quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Receita de hoje: batata suíça (ou batata rösti)



Hoje eu estou chique, gente! Vou passar para vocês uma receitinha suíca, daquelas de comer de joelhos. 
Nhami! nhami!

A famosa batata rösti, ou comumente chamada de batata suíca, é originária do Cantão de Berna, lá da Suíca. O termo rösti refere-se a produtos que quando preparados ficam douradinhos e crocantes. Adoro uma crocância! 

Decidi fazer esse prato para receber uma amiga em casa. Mas, ela também trabalhou e contribuiu para que tudo ficasse delicioso. Adoramos a receitinha e demos boas risadas...
Não seguimos uma receita só. Lemos várias e aí fomos fazendo conforme tínhamos lido e achávamos que daria certo.

Mas, vou falar a verdade verdadeira. Não é uma receita romântica não, pois ela é bem gordurosa. Ou seja, você vai ficar cheirando a gordura, vai sujar seu fogão e você pode até se descabelar nas primeiras vezes, pois vai exigir um pouco de habilidades manuais ou um ajudante. Agora, se você é um Edu Guedes ou uma Ana Maria Braga, certamente fará a batata rapidinho e me achará uma boba por ter precisado de um ajudante. Mas, se isso consola a você, que como eu, não é nenhuma dessas personalidades, na segunda vez em que fiz a batata rösti, me saí bem melhor (ao invés de precisar de um ajudante, precisei apenas de um prato).

Quer saber tudo o que você vai precisar? Vou mostrar a receita para uma batata, que mata BEM a fome de uma pessoa.

- 1 batata grande por pessoa
- Azeite ou óleo (usei óleo mesmo)
- Recheios (pode ser o que você preferir: frango desfiado, linguiça calabresa, peito de peru, queijo, requeijão, salsinha...). Para essa receita usei o queijo sem lactose Balkis, requeijão de soja Requeisoy e linguiça portuguesa.
- Sal

Em primeiro lugar, lave a batata. Após lavá-la, coloque-a para cozinhar um pouco, com a casca. Não é para que ela cozinhe para um purê, é apenas para que ela não fique totalmente crua. São só alguns minutos. Vá espetando um garfo para verificar. Ela tem que estar ideal para ser ralada.
Após cozinhá-la, descasque-a. Com um ralador, rale a batata.
Próximo ao fogão já deixe todos os ingredientes fáceis para você manusear, junto com um prato que irá auxiliar o manuseio da batata. Gente, não tenho habilidades para virar a batata como muitos fazem com a omelete, por isso a necessidade de um prato.

Em uma frigideira, coloque o óleo e deixe esquentar um pouco. Não é apenas um fio, é uma quantidade equivalente, mais ou menos, a 1 ou 2 colheres de sopa. Abaixe o fogo e forre o fundo da panela com parte da batata ralada. Em cima desse "forro", coloque um pouco de sal e vá acrescentando os ingredientes que desejar, formando o recheio. Após colocar o recheio, acrescente a outra parte da batata ralada. Com o auxílio de uma espátula, vá soltando o fundo da batata para que não grude tanto. Deixe fritar e ficar bem sequinha. O ideal é que você levante um pouquinho a batata para verificar se já está sequinha.

Estando sequinha, chegou o grande momento: virar a batata para que ela fique sequinha do outro lado também. Para isso, você vai usar o prato. Vire a batata em cima do prato. Coloque um pouco mais de óleo e com a espátula, vá empurrando devagar a batata de volta para a frigideira. Desse lado, coloque um pouquinho de sal também. Deixe dourar desse outro lado e pronto. É só servir.

Esse prato tem que comer quente para que a batata não perca a crocância, tá?

Gostaram?
Espero que sim!

Quando forem saborear, lembrem de mim!

Beijocas

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Receita de hoje: cake balls de chocolate


Vocês se lembram dessa receita, não é?
Ela fez muito sucesso quando postei na fanpage. E com razão, pois é maravilhosa. Escolhi exatamente essa porque estamos na semana da criança! E criança remete a alegria, momentos divertidos e doces, não é? (De vez em quando, hein!). Que tal reunir a garotada e preparar essa receitinha no fim de semana? 

A única ressalva que faço é que realmente dá um pouco de trabalho e toma um certo tempo. Mas, eu me programei e consegui fazê-la em um fim de semana, já que minha semana é super corrida. Sendo assim, se vocês estiverem supervisionando, as crianças podem ajudar com pequenas tarefas (por favor, nada de fogão, forno ou outras atividades que coloquem os pequenos em risco).

O foco do blog é sempre receitas mais simples e fáceis, sempre com aquele tom: "Poxa, queria tanto fazer tal coisa..." e aí quando abrimos a geladeira e o armário encontramos pelo menos mais da metade dos ingredientes. Porém, algumas receitas mais trabalhosas valem a pena, pois geralmente são receitas não para o dia a dia corrido, mas para uma ocasião específica. Por exemplo, a de hoje é ideal para comemorar uma data especial, para um fim de semana, aniversário...Ninguém (pelo menos, espera-se!) vai comer cake balls todos os dias.

A fonte dessa receita é um blog que eu gosto muito, o Lactose Não. Não sei quem está a frente dele mas é bem bacana. Recomendo!

Para quem não sabe, cake balls são bolinhas feitas de bolo, uma variação dos cake pops.

Esses são os cake pops
Fonte: Bakerella

Em resumo, ele fica bem parecido com um docinho de festa, porém feito com massa de bolo. Fica super bacana e delicioso. No site da Bakerella, tem vários modelinhos, um mais lindo do que o outro. Vocês vão se apaixonar!

