quarta-feira, 23 de julho de 2014

Minha participação no Jornal EPTV | Ribeirão Preto


Quem convive comigo sabe o quanto a exposição é algo que eu não sei (ou pelo menos ainda) lidar. Gosto dos poucos e bons amigos, da intimidade preservada e, embora eu seja uma pessoa bastante falante (daquelas que conversa na fila com qualquer pessoa), para algumas coisas eu ainda sou tímida.

E se eu ainda tento me preservar ou sou tímida para algumas situações, por que estou aqui escrevendo e falando sobre essa experiência? Porque conversando com muitas pessoas e comigo mesma, entendi que essa exposição faz sentido porque com ela podemos discutir várias coisas. A primeira e mais importante delas: como ser um celíaco ativo!

Oras, mas que raios significa ser um celíaco ativo? Significa que ao invés de nos queixarmos do governo, dos preços dos produtos, dos impostos, da contaminação cruzada, da falta de conhecimento da população, cada um de nós seremos ativos para o reconhecimento de nossa doença. 
Mas como? Na realidade não importa muito. Não necessariamente as pessoas precisem criar blogs, páginas no facebook ou sites, embora isso ajude demais, mas podemos ser ativos na nossa comunidade, no nosso bairro, na nossa família, entre os nossos amigos. Se cada um de nós fizermos isso, teremos uma sociedade muito melhor. E aí, as chances de ouvirmos que alergias/intolerâncias são frescuras, que estamos fazendo dieta da moda ou que tudo não passa de um exagero ou obsessão, certamente diminuirão. 

Tudo o que cada um de nós deve fazer é divulgar, buscar conhecimento, compartilhar, informar e participar dessa reviravolta que está acontecendo. Tantas pessoas se descobrindo intolerantes ou alérgicas a algum alimento, não é? E não é por acaso! Há toda uma explicação para o momento que estamos vivendo: passamos a consumir industrializados demasiadamente, nossos alimentos tidos como naturais e saudáveis estão sendo modificados geneticamente há anos para produzir mais e resistir a pragas e trabalhamos mais do que nunca, sobrando menos tempo para nos alimentarmos, de fato, de maneira mais saudável e nutritiva. As consequências estão aí para quem quiser ver. Está em mim, como celíaca e está em você, que está lendo esse texto. Quem, atualmente, não conhece uma só pessoa alérgica ou intolerante a algum alimento, levante a mão! 

No meu círculo social, semanalmente, recebo mensagens de amigos e amigas, próximos ou não, desconfiados de alguma intolerância/alergia. Além do meu círculo social, recebo emails e mensagens, por meio do blog, de desconhecidos também desconfiados e alguns bastante desesperados pela situação em que se encontram. Eis que então com tantas alergias e intolerâncias, diante dos obstáculos que um diagnóstico pode trazer, sentamos, choramos e culpamos alguém: o pai ou a mãe que não nos ensinaram a ter uma alimentação saudável, os médicos que não nos diagnosticaram antes, os amigos que nos chamavam para comer pizza e tomar cerveja toda sexta-feira, o governo que não reduz os impostos de alimentos próprios para nós, as lojas que vendem os produtos com preços abusivos, os fabricantes que fornecem alimentos contaminados com glúten, o (a) namorado (a) que toma cerveja e não compreende que não podemos beijar na boca. E aí, rasgamos o verbo, dizendo: "Está vendo! Por isso estou no fundo do poço. A realidade não muda! Será sempre assim e acho que nunca mudará."

Ok! Que nunca mude, se o cara lá de cima achar que não deve mudar, que ninguém compreenda as nossas dificuldades ou respeite a existência (mais do que real) da contaminação cruzada e os preços continuem a subir, eu pergunto: "O que você tem feito para mudar essa realidade?; O que eu tenho feito para mudar essa situação?" E por segundos, talvez minutos, emudecemos porque, bem no fundinho do coração, sabemos que fazer alguma coisa é muito mais difícil do que reclamar e esperar que alguém faça, não é? 
Gosto muito de uma foto amplamente divulgada pela Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil), que fala exatamente como sermos um celíaco PAR (paciente ativo e responsável)



Não é bacana? Também sei que fácil não é, mas é possível. Quando juntamos as forças, conquistamos coisas que jamais poderíamos imaginar. Acreditem! 

