sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Receita de hoje: falafel (bolinho de grão de bico assado)


Olááááá gente bonita do meu coração!
Com celíaco é assim: se não podemos ir até o boteco, ele pode vir até nós!

Já pensaram em fazer uma noite de boteco?
Compramos um Air Fryer, sabe aquela famosa "máquina" que frita sem óleo? Então, ela mesma. E estamos muito empolgados porque estamos adorando as comidinhas feitas nela. Vale cada centavo! 

E aí que a receita de hoje não precisa de Air Fryer. Fizemos na Air Fryer dessa vez mas já fiz outras duas no forno elétrico e a gás e ficaram perfeitos também. Ou seja, todo mundo pode fazer.
Aliás, a receita de hoje é SUPIMPA demais. Aprendi assistindo ao programa da Bela Gil, o Bela Cozinha. AMOOOOO esse programa porque é cheio de receitinhas saudáveis! 

A esse bolinho de grão de bico delicioso, damos o nome de FALAFEL. Já ouviram falar? 

É um bolinho delicioso que não leva nenhum tipo de farinha se optarmos por fazê-lo assado. Quem preferir fritar, terá que colocar um pouquinho de farinha sem glúten (a receita original pede farinha de trigo mas, por favor, né?!).

Como estou em uma onda de alimentação saudável, preferi fazer assado e o pessoal amou de paixão.

Não segui a receitinha na íntegra porque no dia não tinha tudo, mas vou passar exatamente como fiz a receita e tenho certeza de que vocês vão adorar.

Vamos aprender?
- 1 copo de grão de bico seco
- 2 dentes de alho triturados
- 1/2 cebola média bem picadinha
- 1 copo de salsinha fresca (quem tiver salsinha e cebolinha, coloca 1/2 copo de salsinha e 1/2 copo de cebolinha)
- 1 a 2 colheres de chá de sal
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 4 colheres de sopa de azeite 
- quem quiser, pode acrescentar outros temperos: manjericão, pimenta do reino
A receita original leva cominho mas como eu não gosto, não acrescentei

Deixe o grão de bico de molho por 8 horas em temperatura ambiente. Coloque bastante água porque ele vai sugar a água e, ao longo do tempo, ela não cobrirá todos os grãos. Passada as 8 horas, escorra a água e bata o grão de bico com o sal em um processador. Bata até formar uma massa. Se não der para bater tudo de uma vez, bata aos poucos. Em seguida, acrescente todos os outros ingredientes. Se achar que foi pouco azeite para formar uma massa, acrescente aos poucos. 



Aí e só fazer as bolinhas, untar uma forma com um pouquinho de óleo ou azeite (quem preferir por colocar o papel manteiga untado) e levar ao forno por aproximadamente 40 minutos a uma temperatura de aproximadamente 200 graus. 
Como cada forno é de um jeito, oriento que quando ele estiver moreninho, com cor de bolinho mesmo (como na foto), pode desligar e se deliciar. 

Para acompanhar os bolinhos, fica muito bom fazermos molhos, não acham?
Dá para fazer com ingredientes super básicos (não tão saudáveis) como ketchup, maionese e mostarda. Mas também dá para variar e aproveitar as ervas frescas.

Visitando o blog Fritadeira sem óleo (tem inúúúúúmeras receitas para fazer na Air Fyer - lembrando que são com glúten, então tem que fazer a substituição, ok?), encontrei algumas dicas bacanas de molhos. Alguns são com lactose, mas como nós, celíacos, somos muito criativos, dá para substituir, ok? Gente, por favor, olhem o rótulo de todos os ingredientes!


⌘ Molho Rosé: 1 xícara de chá de maionese, 2 colheres de sopa de catchup, 1 colher de sopa de mostarda, 1 colher de sobremesa de suco de limão ou vinagre e 1 colher de sobremesa de molho inglês ou shoyu.

⌘ Molho Tártaro: 1 xícara de maionese, 1/2 xícara de creme de leite, 1 colher de sopa de suco de limão ou vinagre, 2 colheres de sopa de cheiro-verde verde picado, 2 colheres de sopa de picles sortidos picados, 4 colheres de sopa de cebola bem picada e 1 colher de sopa de mostarda.

⌘ Molho de Alho: 1/2 xícara de leite, 2 colheres de sopa de maionese, 3 dentes de alho, 2 colheres de sopa de azeite e cheiro-verde à gosto.