A receita original contém glúten, pois vai farinha de trigo. Então, eu substitui a farinha de trigo pela FSG da Aminna. Por ser sem lactose, não precisei fazer nenhuma substituição. Assim, ficou tudo perfeitinho. Meu amor me ajudou. Aliás, quero agradecê-lo por isso  

Vamos aprender?

Para a massa:

- 1 xícara de cacau/chocolate em pó
- 2 xícaras de FSG (farinha sem glúten)
- 1 xícara de açúcar
- 1 xícara de água morna
- 3/4 xícara de óleo vegetal
- 3 claras em neve
- 1 gema
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Bata as claras em neve e reserve. Em seguida, bata, em outro recipiente, o açúcar, óleo, gema, água morna e, aos poucos, a farinha e o cacau/chocolate em pó. Depois de bater bem, misture com uma colher as claras em neve e o fermento. Em forno pré-aquecido, asse por uns 20 minutos, a uma temperatura de 230º.
Após estar assado, deixe-o reservado.

E agora? Como transformar essa forma de bolo em uma bolinha deliciosa? A receita original diz que devemos amassá-lo e em seguida, acrescentar leite condensado para que fiquem grudentinhos, com consistência de docinho. Quem não tiver IL (intolerância a lactose) pode amassar com o leite condensado. Agora, quem for IL, como eu, vamos preparar um leite condensado de...????
LEITE DE COCO! Gostaram da ideia? Achei muito nota dez quando vi.

Bom, antes de passar a receita, quero dizer que como o mundo é pequeno, seria estranho se aqui no mundo virtual ele também não fosse...
A receitinha do leite condensado de coco eu retirei do Lactose Não, que retirou e adaptou do O diário de receitas sem lactose (da minha querida Monalisa), que retirou do blog Deli Art Cake Creations (da minha querida Didi). Para quem não sabe, a Didi mudou a minha vida quando me ensinou a fazer marshmallow. Minha família que o diga!

Chega de bla bla bla?

- 200 ml de leite de coco (1 garrafinha)
- 2 colheres de sopa de açúcar

Leve o leite de coco ao fogo e espere levantar fervura. Desligue o fogo e adicione o açúcar mexendo até dissolver. Ligue novamente o fogo e espere até que o leite reduza pela metade. Espere esfriar.

Essa receita vale super a pena. Caso queira que ele fique na consistência do leite condensado original, leve a geladeira. Para a receita de cake balls, não é necessário. Deixe apenas esfriar.

Vamos montar?
Para começar, quero dizer que não usei o bolo todo, apenas a metade. A outra metade aproveitamos como bolo mesmo. Então, essa quantidade de leite condensado de coco parece pouquinho mas não é, é o suficiente para a metade da forma.
Corte o bolo em pedaços e vá esmigalhando com as mãos. Vá adicionando, aos poucos o leite condensado, sempre amassando com as mãos. Ele ficará como uma massa compacta e é daí que vocês conseguirão fazer as bolinhas. Fiz um passo-a-passo para vocês entenderem. Confiram:


Então, deixe as bolinhas reservadas, pois vamos preparar o nosso chocolate para cobri-las. Eu usei o chocolate meio amargo Melken, da marca Harald. Ele não possui glúten e nem lactose, apenas traços de leite (os traços de leite são prejudiciais para quem tem alergia a proteína do leite, ou seja, não pode comer nem um pouquinho, como nós com relação ao glúten)



Para derreter, eu não costumo colocar em banho maria. Apenas coloco alguns segundos no microondas (cuidado para não queimarem o chocolate, hein?). Até agora deu certo, mas cada um faz da forma que achar melhor, ok?
Derretendo o chocolate, é só passar a bolinha no chocolate derretido. Em seguida, da para enfeitar, como eu fiz com os meus na foto. Pode enfeitar com as bolinhas coloridinhas, coraçõezinhos, granulado, coco ralado, enfim...usem a imaginação.

Dica:
- Nesse dia eu inventei de rechear com marshmallow. Tivemos um baita trabalhão e eu não achei que valeu a pena. Acabei machucando os dedos, de tanto apertar o injetor. Depois, quando fomos comer o marhsmallow havia sido absorvido pela massa. Sem o marshmallow já fica maravilhoso, podem apostar.

✔ NOVIDADE
Tempos atrás eu tinha, na fanpage do blog, um álbum só com as receitas. Depois, achei melhor apagar.
Agora, voltei a organizar as fotos dessa forma, divididas por temas. Vejam como ficou:


 
O que acharam? 
Quero saber a opinião de vocês!

Um excelente dia das crianças para todos os pequeninos. 
Desejo, do fundo do meu coração, que eles possam crescer saudáveis e felizes. E os que forem celíacos, sem glúten!

Muitas beijocas na pontinha do nariz e uma vida de marshmallows para todos vocês

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O que fazer quando vamos comer em restaurantes?



Quem acha que comer fora de casa é um GRANDE desafio, levanta a mão!
Nesse momento, imagino todos os celíacos do universo com as mãos levantadas, lembrando das diversas situações pelas quais já passaram ao saírem de casa para comer. Depois de já ter passado por elas, dá até vontade de rir de algumas mas, na hora, a última coisa que nos passa na cabeça é rir da situação.