Bom, toda esse construção do pensamento para dizer que tudo isso (esse texto, essa foto e principalmente essa reportagem) tem um único objetivo: INCENTIVAR cada um de vocês a lutarem pelo o que desejam! 
Querem compreensão? Reconhecimento da sociedade com relação a doença celíaca? Querem que os fabricantes saibam o que é contaminação cruzada? Vamos ter que trabalhar! E muito...mas, juntos! E quando trabalhamos juntos, com um único objetivo, conquistamos para nós e para os outros. E vejam que bacana: além de trabalharmos, ganharmos conhecimento, conhecermos pessoas novas e bacanas, ainda podemos ter atitudes caridosas para com o próximo. Por isso, mesmo com muita timidez e vergonha, estou dividindo com vocês. Estou passando por cima do meu orgulho (todos nós somos orgulhosos quando ficamos receosos sobre o que o outro vai pensar de nós e de nossas atitudes), vergonha, timidez e muitas outras coisas para que juntos possamos refletir, pensar e agir.

Essa reportagem foi um presente para mim e espero que para a minha cidade e região. Acredito que não só aqui em Ribeirão Preto mas em vários lugares, está difícil viver como celíaco, por todos os motivos já mencionados: a população não sabe do que se trata a doença celíaca, as padarias cheeeeias de glúten saem fabricando produtos "sem glúten", os profissionais de saúde ainda patinam no assunto (e nós sabemos disso, porque quando somos pacientes ativos e responsáveis, estudamos nosso diagnóstico e isso nos dá base para questionarmos orientações recebidas), a família pouco se importa com contaminação cruzada, os amigos tiram sarro e lamentavelmente, muitas pessoas ainda se encontram naquela fase de peregrinação em consultórios médicos em busca de um alívio para suas dores. Vocês já pararam para pensar que agora, nesse instante, milhares de pessoas estão em pronto socorros ou consultórios médicos, com todos os sintomas da doença celíaca, e do outro lado da mesa, alguém de branco está dizendo que é virose, infecção intestinal, coisa da cabeça, ansiedade, nervosismo? Poxa, você não acha que estou exagerando porque é bem provável que você tenha passado por isso, como eu passei. 

Por isso, temos o DEVER de falarmos sobre o nosso diagnóstico, dos benefícios de uma alimentação sem glúten para todos e da necessidade dela para os celíacos, dos perigos da contaminação cruzada, dos sintomas e tudo o que pudermos falar. Fale, comente, divulgue! Para sua família, para seu vizinho, para seus amigos, namorado (a), funcionário, professor. Bata no peito e diga: "Eu sou celíaco(a) e sei do que estou falando porque ninguém viveu ou vive a minha dor!" Certamente, foi esse o caminho que muitas pessoas percorreram para que o Diabetes, por exemplo, fosse respeitado como é hoje. 

Transforme a tua dor, física ou emocional, em alívio para outras pessoas e busque ajuda quando estiver insuportável. Ninguém é obrigado a dar conta de tudo o tempo todo. Temos nossas fragilidades. Respeite-as. Respire. Conte até dez. Levante-se denovo e vá! Com medo? Nervosismo? Receio? Raiva? Mas vá, porque esse caminho só pode ser percorrido por você e mais ninguém. Nas margens desse caminho estarão todas as pessoas que amam e acreditam em você. Estarei lá, mesmo sem te conhecer, pode ter certeza!



Sobre a reportagem:
Essa reportagem aconteceu porque eu dediquei alguns minutos do meu tempo para sugeri-la para o jornal local da minha cidade. Totalmente descrente da leitura por parte da equipe jornalística, salvei o email enviado em um arquivo word porque tinha certeza de que seria necessário enviar diversas vezes. E a resposta veio por meio de um telefonema, falando do interesse em falar do assunto, em pouco tempo. 
Foi uma matéria de poucos minutos, na qual eu falei sobre a questão da contaminação cruzada e da importância de uma alimentação baseada em verduras, legumes e frutas. Na mesa que preparei para a filmagem, havia tudo isso. Infelizmente, na edição da gravação não foram mostradas minha fala sobre contaminação cruzada e a base da minha alimentação em alimentos naturalmente sem glúten. Mas não tem problema, um passo já foi dado e eu sou muito grata por isso. Tenho certeza de que joguei as sementinhas ou deixei a pulguinha atrás da orelha de muita gente, que vai passar a se observar mais. 