⌘ Molho Pesto: 1 maço grande de manjericão fresco, 100g de queijo parmesão ralado, 1 dentes grande de alho, 100g de pinoli, castanha de cajú ou castanha do pará e 250ml de azeite de oliva.

⌘ Molho de Mostarda e Mel: ¼ xícara de suco de limão, 2/3 xícara de azeite, 1 e ½ colher de sopa de mel, 3 colheres de sopa de mostarda dijon ou amarela comum, sal e pimenta-do-reino à gosto.

⌘ Molho Chimichurri: 200ml de azeite e 1 pacotinho de tempero chimichurri desidratado.

⌘ Molho de Hortelã: 2 maços de hortelã (só as folhas), 7 colheres de sopa de azeite, 4 colheres de sopa de maionese, 1 colher de sobremesa de molho inglês ou shoyu, 2 dentes de alho, sal e pimenta-do-reino à gosto.

⌘ Molho Agridoce: 3 colheres de sopa de vinagre, 4 colheres de sopa de açúcar, 4 colheres de sopa de catchup, 1 colher de chá de sal e 1 colher de chá de shoyu.

⌘ Molho Sour Cream: 1 embalagem de cream cheese, 1 copo de iogurte natural, 1 colher de sopa de suco de limão, 5 colheres de leite e sal à gosto.

⌘ Molho de Iogurte: 1/2 copo de iogurte, 1 colher de sopa azeite, 1 colher de sopa vinagre, 1/2 colher de sopa de cebola, 1 dente de alho, 1 pitada de sal, pimenta-do-reino e orégano à gosto.

⌘ Molho de Parmesão: 25g de queijo parmesão ralado, 1 caixa de creme de leite, 2 colheres de sopa de leite, 1 colher de sopa de maionese.

⌘ Molho de Ervas Finas: 1/2 xícara de manjericão, 2 colheres de sopa de orégano, 1/2 xícara de alecrim, 1/2 xícara de azeite, 1/2 cebola média, 1 caixinha de creme de leite e sal à gosto.

⌘ Molho Verde: 5 colheres de sopa de maionese, 1 dente de alho, 1 colher de sopa de cebolinha picada e 1 colher de sopa de suco de limão.

⌘ Molho Picante: 1/2 caixinhas de creme de leite, 3 colheres de sopa de requeijão cremoso, 1 colher de sopa de cebolinha, 5 colheres de sopa de azeitonas pretas sem caroços e 2 colheres de sopa de picles.

⌘ Molho Azedo: 1 pote de cream cheese, suco de 1 limão, 2 colheres de sopa de creme de leite, sal e pimenta-do-reino à gosto.


 

Além do falafel, fizemos batata e mandioca "frita". Tudo na AirFryer. Adoramos o resultado!
Como tinha creme de arroz caseiro na geladeira, aproveitei para fazer dois molhos, ambos adaptados das receitas acima: molho verde e molho rosé.

Molho verde


- 2 colheres de sopa de maionese (usei a Helmann´s de ovos caipiras)
- 1 colher de sopa de creme de arroz (para fazer a receita do creme de arroz, é só seguir a receita do leite de arroz, acrescentando menos água. Clique aqui para ver a receita!)
- 1 dente de alho
- 1 colher de sopa de cebolinha fresca picada 
- 1 colher de sopa de suco de limão

Bater tudo no processador de alimentos e está prontinho. 


Molho rosé

- 1 xícara de chá de creme de arroz caseiro
- 2 colheres de sopa de catchup
- 1 colher de sopa de mostarda
- 1 colher de sobremesa de suco de limão
- 1 colher de sopa de molho inglês

Bater tudo no processador de alimentos e servir

Outros petiscos podem ser servidos. Por exemplo, a calabresa ou outros bolinhos, como o de arroz (clique aqui para ver a receita!), bacalhau, etc.
Quem tiver a Air Fryer, fica melhor porque não leva óleo, ok?! 
Mas quem não tiver não fica impedido de tentar no forno!




terça-feira, 9 de setembro de 2014

De papo pro ar com Didi D´Addio, da Deli Art Cake Creations


Hoje o de papo pro ar é com a Didi D´Addio, que está a frente do Deli Art Cake Creations
A Didi é confeiteira e começou sua carreira na área gastronômica em 2005. Dedicou-se a hotelaria e acabou criando a Deli Art Cake Creations.