Para mim, comer fora de casa tendo restrição ao glúten é a parte mais difícil da vida que levo. Comer em casa, preparando nossas próprias refeições, nos dá a certeza de que podemos comer com segurança. Muitas vezes acabo trocando uma refeição em um restaurante por uma refeição em casa, justamente por pensar em tudo que terei que questionar e de todos os aspectos que terei que me certificar para comer tranquilamente. Posso dizer que em São Paulo é bem diferente daqui onde eu moro, Ribeirão Preto. Exceto pelas redes que possuem cardápio especial, dificilmente um restaurante me recebe com um sorriso no rosto, sabendo, no mínimo, o que é glúten. A maioria torce o nariz e ainda deve pensar: "Que menina fresca! Por isso está tão magrinha...!"
Óbvio que nenhum lugar (ainda) é o paraíso para nós (exceto os restaurantes especializados), onde todos sabem o que é glúten, todos os estabelecimentos oferecem alimentação sem glúten ou, pelo menos, um cardápio marcando o que podemos ou não comer. Isso seria um sonho, não é? Mas, em alguns lugares, viver como celíaca é mais fácil do que em outros. Posso dizer isso porque já morei em São Paulo e atualmente moro aqui. Em São Paulo, já contamos com vários estabelecimentos aptos a nos receberem, enquanto que aqui, exceto pelas redes, como mencionei acima, não há nenhum. 

Sonho de todo celíaco!

Quando encontramos um restaurante com cardápio especial para celíacos (e não para quem faz dieta isenta de glúten por opção), ficamos super felizes, ainda que tenhamos que nos certificar de alguma coisa. Porém, esses estabelecimentos ainda são poucos e o que mais encontramos são lugares que não estão preparados para nos receber. 
O que me motivou a escrever esse post foi a quantidade de emails que recebo perguntando onde me alimento, como faço quando tenho que sair de casa, que tipo de perguntas eu faço, que comidas eu peço. Então, pensei: "Recebo tantos emails sobre o assunto. Então, por que não escrever?!". 
Ao longo das outras postagens, sempre dou dicas que tem relação com a alimentação fora de casa. Por exemplo: já falei sobre contaminação cruzada, sobre como se alimentar em festas...Então, decidi compilar e ser bastante objetiva na postagem de hoje, basicamente para responder as perguntas que tenho recebido.

Aliás, aproveito para AGRADECER tantos emails carinhosos, de pessoas de diferentes lugares. Fico me sentindo muito honrada por poder ajudá-los e eu espero, de coração, que toda a minha dedicação chegue até vocês em forma de muita energia positiva. Ser celíaco não é e não deve ser o fim do mundo. Sejamos positivos!

Continuando, vou contar para vocês como costumo me virar nos lugares que frequento onde geralmente as pessoas não sabem o que é glúten e muito menos contaminação cruzada. 
Posso afirmar, com toda a certeza, que não há contaminação cruzada nesses lugares? 
Não! Não posso afirmar porque não entro na cozinha e não acompanho o pessoal da cozinha fazendo os alimentos. Hoje, dificilmente como fora de casa e quando isso acontece costumo levar minha marmitinha ou conferir umas mil vezes o que vou comer. É um risco que corremos mas eu tento, ao máximo, junto ao garçom, gerente ou chef (ou todo mundo junto) pensar em um prato simples e gostoso. Por que simples? Porque quanto mais inventamos moda, maiores as chances de o prato estar contaminado com glúten. Então, todos os restaurantes que frequentei e não tive reação alguma, encontra-se aqui no blog, no canto esquerdo da tela, em uma lista. 
Lembrando que não ter reação não é um parâmetro 100% confiável porque muitos celíacos são assintomáticos, ok!

Para que essa combinação ocorra da melhor maneira possível, não devemos nos esquecer de sermos simpáticos e sorridentes, enfatizando que sentimos muito a confusão que estamos causando mas é que realmente gostaríamos de estar lá com nossos familiares (ou amigos) e os cuidados são necessários, uma vez que consumir glúten, é sair dali direto para o hospital. Vai funcionar? Pode ser que sim e pode ser que não mas, com certeza, melhor do que se você fechar a cara e achar que eles deveriam saber o que é glúten. Confesso para vocês que nos restaurantes em que fui mais simpática, consegui as coisas mais facilmente. Por isso que quando não estou em um bom dia, prefiro comer em casa (Ô TPM!).

Quanto mais simpáticos formos, mais teremos sucesso na nossa alimentação

É claro que as exceções existem e às vezes mesmo que nós sejamos claros e objetivos, o funcionário não escuta metade das coisas que falamos. Nesses casos, não volto mais ao estabelecimento, pois acabo não me sentindo segura.
Aqui em Ribeirão Preto, já fui a um lugar onde o funcionário conseguiu ser super desagradável soltando a seguinte frase, em um tom nada simpático: “Nossa, mas desse jeito é extremamente complicado a senhora sair de casa.” Dá ou não dá vontade de matar? Ainda bem que depois passa, né gente? (Sério, o pior é que depois que passa a gente consegue pensar em um milhão de respostas inteligentes!) 
Achei tão desagradável a forma com que ele falou comigo. Eu, no lugar dele, certamente teria dito: “Me desculpe mas infelizmente acredito que nada do que servimos é seguro para que a senhora coma. Peço desculpas pelo inconveniente.” Certamente eu ficaria desapontada mas não com raiva e achando um absurdo por ter ouvido aquilo e ter comido arroz e ovo de codorna, pagando 10 reais pelo prato.

Então, o que eu peço geralmente? Arroz, salada e filé de frango ou filé bovino grelhado. É um prato simples, gostoso, saudável e com menores chances de contaminação cruzada.
Eu sei gente...às vezes todo mundo come um prato super delicioso e nós ficamos no grelhado. Tenho consciência disso mas minha preocupação com relação a doença é muito maior. Sinceramente, prefiro abrir mão de comer uma comida diferente. 