Aproveito para agradecer todas as pessoas que estiveram e estão as margens do meu caminho, me oferecendo apoio, alegria, incentivo e motivação. Gratidão infinita a Deus e a todas as pessoas, conhecidas ou não, de perto ou de longe. Aos meus amigos parceiros que cuidam da minha alimentação e me tiram sorrisos a cada delícia que produzem; Sabor de Saúde (São Paulo/SP), Crumble Cozinha (Ribeirão Preto/SP) e Mr. Premium (Ribeirão Preto/SP).
Também, quero agradecer a Marília, da EPTV, que leu meu email, aguardou meu retorno de viagem e gentilmente, se mostrou aberta, e a equipe de filmagem que me deixou a vontade e transformou tudo em uma conversa gostosa.

Quero agradecer a uma leitora (danadinha!), a Vaulíria. Ontem, estava bastante pensativa sobre postar ou não o vídeo. Eis que entro no blog e ela já tinha postado e mandado mensagem. Só me restou dizer: "Ok! Já entendi! Não tem mais volta! Uma leitora já postou...agora, acho melhor me pronunciar!". 
E isso foi um baita incentivo para deixar orgulho, timidez e vergonha de lado. Leitores que são verdadeiros presentes que Deus coloca na minha vida! Muito obrigada, minha querida! 

Respeitosamente, gostaria de corrigir duas coisas com relação a reportagem. A primeira é que o glúten não é um produto adicionado a massas e pães, como foi mencionado pelo jornalista. Ele é uma proteína presente no trigo, aveia, cevada, malte e centeio. E a segunda é que a repórter esqueceu de mencionar que o glúten também está presente na cevada.

Após a reportagem, recebi algumas mensagens e isso alegrou meu coração. 
Após a reportagem, pessoas que nunca imaginei me assistiram e vieram perguntar do diagnóstico.
Após a reportagem, sinto que fiz minha parte e convido você a fazer a sua. 

Qual será? 

Conte comigo! 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Receita de hoje: fondue de mandiokejo®




Ahhhhhh...o inverno, fondue, namorar! Quem é que não gosta?
Depois do diagnóstico, não comi mais fondue de queijo. Além de ser celíaca e intolerante a lactose, o fondue de queijo daria muito trabalho por conta da contaminação cruzada, pois seriam duas panelas, dois tipos de pães...enfim, desanimador!

Quando o Mandiokejo foi lançado, nem lembrei de usá-lo como queijo, na pizza ou na lasanha, mas sim, no fondue. Mas, era verão e eu só fiquei esperando o tempinho frio chegar. E chegou!

Para quem não sabe, o mandiokejo é um queijo vegetal, ideal para intolerantes a lactose, alérgicos a proteína do leite e também vegetarianos. É uma mistura, em pó, de mandioquinha desidratada, fécula de mandioca, feijão branco pré-cozido em pó, sal marinho, ácido cítrico e mix de vitaminas e minerais. 

Meu namorado é bastante companheiro, como já falei outras vezes. Ele topa comer tudo o que como e ainda acha tudo gostoso. Então, fizemos uma noite de fondue sem glúten e sem lactose. 