Porém, em 2012 ela descobriu ser intolerante ao glúten, leite e soja. Com certeza, não foi uma adaptação fácil mas a Didi levantou a cabeça, uniu seu conhecimento com a vontade de criar receitas sem esses três ingredientes. 

Em 2013, a Didi adotou um estilo de vida relacionado a Dieta Paleo. Com isso, iniciou sua busca de conhecimento e desenvolvimento de receitas para o dia a dia e também festas e eventos.

Didi e seus quitutes
Foto: facebook pessoal 

Já falei, em outros momentos, que foi a Didi quem me ensinou a fazer o melhor marshmallow do universo! (se quiser testar a receita, leia essa postagem, clicando aqui!).
Talvez agora, por ser adepta a Dieta Paleo, ela não utiliza mais esse tipo de ingrediente. Mas, eu confesso que também não é uma receita para fazer sempre né, gente? Beeeeeem de vez em quando

Bom, eis que eu estou aqui falando de Dieta Paleo e eu fui dar uma pesquisada para explicar, bem brevemente, do que se trata. Entrei no site Dieta Low Carb e Paleolítica e tirei algumas informações de lá!
Esse tipo de dieta (que mais prefiro chamar de estilo de vida porque parece que dieta está sempre relacionada a questões estéticas, como emagrecimento) é a dieta a qual nossa espécie está geneticamente adaptada. Existem alguns tipos de dieta paleolítica, porém o que é comum entre elas é a ausência de produtos refinados, alimentos processados e grãos. De uma forma geral, ser adepto a dieta paleolítica é abrir mão de uma alimentação com base em grãos, açúcar, laticínios e alimentos processados. A Didi vai falar, na entrevista, sobre como a dieta paleolítica está relacionada a nossa dieta (estilo de vida!) sem glúten. 

No site, há a informação de que a simples eliminação total de grãos (paõ, massa, farinha, biscoitos...ou seja, uma dieta livre de glúten) fornece talvez 70% de todo o benefício de uma dieta paleolítica, não só falando de perda de peso mas do controle de síndrome metabólica e patologias auto-imunes. 

Super bacana, não é?! Pra mim, ainda difícil seguir. Acho que eu ainda não me sinto preparada (não quero) abrir mão de comer algumas coisas (claro que sem sair da dieta sem glúten porque isso seria irresponsabilidade). Admiro muito quem segue e acredito, MUITO mesmo, que alimentação é tudo na vida. Já que não consigo abrir mão, vou me equilibrando. Não abuso de alimentos que possam me fazer mal e procuro consumir muitas frutas e legumes. Enfim, equilíbrio é a palavra da minha vida!

Vamos conferir a entrevista com a Didi?!


♡ Qual a sua formação? 
Estudei psicologia mas nunca exerci a profissão. Trabalhei muitos anos em Hotelaria e depois mudei para a Gastronomia e, é claro, fiz vários cursos de especialização dentro e fora do país.

♡ Como surgiu a ideia de produzir alimentos sem glúten e sem lactose? Já trabalhava com gastronomia e tinha a Deli Art há alguns anos quando descobri a minha intolerância e um mundo novo se abriu, pessoal e profissionalmente.

♡ Você é celíaca ou sensível ao glúten? 
Sensível ao glúten e ao leite.

♡ Quem te acompanha, sabe que você é adepta a dieta paleolítica. Conta um pouquinho pra gente sobre esse estilo de vida. Na sua opinião, qual a relação dessa dieta com a vida dos celíacos? 
A dieta paleolítica tem tudo a ver com os celíacos por ser uma dieta super saudável e isenta de grãos. O fundamental desta dieta, que prefiro chamar de um estilo de vida, é se alimentar com ingredientes que o nosso corpo está adaptado, alimentos que não causem doenças, mas sim que promovam saúde. Ela foi desenhada a partir de estudos realizados em fósseis de seres humanos que viveram na era do paleolítico e também de estudos feitos com tribos de caçadores coletores


♡ Quem te inspira na criação de suas receitas? 
Eu adoro criar e desenvolver receitas. O desafio por si só me estimula, mas gosto muito do estilo do Jamie Oliver!

(Ai, eu também Didi...amo o Jamie!)