Depois de “escolher” o prato (sem ter muita escolha), confiro com o chef ou garçom que tipos de temperos são colocados no arroz e na carne, eliminando a existência de quaisquer temperos industrializados, principalmente os caldos de carne, de galinha, entre outros, já que a maioria contém glúten. Pode até ser que o utilizado não contenha, mas aí será mais um aspecto a verificar...enfim, aumentam-se as chances de erros e, consequentemente de contaminação cruzada. Lembrando, vamos optar pelo mais simples. Conferida essa parte, é hora de combinar o modo de preparação. Costumo pedir, por gentileza, se ele pode grelhar minha carne em uma panela separada, com talheres limpos e óleo novo, caso seja de costume usá-lo para grelhar.

Quando já é uma refeição programada, ou seja, eu já sei que vou em tal restaurante em determinado dia, ligo antes para verificar a possibilidade de comer, enfatizando o arroz, grelhado e salada. Se não tenho nada programado e vou de última hora, sigo esses passos que contei para vocês.

Tentei, em uma figura, compilar essas dicas, enfatizando o que faz com que aumentemos ou diminuamos as chances de ter uma alimentação segura. 



Já cheguei a comer ovo frito com arroz e feijão em um barzinho só para estar com os amigos. E comi feliz da vida, além de estar delicioso (amo ovo!), estava feliz por estar com amigos. E viver é isso, ir se adaptando as situações.

Espero que as dicas possam ajudar a todos vocês e que possamos, a cada dia, refletir mais sobre nossa condição, encontrando melhores estratégias de adaptação.
Quem tiver mais dicas ou comentários bacanas, pode comentar aqui, pois são muito bem-vindos. 

Um beijo bem grande

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Receita de hoje: pudim de leite condensado de soja

       

Gente, minha vida está uma loucura! Eu só tenho que agradecer a compreensão de todos para a demora em escrever no blog. Meu tempo anda apertadinho!

Mas a vida continua...não estou reclamando (de maneira alguma!), apenas comentando e justificando meu sumiço. Mas, para quem acompanha o blog no facebook, sabe que estou bem presente. Espero que as dicas estejam sendo bem aproveitadas.

Bom, essa receitinha de hoje foi uma ideia do meu amor. Na verdade, não só uma ideia, mas uma surpresa. Ele quis fazer um pudim e pegou a receita original no Cybercook e só me deixou ver o que era depois de pronto. Vejam só, fiquei proibida de entrar na cozinha! Mas foi por um bom motivo, concordam?

A única mudança na receita original foi que ele acrescentou essência de baunilha para ver se diminuía o sabor acentuado da soja e que ao invés de usarmos o leite de soja, usamos o leite de vaca sem lactose. Eu, particularmente, achei que funcionou bem e adorei. Ele achou que no dia seguinte o sabor da soja acentuou. 
Mas, convenhamos, é muito dificil ficar igual ao pudim de leite, mas eu acredito que adaptação é a base de tudo. Eu adorei e não podia deixar de compartilhar com vocês!

Antes de divulgar a receita, gostaria de compartilhar uma reflexão...

Lembrando que muito tem se falado a respeito da soja. Mais especificamente, sobre os prejuízos que ela pode trazer. Recebi uma dica valiosíssima de uma leitora, a Margaret, que me alertou sobre os efeitos do consumo da soja sobre a tireóide. Acho super importante estarmos por dentro do que se tem falado e fico sempre grata pela participação de todos. Alimentação é tudo! Aliás, foi ela quem me indicou o livro "Barriga de Trigo", que ainda não tive a oportunidade de ler. Obrigada pelas super dicas!
O ponto mais importante da nossa vida é o equilíbrio e os nossos pensamentos. Penso que tudo o que comemos, em excesso, traz algum prejuízo. A vida demanda que nós tenhamos equilíbrio e saibamos o que comer, na quantidade e no momento certos. Dessa forma, o blog não tem a função de boicotar os desejos de ninguém. Cada um é livre para decidir se deve acatar ou não a uma receita publicada. Alimentação é uma questão muito individual, pois o que é bom para mim pode não ser para vocês e vice versa. Por exemplo, banana é uma fruta, ou seja, teoricamente, ela é saudável para todos. Porém, eu não posso comer todos os dias, em excesso, porque ela me dá náuseas e fico me sentindo empanturrada. Sendo assim, ela não é  tão saudável para mim como pode ser para outras pessoas. E ter um blog é isso, agradar alguns, desagradar outros...quando me coloquei a disposição dele, tinha consciência disso. 
Na minha concepção (vejam, minha e talvez não a de todos), tudo o que jogamos para o universo volta para nós. Então, se pensarmos que a cada alimento que ingerimos vamos adoecer por algum motivo, certamente é isso que o universo nos dará de volta, uma doença. Atraímos aquilo que pensamos, a cada momento de nossas vidas. Por isso, sou a favor do equilíbrio, pois também nada adianta comer alimentos não saudáveis e achar que vamos escapar só porque temos bons pensamentos. É importante que saibamos que se tivermos equilíbrio com nossos pensamentos, atitudes e alimentação, aumentamos a chance de vivermos bem. 
Cada leitor deve ter acompanhamento de um profissional específico da área e decidir, junto a ele, o que deve ou não comer. Gosto de deixar isso claro porque se decidir seguir tudo o que escrevem sobre os alimentos, o blog se resumirá a receitas que levam somente água, pois as frutas, verduras e legumes trazem com eles resquícios de agrotóxicos, as farinhas causam outros prejuízos, a soja não é boa, o leite também não...Aqui, quem escreve não é a nutricionista ou médica de vocês, mas sim uma companheira de jornada, uma pessoa que gosta de comer de tudo mas que considera (e muito!) a importância de estarmos equilibrados e sermos saudáveis...
Espero que as receitas ajudem vocês a matar alguns desejos, de vez em quando, e mais do que tudo, espero que vocês encontrem, a cada dia, equilíbrio para se manterem saudáveis e com um sorriso no rosto. 
Por isso, a melhor dica que posso oferecer a vocês, nesse momento, é que vocês continuem ouvindo o corpo de vocês e façam as receitas que ele aceitar. Isso é fundamental! Continuem participando, mandando informações, isso ajuda muito o blog a crescer, sem contar que me ajuda, tanto como celíaca como para repassar informações a vocês. 