➸ Preparo do mandiokejo
Para preparar o mandiokejo, é só seguir as instruções do verso da caixa. Lá, tem 3 opções para o preparo. Eu escolhi, para o fondue o mandiokejo cremoso, ideal para lasanhas. A diferença é que eu já fiz o preparado na panela, para aquecer no fogão. Então, seguindo:
- 2/3 de xícara do preparado em pó mandiokejo
- 1/2 xícara de óleo (achei a quantidade de óleo grande mas confesso que não me preocupei tanto, uma vez que é bem raro comer fondue)
- 400 litros de água

Em uma panela, misture o preparado em pó e o óleo, mexendo com uma colher até dissolver completamente. Não se desespere! Parece que não vai engrossar mas uma mágica acontece (hahahaha).
Em seguida, acrescente a água e mexa suavemente ate obter uma mistura homogênea e aguarde de 3 a 5 minutos até que o mandiokejo fique cremoso. Gente, é só aguardar que ele fica cremoso mesmo! Aqueça em fogo baixo, mexendo sempre.
Se achar que ele ainda não está em um ponto bom de fondue, vai consertando com água, ok? Quando eu fiz, fui colocando aos pouquinhos. Desligue o fogo e deixa a mistura na panela. 

Corte os pães, leve por alguns minutos ao forno e coloque-os em uma cestinha. 
Usamos o pão integral da Berti e o pãozinho de batata da Sabor de Saúde...ficaram deliciosos!

Agora, vamos já continuar o preparo na panela de fondue. 
Primeiramente, corte um alho na metade e passe no fundo e laterais da panela de fondue. Em seguida, coloque a mistura de mandiokejo e deixe no fogo baixo. Acrescente um pouquinho de vinho branco e noz moscada. Leve para o fogareiro do fondue e pode se deliciar!

Combina demais com uma tacinha de vinho e se todo mundo animar, pode continuar com o fondue de chocolate. Nós continuamos! Derretemos o chocolate meio amargo, em banho-maria, já na panela de fondue. Cortamos bananas e morangos e aproveitamos!
Usamos o chocolate da marca Vito (foto abaixo), pois não contém glúten e lactose, apenas traços de leite, não sendo indicado para alérgicos a proteína do leite.



Ah! O mandiokejo eu encontei na Sabor de Saúde, padaria sem glúten e sem leite em SP, mas também pode ser encontrado em outras lojas de produtos sem glúten e sem lactose e no site (aqui!).

Gostaram?
Nós adoramos! 


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Receita de hoje: torta salgada feita sem liquidificador ou batedeira


Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii gente! 
Como vocês estão? 

Vocês acreditam em presentes que a vida nos dá? Eu acredito DEMAIS! 
No meu último ano em SP, justamente o ano em que fui diagnosticada, passei por momentos muitos difíceis. Não queria mais ficar em SP, profissionalmente não me sentia completa, meu namorado tinha mudado de cidade...enfim, muitas perdas para um ano só. Além disso, por não saber da doença celíaca, peregrinava de médico em médico, sempre passando muito mal. 

Um dia, resolvi passear no shopping. Estava desanimada mas logo seria o aniversário do meu namorado e eu queria comprar um presente para ele. Eu ainda não sabia do diagnóstico e resolvi almoçar no Viena. Na hora em que fui sentar, tinha apenas uma mulher sentada na mesa e pedi licença para sentar. Eu puxo papo com quem estiver por perto e puxei papo com ela. Conversa vai, conversa vem...ela morava na mesma cidade para qual o meu namorado tinha se mudado. Na hora de trocarmos telefone e emails, percebemos que não tínhamos caneta e pedi uma para uma moça que estava por perto. Assim, conheci a Tininha, sentada na mesa, e a Maruska, que me emprestou a caneta. Foi muito importante conhecê-las, pois elas representaram alegria naquele dia para mim. E ainda hoje, as duas me ajudam sempre com alguma coisa. A vida é incrível, né?

Mesmo depois de vir embora para Ribeirão Preto, continuei com contato virtual com a Maruska, que sempre lembra de mim quando vê a expressão "sem glúten" em algum lugar e corre me mandar uma mensagem, e também com a Tininha. E como a vida sempre nos reserva o melhor quando estamos abertos para isso, ela me enviou uma receita que caiu perfeitamente para o dia em que fiz: torta salgada batida na mão. Isso mesmo, gente! Sem liquidificador, sem batedeira, sem nada. Apenas um bowl (tigelinha) e os ingredientes. 
Para ajudar, bati com um fouet mas quem não tiver, basta um garfo ou uma colher. 