♡ Qual a sua maior dificuldade na cozinha sem glúten e sem lactose? 
No inicio, o desafio foi entender todas as propriedades do glúten nas formulações (receitas) e procurar outros ingredientes com propriedades similares. Mas o pior foi o fato de não gostar dos resultados dos produtos que encontrava no mercado e sabia que poderia fazer melhor, mas não havia referências. Foi um período de estudo e de tentativa e erro.

♡ Conta pra gente qual sua receita preferida!
Bom, isso muda muito e depois da paleo, o sabor muda e os gostos também. Bolo de nozes com baba de moça sempre foi minha perdição! Mas agora fico feliz com um bom pedaço de carne assado em baixa temperatura.

♡ Cozinhar para você significa... 
Cozinhar é vida, é saúde! Mas antes de mais nada fico muito grata pela possibilidade ajudar as pessoas a se alimentar bem com muita saúde e sabor!

♡ Deixe uma mensagem para as pessoas que, por algum motivo, seguem dieta isenta de glúten e lactose! 
Há vida feliz sem glúten e sem leite! Obstáculos nada mais são do que a porta das oportunidades.


Ela não é demais?!
Amei esse finalzinho: Obstáculos nada mais são do que a porta das oportunidades.

Gente, guardem essa frase na cabeça e no coração! Ela é tão real...tão verdadeira...que eu acho que todo celíaco ou qualquer outra pessoa que busca se adaptar a uma reeducação alimentar, por necessidade ou escolha, deveria escrever e colocar no espelho, na porta de casa, no prato...

Tomei a liberdade de pegar algumas fotinhos do facebook da Didi para vocês verem o que ela produz.
Eu babo em tudo o que ela posta!

Já comi uma trufa dela e é inexplicável....MARAVILHOSA! 

No site dela tem vááááárias receitinhas. Além disso, ela aceita encomendas e dá cursos e palestras.

Bolo de coco

Costelinha de porco assada

Ovos de páscoa

Taças de frutas vermelhas e chocolate sem açúcar

Babaram?!

Quem quiser conhecer mais o trabalho dela, é só acessar o site e o facebook

Didi, minha querida, parabéns por essa atuação linda, que é levar sabor, saúde e alegria para as pessoas. Muito obrigada por compartilhar sua história conosco. Um beijo bem grande para você e o blog estará sempre de portas abertas!


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Receita de hoje: risoto de limão siciliano acompanhado de salmão


Prato gostoso, requintado e, ao mesmo tempo, fácil! Ou seja, do jeito que eu gosto (não por ser requintado, mas fácil...e aí o requintado vem de brinde!)
Como tem muitas pessoas que não comem peixe, dá para substituir por frango empanado, por exemplo. Eu também já fiz e fica magnífico. Vou disponibilizar a receita do salmão e em seguida, conto como fiz o frango, ok?!

Esse prato cai muito bem para receber amigos ou familiares, para um almoço ou jantar. 

E como cozinha tem que combinar com amor, alegria e alto astral, estou escrevendo essa receita ao som de Tristan Prettyman. Adoro essa música! É só dar o play e correr para a cozinha! 



Para fazer o salmão, é suuuuper simples!
Vamos precisar de filés de salmão (gosto dos filés com uns 7 cm de largura), sal, limão e azeite. Se os filés estiverem congelados, não descongele em água. Deixe descongelar na geladeira, ok?!

Aí, é só temperar os filés de salmão com sal, limão e azeite, deixar uns 20 minutinhos descansando e levar ao forno por aproximadamente 30 minutos, a 200 graus. 

Agora, vamos preparar o risoto!
Vamos precisar de:
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1/2 cebola bem picadinha
- 1 ou 2 limões sicilianos (sugiro espremer um e caso queiram o sabor mais acentuado, espremer o outro)
- 380g de arroz arbóreo 
- 1 xícara de café de vinho branco (nada de vinho doce, ok? tem que ser o seco)
- 1 tablete de caldo de galinha dissolvido em 1 litro de água quente* (manter a água aquecida durante todo o preparo da receita)
- Sal a gosto (eu, particularmente, não coloco sal por causa do tablete de caldo de galinha)

Em uma panela, coloque o azeite e a cebola. Deixe refogar um pouco e acrescente o arroz, misturando bem. Aos poucos, vá acrescentando o caldo de galinha, sempre mexendo. O segredo do risoto é não parar de mexer. Muitas pessoas dizem que não precisa mexer mas eu sinto diferença, então...recomendo exercitar os bracinhos!
Após cozinhar um pouco, coloque metade do limão espremido e o vinho. Mexe e remexe!
Lembrem-se que o risoto fica firme e não molengo, ok? Quando estiver próximo de desligar o fogo, jogue o restante do limão espremido. Está prontinho! 

