorjeta). Lá, tudo é gorjeta. E gente, falando sério, é o serviço mais bem pago, porque somos muito bem atendidos. Nos parques se optamos pelos fast food, acho que não tem gorjeta. Não estou muito certa disso mas pelo o que me lembro não. 
Bateu dúvida com relação a alimentação ou qualquer outra coisa? Só mandar um email, se for antes de viajar, ou falar com alguém lá. Eles sempre se esforçam muito para nos ajudar. 


É uma delícia esse queijo, da marca Go Veggie!
Não é barato, custa cerca de 5 dólares e já vem fatiado

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PARQUE UNIVERSAL STUDIOS


Nossa aventura começou no Universal Studios, o parque dos simuladores fantásticos, onde tem o universo do Harry Potter e também o Ilha da Aventura. Pra quem não curte montanha russa, como eu, esse parque é bem legal. Bom, para quem curte também. A grande questão é que ele agrada a todos. É o parque onde vamos encontrar muuuitas coisas, inclusive uma parada (show na rua) do Meu Malvado Favorito! É imperdível para quem gosta do filme.

No primeiro dia, fizemos o parque da Universal + a parte do Harry Potter. Para quem não curte taaaanto HP, como nós, dá pra perder menos tempo lá. Agora, quem gosta mesmo, vai ficar maluquinho e perder bastante tempo. Antes de irmos para a parte do Harry Potter, decidimos almoçar e a minha escolha foi o Hard Rock CaféAmei! Um ambiente que tem como tema o rock e artistas que fizeram e fazem história. O atendimento foi nota 10 também. Pedi hamburguer com batatas fritas e a garçonete me ajudou dizendo o que eu podia e não podia. Por exemplo, ela serviu aos meus companheiros aquelas cebolas empanadas; colocou na mesa e disse que eu não podia. Eles são muito preocupados com o nosso bem estar. Lá, a atendente não soube me dar certeza sobre o ketchup, então não consumi. Estava tudo delicioso! Gastei 17 dólares. Ele fica do lado de fora do parque, mas é possível ir e voltar. Só falar com os funcionários da porta. 

Antes de viajar, já havia enviado um email para o parque e quem me respondeu foi o chef responsável, Bob. Extremamente atencioso, me respondeu e disse que poderia ligar para ele ou chamá-lo a qualquer momento. 
Vista frontal do Hard Rock Café

Minha refeição, sem glúten e sem lactose, no Hard Rock Café 
Lá na parte do Harry Potter tem a famosa butterbeer, que de cerveja não tem nada. É uma bebida bem doce (bem doce mesmo!) com marshmallow. O visual é bem parecido com o de uma cerveja, ainda mais que o marshmallow deixa com cara de espuma. Ela é liberada para nós, sem glúten e sem lactose. Tomei, aprovei mas no final já estava enjoando de tanto doce. Vale a pena experimentar! Paguei 6,38 dólares.

A famosa butterbeer

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ILHA DA AVENTURA 
(PARQUE UNIVERSAL STUDIOS)


Esse parque faz parte do Universal Studios. É onde vamos encontrar os dinossauros e muita aventura, como o próprio nome diz. Fomos nesse parque em outro dia e lá escolhi o restaurante Thunder Falls, temático com a época dos dinos. Foi o restaurante que eu menos gostei e mais fiquei insegura. Tudo muito confuso lá dentro, os funcionários não me passaram taaaanta segurança quanto nos outros restaurantes e as combinações das comidas me pareceram um pouco estranhas. Mas eu comi e não tive nenhuma reação. É claro que ter ou não reação não significa que sofremos ou não contaminação cruzada. Mas eu sou uma celíaca que tem reação muito fácil. 
Eu poderia escolher três coisas para colocar no meu prato. Acabei escolhendo só duas porque as outras me pareciam estranhas. Optei por uma ribs (as famosas costelas) e batatas fritas. Apesar de ter ficado meio estressada lá, deu tudo certo. Gastei 17 dólares também. 

Minha refeição no Thunder Falls, o restaurante dos dinossauros

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PARQUE SEA WORLD


Foi o parque que eu menos gostei, de todos. Achei bem sem graça e me senti muito mal lá dentro por não acreditar que os animais possam fazer todo aquele espetáculo sincronizado sem passarem um sofrimentozinho. Enfim, é um assunto polêmico e não não vamos entrar nele. No dia em que fomos estava extremamente frio também, cerca de 10 graus (pra mim isso é MUITO frio!). Então, não consegui aproveitar muito. Não foi um parque que consegui entrar em contato antes para saber sobre alimentação sem glúten. Então, levei um lanche de casa e, para minha surpresa (em Orlando somos surpreendidos a todo momento!), pude comer lá. Dentro do parque me informei e no próprio folheto, com o mapa do parque, eles tem o informativo sobre alergias. Dentre as opções que estavam lá, escolhi o Mango Joe´s. Lá, um gerente muito simpático me atendeu e cuidou da minha alimentação. Pra variar, pedi hamburguer e batatas fritas eu não podia comer. No lugar, ele me ofereceu pedaços de maçã. Gastei 11 dólares.

Minha refeição o Mango Joe´s

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PARQUE MAGIC KINGDOM 
(DISNEY)


Gente, para o mundo que eu quero descer...bem na Disney! É indescritível!
Pra ajudar vocês a entrarem no clima, selecionei uma música para falar de cada parque. Assim vocês vão ouvindo a música, lendo e imaginando um pouco do que vivi lá. Quando vocês estiverem lá, verão que é muito melhor do que isso aqui, do que a música e que não tem como imaginar até estar lá. Mas, é uma tentativa para deixar vocês bem animados.
Para falar do Magic Kingdom, o parque do Castelo da Cinderela, escolhi a música "When you wish upon a star", do filme da Cinderela. É linda! Para ouvir, é só clicar no vídeo abaixo!