Como vocês já perceberam, amo alho-poró. Então, fiz a torta com ele. Mas, a receita original é de abobrinha, que ainda quero testar. Além disso, vai farinha de trigo, que substituí por amido de milho.
O melhor dessa receita é que ela permite variações. Então, dá para criar bastante!

Vamos aprender?
- 3 ovos
- 1/2 xícara de leite (pode ser o de vaca zero lactose ou dá para tentar com o de arroz também. Clique aqui para conhecer a receita do leite de arroz!)
- 1/2 xícara de óleo
- 8 colheres de sopa de amido de milho (quem quiser tentar com a farinha sem glúten, fica a vontade)
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 talo pequeno de alho poró picado - dá para colocar as folhinhas também (pode ser substituído por 1 abobrinha média ralada)
- 1 tomate picado
- 1 cebola pequena picada
- Sal e temperos a gosto
- Queijo ralado, se quiser

Em um bowl (tigela), misture todos os ingredientes e coloque em uma forma untada. Leve ao forno por, aproximadamente, 40 minutos. Para verificar se já assou, espete um palitinho de dente, ok?

Muito fácil, não é?

Gostaram do enfeitinho? Uma amiga muito querida foi fazer parte do doutorado dela na Dinamarca e eu levei para a despedida dela. É um garfinho de plástico e as folhinhas são hortelã! Ficou fofo, né? 
Comida enfeitadinha dá um toque especial...não se esqueçam disso, ok?!

Vamos as opções para substituição?
- Recheios:
* Berinjela
* Abobrinha
* Carne moída já cozida
* Frango desfiado
* Peito de peru
* Bacalhau
* Palmito

- Temperos e adicionais:
* Salsinha
* Cebolinha
* Pimenta
* Pimentão
* Manjericão
* Queijo ralado
* Azeitona
* Milho
* Ervilhas
* Ovos cozidos picados

Viram quantas possibilidades? E aposto que cada um que ler terá mais uma ideia diferente! 
Usem a imaginação!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Receita de hoje: leite de arroz


Mais um leite vegetal! 
Receita ideal para intolerantes a lactose, alérgicos a proteína do leite e vegetarianos que não consomem leite de origem animal. 

Bom, o que eu achei desse leite? Uma super possibilidade, gente! Na minha opinião, não é o tipo de leite para se tomar com chocolate em pó, por exemplo. Mas esse é o meu paladar e como eu acredito demais na adaptação, não desacredito que muitas pessoas façam dessa forma e gostem. 

Quando aprendi a fazer essa receita, com a Doris Gomes, ela disse que esse leite vegetal é ideal para receitas salgadas: tortas, creme de leite ou molho branco. Foi aí que eu quis tentar o molho branco, já que até hoje nunca tinha feito um sem ser com leite de vaca. 

Adoramos o resultado! Fiz em um almoço, para mim, irmã e namorado e eles aprovaram. O menu do dia foi fusilli ao molho branco (próxima receitinha, hein?!).

A receita original é com arroz integral mas, na hora, eu não tinha o integral. Então fiz com o branco mesmo e gostei do resultado. 

Vamos  lá? Mudei só a quantidade de água!

- 1 xícara de arroz branco ou integral
- 10 xícaras de água 

Em uma panela, coloque o arroz cru e cubra com água (4 xícaras), deixando cozinhar por 15 minutos. Depois de cozido, ele deve estar molinho, meio "papa". Escorra a água e bata no liquidificador com 6 xícaras de água mineral. Aqui a quantidade de água vai depender muito da consistência que se quer dar ao leite, ok?!
Em seguida, coe em um pano beeeeeem fininho, quanto mais fino, melhor! 

Conserve fechado, na geladeira. 
Eu acabei não usando tudo o que fiz e congelei. Não sei se dá certo mas, melhor que jogar fora, não é?

Ah! E o que sobrar no pano, não joguem fora. Eu congelei porque ainda estou buscando uma utilidade para aquela massa, ok? 

E fiquem ligados porque a próxima receitinha é a do molho branco, hein?!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Receita de hoje: + um bolo de cenoura (o mais fofinho do universo!)