Vamos a receita, então?
Separe os seguintes ingredientes:

- 1 lata de leite condensado de soja
- A mesma medida de leite de vaca sem lactose (quem não encontrar, pode usar o leite de soja)
- 3 ovos
- 1 colher de sobremesa de amido de milho
- 1/2 xícara de chá de açúcar
- 1 colher bem rasa de sobremesa de essência de baunilha. Quem preferir, pode até colocar menos.

Primeiramente, pré-aqueça o forno a 180 graus. No liquidificador, bata o leite condensado, o leite, ovos e o amido de milho, até obter uma massa homogênea. Por último, acrescente a essência de baunilha e bata mais. 
Caramelize o açúcar em uma forma de furo no meio (18 cm de diâmetro). Coloque o pudim e leve para assar em banho-maria por cerca de uma hora. O meu namorado não fez em banho-maria e ficou bom. Então, não sei dizer qual a diferença de fazer com ou sem o banho maria. 
Depois, é só desenformar (ainda quente) e se deliciar. 

Achei que o gosto e a textura ficam muito parecidas com a receita original do pudim de leite condensado. 

Aproveitem!
Quem testar a receitinha, manda uma foto para que ela seja publicada na fanpage. 

Beijocas 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Meu primeiro show como celíaca

Estou eufórica até agora!

Nunca comentei aqui mas quem convive comigo sabe que sou fã de carteirinha, há muitos anos, do John Mayer. Sonhava com o dia em que ele viria ao Brasil e esse dia chegou. 

Para quem não sabe, esse é o John Mayer, que possui canções famosas como "Daughters" e "Bigger than my body", já tocadas em novelas brasileiras.

Porém, sair de casa pode ser um dos nossos maiores pesadelos, não é? Ainda mais quando são muitas horas ou dias longe. Eu, pelo menos, não consigo ficar muitas horas sem me alimentar.  

E então, o que comer? O que fazer? 

Geralmente, em shows grandes, como esse, sempre há comidas e bebidas no local (com um preço bem salgado mas tem). O show aconteceu em São Paulo, na Arena Anhembi. Dias antes, liguei para a empresa organizadora do evento e expliquei a situação, perguntando como eu deveria proceder, visto que teria que chegar cedo ao local e precisaria me alimentar. Até confirmei com ela o que teria lá para comer e ela me respondeu: "Crepe, cachorro quente...". Ou seja, tudo repleto de glúten. Fui orientada a levar uma declaração médica. Comentei que a declaração que eu tenho é antiga e ela me respondeu que não tinha problemas. Inclusive, antes mesmo dela responder que não havia problemas, comentei que é um diagnóstico que não tem cura, portanto eu ainda não poderia comer nada com glúten, desde a data da declaração.
E assim foi, separei minha declaração e meus lanchinhos. Mas, para variar, esqueci a declaração em casa. No entanto, não tive nenhum problema para entrar no local do show com minha alimentação. Tive minha bolsa revistada, procedimento comum, e assim que a mulher olhou minha bolsa, comentei: "Tenho intolerância alimentar e entrei em contato com a organização, que me liberou a entrada com esses alimentos". Ela nem se incomodou e me deixou entrar. Dali em diante era só curtir, como eu fiz. 

Foi sensacional! Um dos melhores momentos da minha vida. Curti e cantei muito!

Bom, mas vocês devem estar curiosos para saber o que levei para me alimentar, certo? 
Saí de casa 16 horas e só retornei 1 hora da manhã.

Além do lanche natural, que preparei com pão Berti, levei:

Cookies da Mr. Premium

Ovinhos de amendoim Elma Chips
Salgadinho de soja Good Soy
Paçoquinha
   

Barrinha de gergelim com linhaça e castanha de caju

Deu tudo super certo!
Lembrando que, nesses casos, o melhor a se fazer é levar produtos industrializados, por conta da conservação mesmo. Às vezes, levar um lanche natural sem refrigeração adequada pode trazer mais problemas do que levar algum alimento industrializado e, portanto, menos saudável. No meu caso, o tempo estava frio e me programei para comer o lanche antes do show começar, sem deixar muito tempo na bolsa.
Também, é sempre bom também alternar entre alimentos salgados e alimentos doces. Frutas podem ser uma boa opção se também forem armazenadas adequadamente, pois é horrível comer frutas amassadas. Lá no show, não havia pia para lavar as mãos, o que dificulta bastante quando você pode se sujar com alguma fruta. Não é nada legal ficar com a mão grudando ou correr o risco de manchar a roupa limpando as mãos nela. Por isso, é sempre bom levar álcool gel na bolsa, caso precise limpar as mãos para comer ou após comer. Sempre tenho um e uso demais com essa história de sempre comer os alimentos de casa fora dela. [Uso um super cheiroso (MESMO) da Bath and Body Works. Comprei vários quando viajei. Eles custam 1,75 dólares. Muuuito baratinhos e não deixam a mão com um aspecto seco. Quem tiver a oportunidade de comprar, recomendo! Quem não tiver, não se preocupe, temos várias marcas nacionais boas.]


Nesses shows, geralmente não é permitida a entrada de bebidas. Portanto, é bom separar um dinheirinho para consumir alguma bebida lá dentro. O mais apropriado é água mesmo, pois as bebidas alcoólicas giram em torno da cerveja (puro glúten!). Os refrigerantes não são nada saudáveis mas são liberados por não conterem glúten.