No universo da Disney, tudo (absolutamente tudo) é perfeito! Por isso aqui não tenham medo de comer. Se te disserem que pode comer, pode se deliciar. 
Escolhi, para esse dia, o famoso restaurante da Bela e a Fera, o Be Our Guest. Para o almoço, olhando o cardápio, as opções não são as maaaais convidativas. Mas quando comemos...Huuuummm! É simplesmente magnífico. 
Para entrar no restaurante enfrentamos fila de uns 40 minutos. Mas deu tudo certo. Quando entramos, parece estarmos no castelo mesmo. Cada detalhe, gente! É inacreditável!
Logo na entrada, fazemos os pedidos. Após fazermos o pedido e pagarmos, ganhamos uma rosa e é por ela que os garçons nos localizarão. Como? Magia! Foi assim mesmo que eles nos responderam. 
Como o meu lanche era sem glúten, ele veio em dose dupla. O original, com glúten, é tipo uma ciabatta maior e como o pão sem glúten é menorzinho, eles fazem dois. Só consegui comer um e o outro eu guardei para mais tarde. O lanche era delicioso (tinha peito de peru, uma maionese perfeita) e veio com uma plaquinha escrito "allergy" (alergia) e batatas fritas. Fantástico!
Bom, o mais fantástico é que quando fizemos os pedidos, meu namorado pediu uma sobremesa sem glúten. Depois, ficamos receosos se não teria problema eu comer a sobremesa já que ela foi pedida no pedido do meu namorado. Ele pediu para chamar o chef e perguntar. Pensem em uma pessoa simpática. Era ele! 
Ele disse que era extremamente seguro e que eu poderia comer tranquilamente. Agradeci umas mil  vezes, disse que eles estavam de parabéns por tudo aquilo e pedimos uma caixa para guardar o lanche e levar. Para nossa surpresa, ele veio com mais uma sobremesa de presente para nós. Ficamos mais agradecidos ainda! Foi realmente muito mágico. 
A sobremesa é de deixar saudades. É uma espécie de sonho (desses de padaria) com um creme de limão dentro. Sensacional! 
Depois de comer,  dá pra visitar os "aposentos" do castelo, que são as salas de refeição. Dá para ver a rosa do filme, a Bela e a Fera dançando no salão. Não deixem de visitar! 
Gastei por volta de uns 15 dólares. Vejam que lindo o lanche e a sobremesa:

Minha refeição, com sobremesa, no famoso restaurante da Bela e a Fera, o "Be Our Guest"

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PARQUE ANIMAL KINGDOM
(DISNEY)


Vamos falar do Animal Kingdom ao som de um clássico do Rei Leão? Hakuna Matata, que significa "no worries" (sem preocupações), perfeita para falarmos sobre nossa alimentação na Disney. Aperta o play, DJ! 


Na minha opinião, esse é o único parque fraquinho da Disney. Mas como compramos os parques da Disney geralmente por 5 dias, vale a pena ir e conhecer. Até porque o show do Rei Leão é imperdível! Vai fazer todos se sentirem animados e emocionados. Quem é da minha época teve a infância marcada pelo filme. Para saber o horário do show, pegue o mapinha logo que entrar no parque. Outra dica bem bacana: assim que chegar no parque, faça o safari. É bem divertido! (se vocês pegarem o motorista que pegamos, vão ver que ele não para de falar nem por um segundo hahahaha)

Bom, nesse parque eu escolhi o Restaurantosaurus. Pra variar, batatinhas e hamburguer. Deliciosos! Optei por não comer o ketchup pelo mesmo motivo falado anteriormente. Fui muito bem atendida pela funcionária do caixa quanto pela gerente, que cuidou da minha alimentação. Ela me disse que o meu lanche viria em uma bandeja verde, diferente da cor padrão, que se não me engano, era laranja. Ela ainda me orientou que se caso meu lanche viesse em uma bandeja diferente da verde, que eu não pegasse para comer e a chamasse. Demais né, gente? Gastei 15 dólares e fiquei feliz da vida!

Minha refeição no Restaurantosaurus

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PARQUE HOLLYWOOD STUDIOS 
(DISNEY)

O parque do famoso chapéu que, segundo passarinhos verde, será retirado do parque. Mas, estamos falando da Disney. Portanto, vamos deixar com que nos surpreendam, não é? Eles sabem fazer isso muuuuuito bem. Para falarmos o Hollywood Studios, escolhi uma das minhas preferidas da Disney, "Tale as old as time", música linda da Bela e a Fera. Só de ouvir, dá aquele nozinho na garganta. 


Esse parque é incrível. Por ele passam carros temáticos, personagens...vamos encontrar o Mickey vestido de mago, os personagens do Monstros SA (meus favoritos!), Toy Story, além do imperdível show da Bela e a Fera e o show que mais amei de todos os parques: o Fantasmic. Ele acontece em dois horários; o último é antes de fechar o parque. Chorei feito criança. Me encantou absurdamente. Não pode perder de jeito nenhum. Ah! Chorei no show da Bela e a Fera também. Gente, sou manteiga derretida assumida. E nem estava na TPM, hein?
Nesse parque escolhi o ABC Comissary para comer. Fui absurdamente bem atendida pelo gerente que sabia sobre tudo, até sobre os condimentos. Escolhi o hamburguer com batatas fritas e pude comer ketchup. Aqui, pude experimentar o brownie OMG e vocês não acreditam: ele vem quentinho na embalagem. O único porém é que é beeeem gorduroso. Gastei 18 dólares nesse restaurante. 

Nhami nhami
Minha refeição com essa sobremesa incrível no ABC Comissary

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PARQUE EPCOT 
(DISNEY)


Ai, o Epcot! Na minha opinião, o parque mais bonito visualmente. Tem um lago imenso e em volta dele alguns países. Não precisa ter ido para outro país para reconhecer e sentir a energia de cada lugar. É incrível mesmo! Itália, França, México, Noruega, China, Alemanha, Marrocos, Inglaterra, Canadá, Estados Unidos e Japão são os países que compõem esse parque maravilhoso. 
Para falar do Epcot, escolhi a música "We go on", tocada em um momento muito especial do parque. Não vou dizer qual é para não estragar a surpresa. Fiquem até o parque fechar, ok?! 