Que vontade que eu estava de um bolinho de cenoura! E resolvi seguir essa receitinha da Andréia Cardoso, lá do grupo Viva sem Glúten e leitora aqui do blog também. Ela faz o bolo no liquidificador e eu troquei pela batedeira. Então, juntei essa receita com uma dica da Alessandra Kisik Bomm, lá do grupo também, que é cozinhar as cenouras antes de adicioná-las a receita. AMEI o resultado! O bolo de cenoura mais fofinho que já comi na vida. Geralmente, o bolos de cenoura embatumam um tiquinho, né? Esse não...nadica!

Simbora fazer e matar a vontade!

Para a massa, separe:
- 3 ovos
- 2 xícaras de açúcar
- 1 xícara de farinha de arroz
- 1 xícara de farinha sem glúten (usei a indicada pela Andréia, da marca Sabor Vital, pois eu já tinha em casa. Intolerantes a soja, cuidado, tem farinha de soja, ok? Quem quiser testar, pode usar a da Aminna também)
- 1/2 xícara de óleo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 2 cenouras e meia 

Primeiro de tudo, iremos cozinhar as cenouras. É só cortar em rodelinhas e levar ao fogo com água para dar uma cozinhada. Em seguida, retire da panela e esfrie-as em água corrente. Bata as cenouras no liquidificador para formar uma massa. Reserve.

Em uma batedeira, bata os ovos, o açúcar e o óleo por aproximadamente 3 minutos. Em seguida, acrescente as cenouras batidas e bata mais. Vai formar um massa com alguns pedacinhos de cenoura (eu adoro! Se você não gosta, melhor fazer a receita no liquidificador). Aos poucos, vá adicionando as farinhas e batendo. Quanto mais bater, melhor!

Acrescente o fermento em pó, mexa com uma colher e despeje o conteúdo da batedeira em uma forno untada. Gente, eu unto só com óleo. Aprendi essa dica e deu super certo! Aí, é só levar ao forno a 180º graus, por aproximadamente 30 minutinhos. 

Vamos a calda
- 1/2 copo de água
- 2 colheres de sopa rasas de chocolate em pó
- 3 colheres rasas de açúcar (ou a gosto)
- Usei um pouquinho de margarina Becel mas quem quiser, pode tentar fazer sem (usei o equivalente a uma colherinha de café)

Misture todos os ingredientes em uma panela, levando ao fogo. Deixe ferver até dar uma engrossadinha. Aí, é só jogar em cima do bolo. Pode se deliciar!

Dica bacanérrima: se quiser comer um bolinho com cara de que acabou de sair do forno, é só aquecer o pedaço por aproximadamente 20 segundos. Huuuuum!


BABEM!



Gostaram? Espero que sim! 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Receita de hoje: ricota falsa (de amêndoas)


Antecipando a receitinha, que foi pura invenção minha! Bom, alguém já deve ter tido essa ideia, mas eu confesso que eu não pesquisei para fazer nem nada. Resolvi fazer uma nova receita de leite de amêndoas (clique aqui para aprender!) e quando coamos no pano as amêndoas batidas com água filtrada, sobra uma espécie de "massa". Quando peguei essa massa na mão para ver a textura, ela foi se soltando, formando gruminhos. Quando olhei para aquilo, na hora soltei: "gente, isso é ricota!" 
Coloquei na boca para provar o sabor e era neutro. Aí, fiquei mais feliz ainda: "Dá para fazer uma falsa ricota temperada! Que demaaaaaaaaaaaaaaais!"
Meu namorado só dava risada!

O fato é que eu estava certa, pelo menos dessa vez. Fui para a cozinha e lá acrescentei alguns ingredientes para transformá-la em um queijinho temperado. Deu super certo e eu amei o resultado. 
Vejam o que eu preparei...uma tapioca com a ricota falsa, rúcula e tomatinhos cerejas. Ficou esplêndido!




Vamos aprender?
Na realidade, fui fazendo a olho, mas vou tentar quantificar para vocês terem ideia, ok?