E super importante, gente: a questão da alimentação não pode e não deve estragar o show e vice versa. A nossa alimentação é nossa saúde, não devemos burlá-la. Então, nada de vergonha dessa "vida de marmiteira". Precisamos dela para nos mantermos saudáveis e com muita energia para curtir nossos ídolos, cantar e pular. 

Foto do show, tirada pela minha cunhada. Ao fundo, o grupo Meninos do Morumbi

E vocês, já tiveram alguma experiência como essa? Divida conosco!
Se cuidem!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Minha entrevista no BEMbody




Estava eu aqui, navegando na internet quando me lembrei de que não postei aqui a entrevista que dei para o site BEMbody, um site que fala sobre uma vida saudável. Acabei postando só no facebook.
Foi muito bacana responder as perguntas porque me lembrei de todo o caminho que percorri, as dificuldades que enfrentei e as vitórias conquistadas. Isso não tem preço!

Espero que essa entrevista ajude a todos a ter uma visão diferente da doença. Que com ela, possamos criar novas amizades, adquirir novos conhecimentos e claro, ficarmos mais saudáveis, a cada dia. 


 Como você prefere chamar: intolerância ao glúten ou doença celíaca?
R. A experiência como celíaca me levou a aprender a escutar que tipo de resposta as pessoas esperam quando falamos sobre o meu diagnóstico. Há bastante diferença entre falar sobre a doença celíaca para um garçom ou gerente de restaurante e falar para um amigo ou alguém com quem eu consiga estabelecer uma conversa sobre o tema. Na minha visão, dizer que tenho doença celíaca passa a ideia de um distúrbio que me acometeu e me faz sofrer, me faz sentir mal, coisas que não são reais, atualmente. Por outro lado, dizer que possuo intolerância ao glúten (mesmo sendo a denominação correta ‘intolerância permanente ao glúten’) me dá a ideia de que quem recebe essa informação entende que eu posso comer só um pouquinho de glúten, mas não muito, como se elas pensassem: “Ah! É só uma intolerância…não deve ser tão grave”. Dificilmente elas se atentarão ao permanente. Claro que isso é fruto da ignorância das pessoas com relação a doença celíaca, mas infelizmente ainda é a realidade.
Por conta disso, acabei adotando algumas estratégias: para amigos, familiares ou pessoas que se interessam pelo tema, costumo dizer que tenho o diagnóstico de doença celíaca, ou seja, não posso consumir glúten. E nunca deixo de dizer que não concordo com o nome, pois doença eu tinha antes, quando realmente vivia doente, com dores e mal estar. Agora, quando vou para restaurantes e lugares onde as pessoas não tem muito tempo para me ouvir, enfatizo que não posso comer glúten de jeito algum, nem um pouquinho, e se comer, é dali para o hospital; assim me protejo um pouquinho mais da contaminação cruzada. Claro que cada um vai encontrar a sua maneira de se posicionar como celíaco na sociedade. Não estou dizendo que está é a certa. Eu encontrei a minha e pra mim, ela realmente funciona.
★ O que é a intolerância ao glúten?
R. A intolerância ao glúten é caracterizada por um conjunto de reações adversas do organismo frente a alimentos que contenham trigo, aveia, cevada, malte e centeio. Diante desse quadro, a pessoa deve evitar comer alimentos que contenham a proteína, ou seja, o glúten. Importante dizer que há uma diferença entre sensibilidade ao glúten e doença celíaca. Uma pessoa pode não ter a doença celíaca mas ser sensível ao glúten. O ponto chave, para saber se alguém é celíaco ou somente sensível, são os exames. Se feitos corretamente e negativados e, mesmo assim, a pessoa ainda sentir mal estar ou quaisquer outros sintomas consumindo glúten, provavelmente essa pessoa é sensível ao glúten, o que significa que ela deve evitar a proteína, não sendo obrigado a fazer isso. Já quando os exames dão positivos para a doença celíaca, a pessoa deve e tem que evitar quaisquer alimentos com glúten. Caso não o faça, as consequências a curto e longo prazo são muito ruins e prejudiciais à saúde. A dieta é o nosso tratamento, o nosso “remédio”.
★ Quais eram os sintomas que você sentia que te fez buscar um especialista?
R. Desde pequena, segundo a minha mãe, sempre reclamava de dores na barriga. Mas, que criança não tem dor de barriga, né? Depois, já quando adolescente, comecei a notar o quanto meu intestino era difícil de funcionar, chegava a ficar dias sem ir ao banheiro. Mas, como a nossa alimentação dificilmente é adequada, também não desconfiava. Depois, vieram os problemas de estômago, dores, endoscopias, medicamentos…
Foi em 2011, mais propriamente entre fevereiro e março, que comecei a ter os sintomas mais fortes, ainda que atípicos para a doença celíaca. Eram dias e noites de muitas náuseas, dores na barriga, inchaço, mal estar geral, sensação de estufamento, constipação e distensão abdominal. Já não tinha vontade de comer as coisas e tudo me enjoava. Quase já no diagnóstico, que aconteceu em Outubro, comecei a ter alguns episódios isolados de diarreia, mas que também não me levaram a desconfiar de nada, pois sempre comia fora de casa.
★ Qual especialista você buscou?
R. Foram vários. O caminho é longo para a maioria dos celíacos, infelizmente. Quando comecei a ter os sintomas, acabou virando um ciclo: não sabia se o que eu sentia era causa do meu estado emocional ou se todos aqueles sintomas estavam me deixando com o emocional abalado. Por eu ter começado a entrar em desespero, busquei minha ginecologista, na época. Estava certa de que ela me tranquilizaria e me ajudaria. Saí de lá pior do que quando cheguei, tinha acabado de menstruar e ela me pediu um exame de gravidez. Fiquei mais desesperada ainda. Fiz o exame e claro, deu negativo. Ainda, ela já tinha conhecimento de que era uma paciente com muitos problemas gastrointestinais e sequer conseguiu pensar que pudesse ter alguma coisa relacionada. Depois disso, recorri a minha gastroenterologista, que nem me examinou e afirmou que não poderia ser nada relacionado a parte gastrointestinal, me encaminhou para o neurologista, que me receitou Rivotril, que para quem não sabe, é um tranquilizante. Claro que eu estava nervosa! Perambulava por vários médicos com diversos sintomas e ninguém conseguia descobrir o que era. Recorri a minha cardiologista, que ficou indignada com tudo, com tantos médicos que não estavam me ajudando, pelo contrário, só estavam me deixando pior. Ela havia dado a opinião dela: era estômago. Comentei que havia trocado de ginecologista e que naquele dia teria uma consulta com ele. Ela então me sugeriu que eu pedisse uma opinião para o ginecologista também. Foi na consulta com ele que as coisas começaram a caminhar: ele me examinou, disse que eu realmente estava com o abdômen distendido, me pediu uma endoscopia e me encaminhou para o gastroenterologista. Fiz a endoscopia e lá fui para a gastroenterologista, que me pediu novos exames e me diagnosticou. E o mais interessante de tudo: logo na primeira consulta, ela bateu o olho em mim, escutou meus sintomas e me perguntou: “Você não é celíaca?”. Ela foi um anjo em minha vida! Sou muito grata por ter me escutado e investigado os meus sintomas.