Tem um brinquedo imperdível nesse parque, o Spaceship Earth Ride, que fica dentro da famosa bola do parque (foto acima). Nele, vamos passear pela história do mundo; do homem das cavernas até as grandes invenções do homem, com foco nos meios de comunicação. Impecável, cheio de detalhes e com uma surpresa super bacana no final. Não pode perder!

Escolhemos almoçar na Itália porque pensamos que é um país da fartura, com massas deliciosas. Sentamos no Via Nápoli porque nossa primeira opção, o Tutto Italia, necessitava reserva. De todos os lugares que comi, esse foi o que menos gostei. Na verdade, foi citar o porque mas antes vou destacar uma coisa muito boa: comi pão sem glúten quentinho, como entrada, com azeite e sal. Estava maravilhoso! 
Apesar do meu prato ter vindo bem servido, isso não aconteceu com os meus companheiros de viagem. Veio muito pouca comida e detalhe, o restaurante não é tão barato quanto os outros. É claro que nos outro comi comida típica dos EUA, hamburgueres e batatas fritas. Mas, eu estive em uma cantina italiana (vou contar isso ainda) e comemos muito melhor pelo mesmo preço. 
Também, confesso que fiquei um pouco tensa. Apesar de estar na Disney e saber que tudo lá é perfeito, eu via os pizzaiolos fazendo as pizzas e a farinha de trigo no ar. Rapidamente, questionei se meu prato seria feito em outro lugar e a resposta foi afirmativa. E acreditem se quiser, não tive quaisquer reações que indicassem contaminação cruzada. Todos os funcionários são italianos e eu não conseguia entender quase nada do que a garçonete dizia com o inglês italianizado. Vai ver era tudo para entrarmos no clima da Itália; muito barulho, confusão e gritaria (exagero!). O meu molho veio muito apimentado (esqueci de pedir sem pimenta) e por isso não consegui comer muito. No quebrar dos ovos, não saímos 100% satisfeitos com a nossa escolha. Gastei 26 dólares. 

Massa sem glúten com direito a entrada (pão sem glúten quentinho) no Via Nápoli

Como não tive um almoço de rainha e ficamos no parque até tarde, senti fome e quis jantar. Mas fiquei tão desanimada com o almoço que falei que queria um jantar que matasse a fome. E lá fui eu no hamburguer com batatas fritas denovo. Escolhemos o Liberty Inn, na parte dos EUA do parque. Fui super bem atendida pelo gerente e reparei que só ele colocou a mão na bandeja em que estava minha refeição. Após eu ter feito a escolha, ele me entregou um aparelho e assim que meu lanche ficasse pronto, o aparelho piscaria uma luz vermelha. Legal, né? Aqui também pedi o brownie OMG. 

Minha refeição, com repeteco da sobremesa incrível, no Liberty Inn
Quando meu lanche ficou pronto, esse aparelhinho ficou com a luz vermelha piscando
Incrível, não é?

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OUTRAS DICAS SOBRE O
UNIVERSO DISNEY

Além de tudo isso que já contei pra vocês, tem mais. Não acabou não! 
Como passamos o Natal em Orlando e eu já sabia que iríamos para os parques da Disney, antes de embarcar troquei vários emails com o pessoal sobre minha alimentação. Eles me respondiam muito rápido e sempre com a informação muito precisa. Chegaram a me enviar uma lista dos produtos sem glúten servidos em cada restaurante. Por exemplo, se eu quisesse saber qual a marca do pão de hamburguer do restaurante da Bela e a Fera, era só consultar essa lista. Outra coisa que me impressionou demais foi com relação a minha alimentação na Mickey´s Very Merry Christmas Party, a festa de Natal do Mickey. É um ingresso vendido a parte para acompanhar a parada de Natal no Magic Kingdom. Tem até neve artificial e os fogos do castelo (sim, tive a oportunidade de ver duas vezes!). É muito emocionante! Nessa noite são servidas, durante todo o evento, chocolate quente e cookies. Estava muito frio, então combinou bastante. Enviei um email falando que estaria lá mas que sou celíaca e se teria algo sem glúten. Eles não só responderam meu email me tranquilizando como me enviaram uma foto da embalagem de todos os produtos que seriam servidos. Ah, meu Deus! Quanta perfeição! Eu poderia comer cookies sem glúten, suco de maçã e pedaços de maçã. Eu simplesmente adorei!


Nos parques da Disney tem quiosques que vendem guloseimas. Fiquei vidrada em um sorvete vendido lá, que é a carinha do Mickey. É sem glúten mas tem lactose. E se bater a dúvida, é só pedir para a funcionária do quiosque a informação sobre os alergênicos. 



Vocês vão reparar que na Disney é bastante comum o nosso pedido vir com o alerta de alergia, como esse. Ficamos mal acostumados lá!


Eu realmente fiquei encantada com tudo! A Disney é um universo onde ninguém se sente excluído. Celíacos, alérgicos, cadeirantes, idosos...todo muito tem vez e garanto, de uma forma muito especial. É mágico!

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DOWNTOWN DISNEY

Foi uma pena mas nós não conhecemos a Downtown Disney como gostaríamos. Para quem não sabe o que é (como eu não sabia), é um complexo com restaurantes, lanchonetes, lojinhas e muito mais. É bem bonito!
Ah! O estacionamento é gratuito (porque os do parque não são e custam 17 dólares cada um, prepare-se para isso). Dizem que lá as lembrancinhas são mais baratas do que nas lojinhas dos parques. Infelizmente, não poderei confirmar essa informação. Só conseguimos jantar e quando saímos estava tudo fechando.
Nesse lugarzinho fofo eu escolhi o Raglan Road Irish Pub & Restaurant, um pub super legal com música ao vivo. Eu nunca tinha comido fish n´ chips e meu namorado queria muito que eu experimentasse. Delicioso! É peixe empanado com batatas. Não foi tão barato não e não é uma suuuuper comida, é tipo um aperitivo. Acho que custou 18 ou 20 dólares esse prato. O molhinho magnífico também é liberado!