- Massa de amêndoas (é a massa que sobrará no pano após coar as amêndoas batidas com água. Para acessar a receita do leite de amêndoas, que produzirá essa massa, clique aqui!
Eu fiz o leite de amêndoas com 30 amêndoas hidratadas mais 300/400 ml de água filtrada, aproximadamente
- 1 colher de sobremesa de azeite
- Alho, sal e orégano a gosto

Só isso?! Só isso, gente! Dá para acreditar?

Bom, a primeira coisa a se fazer é colocar o azeite na massa de amêndoas. Depois, acrescentar o sal e o orégano. O alho, para não ficar muito forte, eu amassei no amassador de alho e coloquei apenas 3 pedacinhos, do tamanho de um arroz. Coloquei bem pouquinho e achei que foi suficiente.

Não é fácil?!
E o melhor, reaproveita uma sobra que muitas pessoas jogariam fora, como eu fiz da primeira vez em que fiz o leite!

Apaixonei!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Receita de hoje: bolo fudge de micro-ondas

               

Me perdoem! Me perdoem! Me perdoem!

Minha vida está uma loucura, gente! A vida está corrida...fim de semestre, milhares de trabalhos para resolver! Sei que estou super em falta com as receitas aqui no blog e principalmente com outras informações. Adorava escrever e refletir aqui no blog e não tenho tido tempo para isso. Quero ainda fazer um post sobre o livro "Barriga de Trigo" que estou lendo. 
Quem tem facebook e acompanha o blog por lá, sabe que sempre estou postando coisas bacanas. Então, não deixe de acompanhar por lá. Lá é mais dinâmico e rapidinho consigo postar alguma coisa. É só curtir a página aqui!

Como eu estou em falta e prometi recompensá-los, estou trazendo uma receita mais que demais!
Adoro programas de culinária e estava assistindo "Homens Gourmet" quando o Dalton Rangel fez essa receita. Gente, fiquei de cara e se não tivesse testado, duvidaria até hoje de que ela é perfeita. O que eu chamo de uma receita perfeita? Aquela que é gostosa, prática, fácil e rápida. Perfeita² se ela for saudável!
A receita original não é sem glúten e sem lactose, mas eu troquei a farinha de trigo pela FSG e o leite de vaca pelo zero lactose e ficou supimpa demais! Ah! Também substitui o açúcar branco pelo mascavo.

Vocês vão ver que além de todas essas qualidades, ele forma um bolinho cremoso e quente, para servido logo que sai do micro-ondas. Quem gosta da combinação chocolate + café, vai amar!
Eu fiz metade da receita e renderam 4 porções individuais . A ideia é não fazer muito porque ele é gostoso na hora. Depois, ele não fica tãããããão bom.

Mãos a obra?!

Separe os ingredientes:
- 1/2 xícara de açúcar mascavo
- 1/2 xícara de cacau em pó (pode ser chocolate em pó também. Se tiver açúcar, preste atenção para não ficar muito doce)
- 1/2 xícara de café se açúcar (não é o pó, é o café pronto)
- 1/2 xícara de FSG (farinha sem glúten - uso sempre a da Aminna)
- 1 colher de sopa não muito cheia de fermento em pó
- 100 ml de leite de vaca zero lactose (quem testar com leites vegetais, me conta como ficou, tá?)
- 10 ml de óleo
- 1 ovo

Em uma tigela, coloque o ovo, o açúcar mascavo e o óleo. Misture bem com um fuet.


                       ≛

Aliás, você sabe o que é um fuet? Aposto que sim, só não associou o nome ao objeto!

        ≛



  • Em seguida, adicione, aos poucos, o cacau em pó, a FSG e o fermento químico. Mexa novamente. Depois, acrescente, devagar, o café e o leite. Mexa mais. 
  • Coloque a mistura nos potinhos e leve ao micro-ondas, um a um, por aproximadamente 24 segundos. A receita original pede 12 segundos mas eu achei muito pouco. Acabei encontrando o tempo ideal para o meu microondas e foram 24 segundos. Cada micro-ondas é de um jeito, né? Então sugiro que fiquem atentos e testem até acharem o tempo ideal.
  • Depois de pronto, decorei com o próprio açúcar mascavo e servi com morangos. O namorado e a irmã aprovaram!

  • Facinho, não é?



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