★ Como foi receber a notícia da doença celíaca?
R. Quando ela me deu 70% de chance do diagnóstico, depois dos exames sorológicos e antes da biópsia do intestino, me apeguei aos 30%. Com todos os exames positivos em mãos, no momento em que ela me diagnosticou (que por sinal, era Dia do Macarrão – 25 de outubro), fiquei um pouco perdida e perguntei se podia comer arroz (amo arroz branco!). Era um final de tarde e saí da consulta com fome. Entrei em um supermercado e pensei: “Vou morrer de fome”.
A noite, chorei muito, me senti confusa e perdida mas, no dia seguinte, já saí para comprar produtos sem glúten. Posso dizer que a primeira semana foi impactante, depois, fui me acostumando, com ajuda do meu namorado e família. Aliás, meu namorado, de família italiana, ficou mais impactado do que eu.
★ Como você convive hoje com a doença? É fácil, é difícil? O que é mais difícil para você?
R. Hoje convivo muito bem mesmo, tanto que nem me apego a uma possível descoberta de cura para a doença. Claro que seria bom poder voltar a comer pão francês (é a única coisa que realmente sinto falta!) mas se nunca descobrirem, vou morrer uma celíaca feliz. Não vou dizer que é fácil, pois o diagnóstico exige muito autocontrole e disciplina. O que me ajudou é que antes mesmo do diagnóstico, eu já era muito disciplinada com relação a alimentação, por causa das crises de gastrite. Sempre andei com lanchinhos na bolsa, fazia refeições na hora certa e procurava me alimentar bem. O celíaco que está disposto a aprender a cozinhar, inventar receitas e chamar os amigos para comer em casa é muito mais feliz do que aquele que quer sair para comer todo o fim de semana, almoçar em restaurante todos os dias, porque infelizmente ainda não contamos com muitos restaurantes preparados para nos receber. Por isso, para mim, o mais difícil é quando saio de casa. Confesso que evito comer fora, pois quando o faço, geralmente passo mal. Prefiro comer a comida que foi feita na minha cozinha, pelo menos sei como foi preparada e posso comer seguramente. Sair e ler o cardápio dos estabelecimentos deprime, imagina fazer isso todos os dias ou todos os fins de semana? Não é necessário viver em uma bolha e nunca mais sair, mas é fundamental estar preparado para o que encontrará fora do casulo: ou você lê o cardápio e se contenta com um prato de salada ou um copo de suco ou é melhor comer antes de sair de casa. Ainda, há restaurantes que aceitam que você leve sua própria comida, o que é uma ótima forma de sair para comer (segura e tranquilamente) com os amigos ou familiares.
★ Como é o tratamento?
R. Bom, o tratamento é a dieta. Hoje, eles já pesquisam uma possível cura, através de uma vacina. Mas, ainda, são só pesquisas. Logo que fui diagnosticada, fui medicada para ajudar meu intestino a se “refazer”. Como o glúten não é digerido por nós, celíacos, ele vai lesionando todo o intestino, então no momento do diagnóstico, estava com muitos problemas de digestão e náusea. Porém, foram só os 3 primeiros meses em que fiz uso de medicação. Já a dieta, foi logo no dia do diagnóstico e é para sempre.
★ E a ideia de fazer um blog sobre a intolerância ao glúten, como surgiu?
R. Tudo começou quando tomei gosto pela cozinha sem glúten. É claro que não tenho formação em gastronomia, apenas tenho vontade de comer alimentos que não poderia comer se forem industrializados. Faço a união dessa vontade com o amor e aí, vou para a cozinha. Me surpreendo a cada dia e foi por conta disso que decidi criar o blog. Eu queria que as pessoas, quando fossem diagnosticadas, tivessem um cantinho para onde elas pudessem correr e não se sentirem tão perdidas, como eu me senti. Um cantinho onde elas lessem e pensassem: “Poxa, comigo também foi assim, não sou única” ou “Meu Deus! Quantas coisas gostosas eu posso criar e comer, também quero tentar.” Eu senti que podia ajudar as pessoas, que poderia contribuir para a nova fase da vida delas e, além disso, contribuir para que a sociedade reconheça a nossa restrição, assim como reconhecem a diabetes, por exemplo. E, para que haja reconhecimento é necessário que haja o conhecimento. A cada dia colho os frutos desse meu trabalho, recebo emails e mensagens muito carinhosas de pessoas de diversos lugares não só elogiando o blog mas também me agradecendo por dividir minha experiência e ajudar da forma que posso. Com os leitores, também aprendo muito. Não acho que vim para ensinar, vim para aprender e trocar, somar conhecimento. Não existe nada melhor do que saber que você está plantando o bem.
★ Tem algum recado que você quer deixar para as pessoas que tem intolerância ao glúten?
R. Muitos, mas vou tentar resumir: Sei que é um pouco clichê pedir CALMA para as pessoas quando o mundo parece desabar sobre suas cabeças, mas o primeiro conselho que dou a pessoa é exatamente esse: Calma! Fique tranquilo(a), tudo vai se ajeitar.
Quando mantemos a calma, não perdemos o equilíbrio, que é fundamental para que comecemos a buscar alternativas. Sob estresse e desespero, isso não é possível. Com a doença, eu adquiri muitas coisas boas, por mais difícil que seja acreditar. Conheci pessoas muito especiais, aprendi a gostar de cozinhar, aprendi muito sobre a doença e sobre as pessoas, me melhorei como ser humano, uma infinidade de coisas boas me aconteceram, ou seja, elas também vão acontecer para você, tenha certeza. Hoje, são milhares de receitas deliciosas e fáceis de fazer e, com o tempo, vamos percebendo que não é um bicho de sete cabeças. Vamos conhecendo pessoas e suas histórias e isso nos deixa a certeza de que não estamos sozinhos no mundo, pois muitas outras pessoas também passam pelos mesmos problemas, senão, mais difíceis. E lembre-se sempre: aceitação e compreensão do diagnóstico são fundamentais. Só assim poderemos lidar melhor com a nova vida. Leia sobre o tema, estude, pergunte, troque experiências. Não deixe nunca de ter o acompanhamento de um profissional da área da saúde e jamais burle a dieta. Se estiver difícil, não fique sozinho, procure ajude, converse com os amigos, a família, busque grupos de apoio. Quem precisar, estou sempre a disposição, é só me escrever. É muito bom olhar uma foto minha antes do diagnóstico e uma já com um mês de dieta. Tudo melhorou: meu humor, minha disposição, meus cabelos, pele, unhas…tudo mesmo. Tudo isso acontecerá com você também, acredite.
E o mais importante de tudo: seja feliz, mantenha um sorriso no rosto, a esperança de que tudo dará certo e confiança no que está fazendo. Paciência, muita paciência. Com certeza, muitos se espelharão em você para lidar com uma situação difícil e se você puder se um exemplo positivo, muito melhor, não é?