Fish n´chips no Raglan Road, um pub com boa música

E se você ler esse post até o final, tem mais surpresas!
Bom, esses foram os parques mas ainda tem mais dicas bacanas. Eu também tive refeições fora dos parques. Antes de conferir essas dicas, vamos falar da alimentação nos outlets

Nos outlets, nada comparado ao sonho vivido nos parques. Por isso, a melhor coisa a se fazer é levar uma marmita. Nos outlets que fui não achei uma só opção sem glúten e, pra falar bem a verdade, me dei muito bem porque as filas para comer estavam gigantescas. Então, era só tirar a comidinha da marmita e comer, sem filas, sem estresse e com uma certa economia. Para começar, se você não vai levar nenhuma marmita daqui, não se preocupe, lá dá para achar marmitinhas lindas e fofas. Com certeza elas valerão o investimento. Eu mesma trouxe quatro. 


1- Ela é grande e ideal para viagens. É super fofa porque vem com um ganchinho para ser colocada em bicicletas. Comprei no Target e paguei cerca de 15 dólares.
2- Também comprei no Target e é ideal para passeios que requeiram lanchinhos para uma manhã ou tarde. Possui dois bolsinhos que não são térmicos. O que eu mais gostei dela é que ela parece uma bolsa mesmo. Não me lembro se paguei 8 ou 10 dólares.
3 e 4- Essas foram um pouquinho mais caras. Foram comparadas no outlet da Vera Bradley. A marrom possui até uma divisória com zíper e bolsinho externo, também térmicos. Ambas são de tecido e não parecem mesmo ser marmita, né? Tinham várias estampas. Cada uma custou 17 dólares. 

Com as marmitas em mão, é fácil ir para qualquer lugar. No shopping Mall at Milenia tem um restaurante chamado Brio. Em contato, eles me afirmaram ter cardápio sem glúten seguro mas eu não experimentei. Acabei levando minha comidinha. E também foi bom porque não tivemos muitos dias de compras e nesse dia, especialmente, fomos almoçar extremamente tarde. Quer dizer, engolimos qualquer coisa para continuar as compras. 

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Bom, já falamos dos parques, da Downtown Disney, dos outlets e agora vamos falar de um cantinho muuuuuuito especial, o Maggiano´s. É uma cantina italiana deliciosa, com atendimento nota dez, preço justo e sem contaminação cruzada. Gostamos tanto que fomos duas vezes! Está mais do que recomendado. Na primeira vez que fomos, pedi uma massa ao molho bolonhesa. Estava um pouquinho apimentada mas era maravilhosa e muito bem servida. O que sobrava levava pra casa e isso me salvou nos outlets, por exemplo. 
Na segunda vez, pedi uma massa com pedacinhos de frango. Divina também! Para quem não tem intolerância a lactose, tem outros molhos que parecem maravilhosos. Gastei por volta de 20/23 dólares a cada ida. O cardápio deixa claro que os chefs estão felizes em adaptar as necessidades dietéticas, de acordo com preferências ou alergias. Ai gente, é ou não é pra amar? Felizes?! Aqui no Brasil o povo acha um saco ter que adaptar. É ou não é?
  




Não é uma graça? É apaixonante! Sem contar que aqui no Brasil um restaurante nesse nível seria extremamente caro. Acho que vocês já se convenceram de que precisam conhecer, né? Está bom! 

Lá nos EUA é muuuuito comum oferecerem tap water. Na primeira vez que viajei pra lá, achei bem estranho e agora, na segunda, tinha esquecido disso. Nada mais é do que água da torneira. Mas calma! É uma água bebível. Eles oferecem nos restaurantes a la carte e é de graça. No meu caso, nem sempre queria beber alguma coisa com a refeição, aí pedia só essa água para tomar um golinho. É bem geladinha! 


Eu prefiro acreditar que foi um "até logo" ao invés de um "adeus"! Quero voltar nesse lugar mágico, com pessoas sorridentes, momentos alegres e muita comida sem glúten e sem contaminação cruzada. Comi muito hamburguer com batatas fritas porque quis mas lá tem muitos mais coisas. 
Desejo, do fundo do meu coração, que vocês possam viver tudo o que vivi. Que nunca falte força de vontade para realizar esse sonho (mais real do que nunca!). Mais do que isso, desejo que cada celíaco que vá para lá volte com vontade de mudar nossa realidade aqui no Brasil, não só na parte da alimentação mas também na parte da educação, ética, organização e honestidade. Cada um de nós somos responsáveis pela divulgação da doença celíaca. Podemos ter um mundo melhor, basta querermos e fazermos a nossa parte. 

Para finalizar, gostaria de compartilhar com vocês dois documentos que me deram muito trabalho para organizar. Fiz pra minha viagem mas de nada adiantaria guardá-lo. Aprendi a usar o Google Docs para poder compartilhar com vocês um pouquinho desse sonho que vivi. Compartilhem com quem puder para que eles cheguem até as pessoas certas. É só clicar em cima das imagens, abrir o arquivo e imprimir.

 


 

                                                                           
Muito obrigada a todos que viveram esse sonho comigo. A vocês, meus leitores queridos, que acompanharam, vibraram e torceram para que tudo desse certo e eu pudesse compartilhar. Espero que a magia da minha viagem possa tocar o coração de vocês da forma mais sutil e incrível possível!



* Esteja atento(a) a data dessa publicação, pois podem haver alterações, com relação aos lugares visitados, sem conhecimento do blog!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

✈ Diário de viagem: Quatro dias como turista na cidade de São Paulo


Olá, gente querida!
Quem me acompanha e conhece minha história, sabe que morei em São Paulo por três anos. Inclusive, fui diagnosticada lá.