* OBS: quem não quiser usar o tablete de caldo de galinha, pode preparar seu próprio caldo. Confesso que eu nunca tentei fazer o caldo que leva pedaços de frango e legumes. Mas, na última vez que fiz risoto de limão siciliano, fizemos um caldo simples com 1 litro de água, pedaços de cebola, limão espremido e sal. Isso foi suficiente para dar gostinho ao risoto sem aquele conteúdo horroroso (alto teor de sódio, glutamato monossódico, etc, etc, etc) de um tabletinho de caldo. Ficou excelente!


Agora, parte II: frango empanado

Primeiro, quero deixá-los com água na boca!


Ficou esplêndido! Magnífico! Crocante!
Lá na cidade onde eu nasci, Ituverava/SP, é bastante famosa a farinha de mandioca artesanal. Pensem em uma farinha boa, é ela. Tanto é verdade que quando fui diagnosticada, liguei para a fábrica para saber sobre o risco de contaminação cruzada. Fiquei muito contente em saber que eles só produzem essa farinha. Na realidade, me pareceu ser uma produção familiar, pois o telefone divulgado era de uma casa. 

O dia em que resolvi fazer o frango empanado foi na casa da minha avó, no Dia das Mães. Minha mãe estava na Itália (passeando e comprando coisas deliciosas sem glúten pra mim hahaha) e fomos pra lá para fazer companhia para minha avó. Levei tudo de casa e para empanar, havia levado a farinha de rosca sem glúten da marca Deusa. Chegando lá, para minha surpresa, estava com bichinhos. Nossa, que raiva!
Aí fiquei pensando como faríamos e tanto na minha casa quanto na casa da minha avó, nunca falta a tal farinha de mandioca (olhas as dificuldades nos incentivando a conhecer o lado bom da vida!). Como ela é com flocos maiores, fui amassando com a mão para formar uma farinha mesmo. Passei no ovo e na farinha. Levei ao forno de médio para alto, por aproximadamente 40 minutos. 

Vocês não estão entendendo o tanto que ficou bom! Ficou muuuuuito crocante e muito melhor do que qualquer empanado que já comi, mesmo antes do diagnóstico. A dica é temperar o frango um dia antes, ok? Assim ele pega mais o sabor do tempero. Para esse dia usei cebola, sal, alho e um pouquinho de azeite. 


Gostaram da substituição? 

Bom, é isso! Duas receitas super bacanas, não é?
Se quiserem enfeitar o prato, só cortar um pedacinho do limão siciliano, como na primeira foto, e colocar no prato. 

Bom apetite!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Receita de hoje: nhoque de biomassa de banana verde com molho de tomate caseiro



Olá, gente mais linda!
Já falamos sobre a biomassa de banana verde, certo? Sobre como ela é versátil e benéfica para todos, especialmente nós, celíacos. 

(Quem quiser relembrar ou ainda não viu esse post, só clicar aqui!)

E como ela é versátil, uma das coisas que podemos fazer com ela é nhoque. Eu já tinha visto várias receitas mas acabamos criando a nossa própria, eu e meu namorado (fomos anotando tudo para passar para vocês). O que eu achei? Notal mil! Simplesmente, amei. Achamos que a massa poderia ter ficado um tiquinho mais mole mas, como vocês sabem, as coisas sem glúten tendem a ser mais durinhas, então não senti tanta diferença. Talvez meu namorado tenha sentido mais essa diferença. 

Vou ensiná-los a fazer essa receitinha que, apesar de um pouquinho trabalhosa (porque leva um certo tempinho), fica deliciosa, além de ser saudável. 

Vamos colocar a mão na massa então, literalmente?
Essa receitinha vai render aproximadamente 1 kg, servindo bem aproximadamente 3 pessoas.