Mesmo após deixar São Paulo, sempre estou indo pra lá, pois a família do meu namorado é de lá e a cidade acaba sendo nosso ponto de encontro. 
Não me acostumo mais a viver naquela cidade agitadíssima. Mas, tenho que confessar: São Paulo nos oferece surpresas incríveis relacionadas a alimentação sem glúten. É possível destacarmos vários estabelecimentos ou pessoas que trabalham de maneira formal ou informal com alimentação sem glúten. Acho que só discorda quem mora em São Paulo e não conhece outros lugares. Estamos melhorando cada dia mais. Trabalhar com alimentação sem glúten para celíacos não é tarefa fácil mas muitas pessoas estão provando que é possível. 

Semana retrasada eu e duas amigas (também colegas de trabalho) tivemos um evento em São Paulo. Depois de muito tempo, voltei a cidade, porém como turista. Precisei alinhar hotel e lugares para comprar e comer. Extremamente fácil se não fossem os horários do evento: tinha pouco tempo para as refeições, o que me impossibilitava ir a lugares que eu amo mas que seriam longe da região em que estava. Por exemplo, a Sabor de Saúde (meus amigos parceiros queridos), uma padaria super segura (livre de contaminação cruzada) mas longe de onde eu estava. Não foi tarefa fácil mas confesso, foi bem bacana. Descobri coisas legais nesses dias.

Então, hoje eu vou contar como foram esses dias sem a companhia que me dá segurança, meu namorado, e sem tempo livre, carro ou qualquer outra coisa que pudesse facilitar minha alimentação. 

► A escolha do hotel
Foi totalmente por acaso chegar a esse hotel que foi uma mão na roda. Escolhemos o Paulista Wall Street São Paulo (clique em cima do nome para ser direcionado para o site). Era um dos hotéis indicados pela organização do evento que fomos. 
Como buscamos por hotéis próximos ao lugar do evento, cotamos os preços das diárias e, por incrível que pareça, o hotel mais adequado pra mim (com um pequena cozinha) tinha o valor mais barato. E o melhor: super perto do evento, que aconteceu no Maksoud Plaza. Em média, uns 6 minutinhos caminhando. 
Fiz toda a negociação com a Mariana, funcionária bastante simpática que tirou todas as minhas dúvidas. Todos os funcionários foram extraordinários. Super simpáticos e atenciosos. 

O hotel fica na Rua Itapeva, 636 (esquina da Itapeva com a Rua São Carlos do Pinhal), exatamente a uma quadra da estação de metrô Trianon-MASP, tudo na região da Avenida Paulista.

Em um dos dias, estávamos muito cansada e resolvemos ficar no hotel. Solicitei ao hotel utensílios de cozinha, detergente e buchinha. Vou contar o que tinha na minha mala. Sim, sempre viajo com a mala de roupas e de comidas. Uma mulher prevenida vale por duas, não é?!

Eu tinha meu café da manhã sem glúten mas as meninas comeram e parecia estar muito bom. Mas o risco de contaminação cruzada era grande. Não arrisquei. Do hotel, consumi frutas, geleia e mel daqueles potinhos individuais e ao questionar sobre o suco, as funcionárias afirmaram vir pronto. Comentei sobre minha intolerância (na realidade sempre falo alergia, pois acho que impacta mais. As pessoas pensam que intolerância é mais leve que alergia e que se tiver um pouquinho pode) e rapidamente eles fizeram um suco de laranja natural pra mim. 

Cozinha do hotel 


► Aplicativos indispensáveis 
Quem vai passear ou trabalhar em uma cidade que não seja a sua, deve ter em mãos dois aplicativos para facilitar a busca de supermercados próximos ou verificar a distância de alguns lugares (por exemplo, hotel e um restaurante seguro para nós, hotel e estação de metrô mais próxima...enfim, usei demais). 
Esses aplicativos são o Waze e o Google Maps. São gratuitos e podem ser baixados no celular. 

► O que tinha na minha "mala" de comida?
Onde eu vou, levo minhas comidinhas. Mesmo que me digam que não será difícil conseguir produtos sem glúten. Nunca sabemos se vai acontecer um imprevisto. Não saio de casa de mãos abanando não. E nem sugiro que façam isso. Onde forem, levem alguma coisa na bolsa. 
Como eu já sabia que iria na Casa Santa Luzia (Alameda Lorena, 1471), eu não levei taaaaanta coisa, mas algumas sim: 
- Meu almoço para o dia da viagem 
Saímos de Ribeirão Preto às 10:30h e o almoço provavelmente seria no posto Graal. Graças a Deus a maioria das unidades possui um micro-ondas para esquentar as papinhas de neném. Levei minha comida em um potinho de vidro (que pode ir para o micro-ondas) e, ao esquentar, tampei minha comida com um guardanapo, assim evitei que qualquer migalha com glúten, do micro-ondas, caísse na minha comida. 
Para dar um charme dei nós (igual fazem com as marmitas mesmo) no meu paninho florido para embrulhar meu potinho de vidro com comida e levei meus talheres (colher de sobremesa, grafo e faca de serra, que me permitiria cortar uma fruta, por exemplo) em um saquinho de pano que pedi para minha costureira fazer. Já mostrei outras vezes aqui.

Saquinhos para talheres

Aqui está meu paninho!
Comprei na TokStok por R$ 9,99
Quem tiver o tecido também pode pedir para a costureira costurar
O formato ideal do pano é quadrado, para poder amarrar as pontas

A ideia é ficar assim
Fica super fofo, não fica?

- Três fatias de pão Mr. Premium
- Um pouquinho de margarina Becel em um potinho pequeno de vidro 
Sabem aqueles potinhos de papinha de neném? Exatamente daquele tamanho! Eles podem ser reutilizados ou encontrados nessas lojas grandes de 1,99. Já vi por 1 real apenas.
- Bolachinhas que tinha em casa 
Adoro as da marca Vitalin com grãos. Minha preferida é a de cacau com amaranto!
- Frutas (banana é excelente para viajar, pois não precisa descascar)
- Suco de caixinha (dessa vez optei por aquele suquinho de maçã, da marca Yakult)
- Chocotella (bebida de arroz com nutella, da marca IsolaBio)
Costumo encontrar no Pão de Açúcar. Não é barato não, em torno de 5 reais cada (250 ml)
- Minha sanduicheira e uma colher de pau que uso só para preparar minhas refeições 
- Amêndoas, chia, quinoa em flocos - tudo sem contaminação cruzada 
- Barrinhas de cereal da Schar (ganhei do pessoal da GlutenFree Box). Ameeeei! É deliciosa mas tem lactose
- Torta de frango integral congelada da Crumble (sempre que quiser levar algo congelado e quiser que chegue congelado ou ao menos bem refrigerado, enrole em jornal. Funciona mesmo!)

► Chegando no hotel
Deixamos as coisas no hotel e convidei as meninas para irmos até a Casa Santa Luzia. Caminhamos por cerca de 15/20 minutos. Lá comprei mais algumas coisinhas: biscoito de polvilho, macarrão de arroz, molho de tomate, iogurte sem lactose, mais algumas frutas e um pão novo que experimentei e é incrível. Maravilhoso! Super fofo e muuuuito parecido com o que comi nos EUA quando fui. Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito parecido com os pães de forma com glúten. 

Pão de forma da marca Grano Brasilis

De lá, na mesma rua, um quarteirão antes, encontramos o Tea Connection. Entramos e jantamos por lá. As funcionárias foram fantásticas e prepararam tudo com muito cuidado e simpatia. Recomendo demais!
Comi um delicioso wok de frango. Era um bowl (super bem servido) com arroz, vegetais, frango (muuuuito frango) e molho shoyo. Também tomei um suco delicioso (perguntei se o liquidificador era só para sucos ou batia massas, por exemplo). Tudo afirmativo, comi e essa comida me salvou outras duas vezes. Vinha muita comida e não dei conta de comer. Levei para o hotel e almocei outras duas vezes. Se não fosse isso, não sei como seria porque o tempo estava muito corrido para o almoço e ali, bem pertinho, não achei nada seguro. 

Colocava a comidinha na marmita e onde as meninas sentavam para almoçar, tampava com um guardanapo e explicava sobre a "alergia" e pedia para esquentar. Uns eram super simpáticos. Outros me olhavam como se fosse um ET. Um garçom foi olhando minha comida da mesa onde estávamos sentadas até a cozinha. 
Sinceramente? Cara feia pra mim é fome. Tô nem aí!



► Deu vontade de comer chocolate e eu não tinha levado 
Esqueci do bendito chocolate e um dia me deu uma vontade enoooorme. Estava de TPM!
Procurei no Waze/Google Maps e achei um Pão de Açúcar na Rua Pamplona, no caminho de volta do evento para o hotel. Lá, comprei cebola, alho, atum e Toblerone branco, que é sem glúten. Como sou intolerante a lactose, comi junto com a enzima (Digelac). Fiquei feliz!
Fiz um macarrão ao molho vermelho com atum no próprio hotel, pra mim e uma das amigas. Ficou delicioso! Com o próprio óleo do atum refoguei o alho e a cebola. De sobremesa, comi o chocolate. 

► Outras dicas ali por perto 
Recebi outras dicas ali perto mas que não deu tempo de conferir: Vivenda do Camarão, Tordesilhas e Brasil a Gosto. Esses dois últimos não são restaurantes gluten free mas os funcionários têm consciência sobre doença celíaca. Também tem a Lilóri, que já conheço e recomendo. Agora eles estão servindo almoço executivo todos os dias. Acabei indo lá na sexta a tarde para tomar café com umas amigas. Não tem preço sentar na mesa e saber que posso comer qualquer coisa, em segurança. 


Para facilitar a visualização, coloquei uma mapa com os lugares em que estive. Para visualizar a foto em tamanho maior, basta clicar nela. 




São Paulo tem muitas opções sem glúten. Umas valem muito a pena para celíacos. Outras são para quem faz a dieta por estética, oferecendo risco de contaminação cruzada pela falta de conhecimento da doença celíaca. O importante é conhecermos as possibilidades, planejarmos e avaliarmos qual a melhor opção. Na fanpage do blog, no facebook, sempre dou dicas de lugares que frequento em São Paulo. É só ficar ligadinho! 

Mãos a obra?

* Esteja atento(a) a data dessa publicação, pois podem haver alterações com relação aos lugares visitados sem conhecimento do blog!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Receita de hoje: taça de morangos com chocolate e creme branco



Aiiii que delícia de sobremesa! Fácil e deliciosa...ideal para servir em um almoço de domingo, em um dia ensolarado ou nublado.
Já existem milhares de receitas de taças de morangos com chocolate mas pra fazer essa não segui nenhuma receita. Fiz do meu jeito, anotando as quantidades pra poder divulgar aqui.

Ficou ESPLÊNDIDA...MAGNÍFICA!

Bora fazer? Essa receita deu para montar duas taças.

Você vai precisar de:
- 250 ml de leite de vaca zero lactose (quem não puder/tiver o leite zero lactose, recomendo fazer com leite de coco ou qualquer outro leite vegetal)
- 2 colheres de sopa (não muito cheias) de açúcar
- 2 gotinhas de essência de baunilha
- 4 colheres de chá de amido de milho dissolvido em um pouquinho de leite
- 1 colher de sopa de amêndoas cruas e sem sal 
- Morangos picados
- Chocolate meio amargo  (o meio amargo é bom porque tem menos açúcar e a maioria das marcas não contém lactose, apenas traços de leite, não sendo recomendados para os alérgicos a proteína do leite)

 Preparo do creme branco
Em uma panela, misture o leite, o açúcar e a essência de baunilha. Deixe o leite ferver e acrescente o amido de milho dissolvido. Quando o creme já estiver mais grossinho, desligue o fogo. Pode ser que fiquem algumas pelotinhas do próprio leite, como se fosse umas bolinhas de nata. Não se preocupem! 
Quando eu fiz essas bolinhas se formaram. Então, quando já estava pronto, bati o creme com o mixer, até que ficasse homogêneo. Ele ficará mais líquido novamente. Por isso, coloque metade do creme branco na taça com alguns morangos e para não servir a taça com o creme branco quente e ele ficar mais grossinho denovo, leve-a ao freezer por uns 10/15 minutinhos. Coloque no freezer também a outra metade do creme.