Ingredientes
- 675 gramas de biomassa de banana verde (se ela estiver endurecida, é só colocar no fogo com um pouquinho de água até ela virar uma massa e bater no processador novamente). Para preparar essa quantidade de BBV usei 1,2 kg de banana nanica verde.
- 300 gramas de farinha de arroz (como escrevi, poderia ter ficado um pouquinho mais mole. Então se alguém quiser testar com menos farinha, fica a vontade)
- 2 colheres de sopa de azeite
- 2 colheres de chá de sal 

Depois de bater novamente a BBV no processador, colocá-la em uma bacia e, aos poucos ir acrescentando a farinha de arroz, amassando bem. Não esquecer de acrescentar o sal e o azeite. 
A quantidade de sal é muito pessoal, não é? Então eu provei a massa e achei que ficou excelente. 
Se quiser acrescentar temperos, também está liberado. 

Depois que a massa estiver bem homogênea, em uma superfície limpa, livre de qualquer resquício de glúten (olha a contaminação cruzada, gente!) e com um pouquinho de farinha de arroz, faça rolinhos e corte, com a faca, em pedacinhos. 



Em um panela com água fervendo, coloque os pedacinhos de massa crua. Assim que eles subirem na panela, retire com uma escumadeira e coloque em um refratário. 


Vejam que lindo! Subiiiiiuuuuuu...
Fiquei tão feliz!
Pode-se colocar o molho que quiser e levar ao forno, por uns 10 minutinhos, antes de servir. 

Fizemos um molho de tomate delicioso. Vamos aprender?
- 4 tomates descascados e cortados em cubinhos
- 2 alhos triturados
- 1/2 cebola bem picadinha
- 2 colheres de sopa de azeite
- Água filtrada
- Sal e temperos a gosto 

Em uma panela, coloque o azeite e o alho. Deixe fritar por alguns segundinhos e acrescente a cebola. Mexa e deixe fritar mais um pouco.
Em seguida, coloque os tomates e um pouco de água para o tomate cozinhar. Quanto mais cozinhar, mais gostoso. Se a água secar, acrescente mais até ficar como quer. 
Não costumo tirar as sementes mas se alguém preferir, pode. Aproveito tudo!

Delícia, não é?!
Combina com um almoço de família e todo dia 29 é dia de comer nhoque!

Ah! Congelado não fica tão perfeito porque ele dá uma desmanchadinha (mesmo eu tendo feito com a quantidade de farinha que fiz e que mencionei ter ficado mais durinho...mas ainda continua ótimo). Então, o ideal é fazer para comer fresquinho. 



Bom apetite!


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Receita de hoje: caponata com casca de banana verde


Segundona chegou!
Como vocês estão?

Bom, hoje vamos falar sobre a caponata!
Eu não sabia muitas coisas mas fui pesquisar mais sobre ela. É um prato típico da Sicília (Itália), mais especificamente, um antepasto. Na verdade, um dos mais conhecidos.

A ideia surgiu porque quando eu via receitas de biomassa de banana verde, eu sempre observava que as pessoas aproveitam a casca para produzir alguma coisa. E confesso para vocês: eu odeio jogar comida fora. Me sinto tão bem quando consigo aproveitar tudo, sabe?!
Sem contar que essa transformação é algo lindo! É o poder que temos de transformar a casca de uma fruta, geralmente jogada fora, em algo super gostoso.

Por exemplo, as cascas de laranja caem super bem em chás. Fica delicioso!

Então, como vamos aproveitar as cascas de banana verde? Fazendo uma deliciosa caponata! Ideal para comer com pão, torradinhas, tomar um bom vinho...enfim, como preferirem.

Fui lendo várias receitas e aí fui fazendo a minha do meu jeito. A verdadeira caponata leva berinjela. Mas, como eu não tinha em casa, não usei. Vocês podem acrescentar o que quiserem. Inventem a sua própria caponata. Tenho certeza de que ficará deliciosa!


Vamos precisar de:
- Cascas de banana verde picadinhas (podem ser pedaços retangulares de 1 a 2 cm)
- 1/2 pimentão amarelo sem sementes
- 1/2 pimentão vermelho sem sementes
- 3 dentes de alho triturados
- 2 tomates picadinhos
- 1/2 limão espremido (quem quiser, pode colocar 1 inteiro)
- 2 colheres de sopa de uva passas
- 1/2 cebola picadinha
- Azeite e sal a gosto

Se quiser acrescentar outros temperos, também pode. Fica a critério de cada um, ok?!