Enquanto isso, vamos preparar o resto da taça...

➨ Preparo do chocolate
Em uma tigelinha de vidro, coloque o chocolate meio amargo picado e leve ao micro-ondas, por aproximadamente 30 segundos, para derreter. Cuidado para não queimar o chocolate! Bom, eu queimei um pouquinho, por isso aconselho não deixar o chocolate lá derretendo sem conferir. Sugiro que coloquem alguns segundos, deem uma mexida e coloque mais alguns segundos. Reserve.

➨ Preparo das amêndoas
Em um processador, processe as amêndoas. Não faça-a virar uma farinha. Ela deve ficar com alguns pedacinhos maiores. 

Finalmente, vamos montar a taça!
Retire a taça do freezer e acrescente parte das amêndoas processadas. Em seguida, coloque os morangos (podem ser inteiros ou picados...eu prefiro picados na metade), o chocolate derretido e o restante das amêndoas processadas. Coloque o restante do creme branco e, para finalizar, jogue o cacau em pó para enfeitar. Está pronto para ser servida! Quem preferir, pode servir a taça gelada. Como eu queria comer o chocolate derretido, não deixei gelar. 

Espero que gostem tanto quanto eu gostei!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Receita de hoje: mousse de chocolate feito a partir do abacate



Dos deuses e mais saudável do que o tradicional feito com creme de leite.
Tem váááárias receitinhas na internet. Fui lendo várias até criar a "minha". Sem segredos. 
Perfeita para servir de sobremesa para aquelas visitas de última hora. 

5 minutinhos + geladeira = "jura que é feito de abacate?!"

Vamos aprender? 
Essa receitinha vai render aproximadamente 2 taças.

- 1 abacate pequeno
- 4 colheres de chocolate em pó
- Açúcar, mel ou adoçante a gosto (fiz com o adoçante em pó Tal Qual de Forno e Fogão e usei 4 colheres de café mais cheinhas para adoçar)

E aí, minha gente, é só colocar tudo no processador e bater até ficar uma mistura bem homogênea. Em seguida, levar a geladeira para gelar. 

Só isso mesmo. Eu adoro porque é mais do bem do que o mousse de chocolate tradicional, fácil e rápido de fazer. 

Dá para servir com morangos, granulado, chocolate em raspas ou o que preferir. 

Aproveitem!


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Receitinha de hoje: torta de morango com coco sem farinha


Fui desafiada pela minha querida Manu, minha amiga celíaca ainda virtual!
Alguém enviou essa receitinha pra ela e ela me marcou, pedindo para testar. Como ela está com bebê pequeno, imagino que o tempo para ir para a cozinha é bem apertadinho. Quando vi a foto, fiquei com água na boca e resolvi testar. Testei e leve para o almoço na casa da minha avó. 

AMEI o resultado!
A receita original é sem glúten mas com lactose, do site Receitas de Minuto. Como sou intolerante a lactose também, transformei-a em uma receita sem lactose. Por isso tive um pouquinho mais de trabalho. Mas, valeu a pena!
Namorado, avó e mãe amaram. Minha irmã não experimentou porque não gosta de coco ralado.

Então, mãos a obra?

Para a massa, vamos precisar:
- 1 1/2 xícara de chá de coco ralado (pode ser qualquer um, desidratado, úmido, com ou sem açúcar. Se for com açúcar, dose a quantidade de açúcar a ser acrescentada)
- 2 claras de ovos (as gemas podem ser usadas na receita do creme de leite caseiro sem lactose - link abaixo)
- 2 colheres de sopa de açúcar 

Para o recheio:
- 1 lata (300 gramas) de creme de leite (se quiser creme de leite sem lactose, prepare a receita, clicando aqui!)
- 1/2 xícara de chá de leite de coco
- 230g de morango
- 5 colheres de sopa de açúcar
- 1 pacote de gelatina incolor e sem sabor preparada de acordo com as instruções do fabricante (usei da marca Royal)
- 2 gotinhas de corante alimentício vermelho (opcional - usei da marca Mix)

Em uma tigela, misture o coco ralado, o açúcar e as claras até que a mistura fique bem umedecida. Se preferir, misture com as mãos para finalizar. Essa mistura deverá ser acomodada no fundo de um refratário de vidro (untado com óleo), forrando o fundo e as laterais. Leve para assar em forno pré-aquecido por 180 graus por aproximadamente 15 minutos ou até as bordas ficarem douradinhas (não perca de vista o tempo no forno, pois a massa pode queimar rapidamente). Retire do forno e deixe esfriar.

No liquidificador bata o creme de leite, o leite de coco, 130g de morango e o açúcar até formar uma mistura bem homogênea. Acrescente o corante vermelho se optou por usá-lo. Em seguida, acrescente a gelatina e bata mais.

Depois que a massa esfriar, pique o restante dos morangos e acomode-os em cima da massa. Adicione o creme batido e leve para gelar por pelo menos 3 horas. Dá para enfeitar a torta com morangos, chantilly ou marshmallow. 
Sirva gelado. 

O morango pode ser trocado por outras frutas. Acredito que até por chocolate. Já imaginou uma torta prestígio? Damascos, amora, framboesa, maracujá...Huuuummmm!
Essa massa de coco deu um toque muito especial!