Misture tudo em uma tigela, coloque em um refratário e cubra com papel alumínio. Leve ao forno, 180 graus, por aproximadamente 1 hora e meia.

Vocês verão que delícia que fica!
Basta conservar em geladeira!

Bom apetite!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cerveja Lake Side Beer pelos olhos (e paladar!) de dois sommeliers de cervejas

Foto divulgação


Pela primeira vez vou falar de um produto que eu não experimentei!
Eu nunca gostei de cerveja. O sabor não me agrada porque não consigo gostar de nada que seja amargo, cítrico ou azedo. 

Mas, como não falar de cerveja sem glúten? É por causa dela que muitos celíacos sofrem no início do diagnóstico. Mas, como eu sempre digo, não há motivos. Celíacos, não estamos mal servidos não!

Por isso, essa tarefa de experimentar e avaliar uma cerveja sem glúten eu deixei para um casal de amigos.
Suelen Brugni e Daniel Tortella são um casal apaixonado por cervejas artesanais, que fabricam suas próprias cervejas e estão sempre a procura de novidades. Ninguém melhor do que eles para dar pitaco, não é? Aliás, muito mais do que um simples pitaco. A Suelen e o Daniel são formados em Sommelier de Cervejas pelo Instituto da Cerveja Brasil. 

Para essa primeira avaliação, eu e meu namorado escolhemos a Lake Side Beer, a primeira cerveja sem glúten do Brasil.

Exatamente por eles passearem bastante pelo mundo das cervejas, fiquei contente com a avaliação deles para uma cerveja sem glúten, já que a grande maioria torce o nariz. Portanto, animem-se, celíacos!

Vamos curtir o texto produzido por esse casal cervejeiro?





Muito bacana, não é?!
Pessoalmente, eles nos disseram que com certeza tomariam denovo. Isso é um ótimo incentivo!

Vale lembrar que os 6 ppm são permitidos para celíacos, ok?! O incentivo de buscar um profissional, diante de qualquer dúvida, é uma maneira sensata de recomendar o produto, porém chamar a atenção para as características de cada indíviduo. E nós, como não somos profissionais da área médica ou nutricional, temos que ter esse bom senso, correto? 

Para maiores informações, esses sommeliers queridíssimos se colocaram a disposição. É só entrar em contato por meio do facebook, ok?!
✔ Para falar com a Suelen, clique aqui
✔ Para falar com o Daniel, clique aqui

E quem sabe logo mais eles não aparecem aqui denovo para falar sobre outras cervejas sem glúten, não é?

ps: compramos essa cerveja na Padaria Sabor de Saúde, em SP. 
Quem quiser conhecer mais, é só entrar na fan page da Lake Side Beer. Clique aqui para conferir!


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Receita de hoje: molho branco de leite de arroz


Não acreditei que essa receita pudesse dar tão certo, gente! 

Fiz, no almoço, para mim, meu namorado e irmã. Eles adoraram! 
É super simples, rápida e fácil, além de leve.

Um dos ingredientes, o leite de arroz, já está com a receitinha publicada. Clique aqui para ver!

Vamos aprender a receitinha do molho branco?
Fiz uma quantidade que deu para três pessoas, sem o macarrão nadar no molho. Então, se quiserem com bastante molho, acrescentem mais um copo de leite de arroz.

Você vai precisar de:
- 1 dente de alho amassado
- 500 ml de leite de arroz 
- 1 colher de sobremesa de margarina (indico a Becel do potinho azul, pois é sem lactose). Quem não puder consumir Becel, pode tentar com um tiquinho de azeite.
- 2 colheres de sobremesa não muito cheias de amido de milho
- Sal e noz moscada a gosto

Em uma panela aqueça a margarina e doure o alho amassado. Quando dourar, acrescente o leite e deixe ferver. Depois de ferver por alguns minutos, coloque a maisena em um pouco de água e acrescente ao leite fervido. Deixe ferver mais um pouco. 
Vá mexendo e, caso você perceba que não engrossou, vá acrescentando, aos poucos, a maisena com um pouquinho de água, até dar o ponto do molho. 
Coloque sal e um pouquinho de noz moscada para dar gosto. E está prontíssimo! 

Só se deliciar!

Uma substituição deliciosa para o leite de vaca, não é?!

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