Vejam o passo a passo

Não fica linda?


Como a receita do creme de leite sem lactose leva ovo cru, sugiro que não se demore muito para consumir a torta. Acredito em 2/3 dias ela deva ser consumida. 

Gente, e por favor! Não é porque é sem farinha que é saudável. Vamos maneirar no consumo, ok?!
Bom apetite!

Gostou da receitinha? Dá um curtir aqui em baixo, repasse para os amigos e familiares.
Vai reproduzir ou testar outras ideias em cima dessa receitinha? Fotografa e manda para colocarmos no Cantinho do Leitor!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Receita de hoje: docinho de chocolate, conhaque e café



Mais um docinho da série "eu não posso comer brigadeiro mas tem um docinho que fica supimpa"
Gente, quando digo que a vida é linda, muitos acham isso pensamento de gente feliz chata. 

E às vezes eu fico com a sensação de que quanto mais restrição, mais descobertas e mais oportunidades para acreditarmos o quanto somos capazes!

Para quem me acompanha, sabe que já postei a receita do 95% beijinho, um beijinho feito a base de arroz cozido. Fica incrível! Se você ainda não fez essa receita, clica aqui porque vale a pena.

Depois do beijinho, aprendi a fazer esse de chocolate. Vi a receitinha original no meu querido "O diário de receitas sem lactose". Com esse docinho, dá para aproveitar tanto a sobra do preparo do leite de arroz quanto prepará-lo a partir do arroz cru. 

Dá para enrolar ou comer de colher. No dia em que fiz, deixei na geladeira e enrolei. Não foi muito fácil enrolar porque ele estava mais molinho. Mas, com jeitinho, consegui. Coloquei dentro de uma caixinha bem bonitinha e dei para duas amigas como um presentinho. Elas gostaram bastante!

Depois, sobrou um pouco e eu estava com preguiça de enrolar. Aí, tive a ideia de servir na colher. Peguei uma porcelana preta, coloquei as colheres em cima, enfeitei com o coraçãozinho e chocolate em pó. Ficou bem legal! Simples, fácil, gostoso e bonito!

Como já ensinei a fazer o leite de arroz, fiz essa receitinha com a sobra dele.

Então, vamos aprender!

- 290 gramas de arroz cozido e batido no liquidificador (sobra do preparo do leite de arroz) - se não tiver a sobra, cozinhe 1/2 xícara de chá de arroz cru com o açúcar, mexendo para não grudar no fundo da panela. 
- 25 ml de água
- 80 gramas de chocolate meio amargo sem lactose (conheço as marcas Harald e Vito)
- 2 colheres de sopa de conhaque
- 1/2 colher de chá de café em pó (usei o pó de café mesmo)
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 2 colheres de sopa de chocolate em pó
- confeitos para enfeitar (pode ser os coraçõezinhos, beijinhos ou granulado - chocolate em pó também fica bem bacana)

Bom, como eu disse, usei a sobra do preparo do leite de arroz que estava congelada. Deixei-a descongelar ao natural e bati com 25 ml de água.

Em seguida, derreta o chocolate meio amargo em banho maria ou micro-ondas (de 30 em 30 segundos para não queimar).

Em uma panela, coloque o arroz batido e o chocolate derretido, mexendo bem. Quanto a mistura estiver bem homogênea, acrescente o café, o conhaque e o açúcar, mexendo mais. Prove e veja se está agradável ao seu paladar. Se sim, é só colocar em uma travessa e deixar na geladeira por duas horas. Se não, acrescente mais dos ingredientes até que esteja ao seu gosto, levando a geladeira em seguida. 

Depois de duas horas na geladeira, pode-se enrolar ou servir conforme minha sugestão. 

Ficará delicioso!
Com essa quantidade, fiz 8 docinhos enrolados e servi 6 colheres. Se desejar quantidade maior, dobre os ingredientes. 

Esse docinho é melhor ser consumido no dia, ok?!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Receita de hoje: pasta de grão-de-bico


Postei essa foto na página do blog, no facebook, e minhas leitoras queridinhas ficaram curiosas com a receitinha da pasta de grão-de-bico. 
Eu sempre sinto falta de um patêzinho para comer com pão. E aí, navegando pela internet, achei algumas receitinha bem bacanas. 

Cheguei ao site da nutricionista Adriana Lauffer, onde ela fornece receitas de várias pastas salgadas para comermos com o pãozinho sem glúten. Juntei a receita dela com um pouquinho do meu paladar e fiz minha pasta de grão-de-bico. Ficou deliciosa!

Vamos aprender? A receitinha rende bastante!
- 1 xícara de grão-de-bico
- 3 dentes de alho amassados
- 3 colheres de tahine (pasta de gergelim)
- 1 limão
- Azeite
- Salsinha, cebolinha e sal a gosto

Primeiramente, vamos deixar o grão-de-bico de molho. Não é uma obrigação, mas facilita na hora de cozinhar. Deixe-o submerso em água por 8 horas. Escorra a água e cozinhe-o com água, na panela de pressão, por aproximadamente 30 min. Retire a pressão da panela, abra-a e pegue alguns grãos para testar se já está no ponto. Aperte com os dedos e eles devem estar bem molinho. Se já estiver no ponto, só escorrer a água. Se não, cozinhe por mais tempo. 

Após cozinhar, processe os grãos no processador até que forme uma pasta. Para ajudar, acrescente o limão e o azeite, aos poucos. Após formar uma pasta bem homogênea, adicione os demais ingredientes. Bata por mais uns minutinhos e está pronto. Coloque a pasta de grão-de-bico em um pote bem fechadinho e leve a geladeira. Ele deve durar, aproximadamente, 10 dias. 

Não se esqueça de etiquetar (ou sinalizar, de alguma forma) a pasta para que ninguém contamine com migalhinhas de pão, ok?!

Para fazer outras receitinhas de pastas salgadas, clique aqui para conhecer as fornecidas pela Adriana Lauffer. 

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