E essa foi a entrevista, gente. Adorei a experiência e convido vocês para conhecerem o site BEMbody. Para acessar a entrevista, diretamente no site, é só clicar aqui!
Aproveito para agradecer a minha grande amiga Bruna, que me proporcionou essa experiência e me fez sentir coisas boas conforme ia respondendo a tudo. Minha amiga, que acompanhou meu sofrimento com todos os problemas gástricos que eu tinha, obrigada por tudo! Sou muito grata pela sua amizade!

Uma beijoca bem grande

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Receita de hoje: bolo de aniversário de chocolate, coberto com calda de chocolate e recheado com marshmallow

Eba! Eba! Sexta-feira! 
Que delícia!

E mesmo sendo sexta-feira, estou na correria. Mas, passei aqui bem rapidinho para deixar a receitinha, já que eu havia comentado no facebook que eu queria cumprir esse compromisso hoje. 
Ainda não dá pra dizer o motivo da minha vida estar correndo mais do que qualquer carro de Fórmula I. Só dá pra dizer que quero muito contar com a compreensão de vocês e, é claro, MUITA torcida para que tudo dê certo! 

Bom, essa receita está aqui hoje a pedido de uma leitora que adora bolos, a Sônia. Ela me pediu uma receita de bolo de aniversário e eu resolvi colocar essa, que foi a receita que fiz para o aniversário do namorado. Ele amou! Aliás, é uma receita que agrada a todos.
Na verdade, ela não é nenhuma novidade, já que eu só juntei três receitas e montei o bolo. A receita do bolo é uma receita de massa que aprendi com a Lorena Olivena, já publicada por aqui no blog + a receita de marshmallow que aprendi com a Didi + receitinha de calda de chocolate daqui de casa. Ou seja, super simples e deliciosa.

Esse bolo em fiz em julho, mês de aniversário do meu namorado. E, para comemorar, fizemos um aniversário junino, com muito cachorro quente. Fiz minhas coisas todas separadinhas, com o pão da Berti. Já mostrei aqui no blog, em outro momento, a noite do cachorro quente que já fiz em casa. Querem conferir? Cliquem aqui!

Tirei algumas fotos mas decidi "roubar" uma foto que publiquei no meu facebook pessoal, lembrando que algumas coisas que foram servidas continham glúten, como cerveja, amendoim japonês e o pão. A maionese, ketchup, milho, doces caseiros, molho de pimenta, salsicha e molho não continham. Porém, para que não houvesse contaminação cruzada, separei todas as minhas coisas. Comi seguramente.

Por que decidir postar uma foto que tem produtos com glúten? Para mostrar que com poucas coisas conseguimos ser muito criativas. Garrafinhas de cerveja viraram vasinhos, uma cesta de vime com um pedaço de tecido virou a cesta de pães e chapéis de festa junina, comprados na 25 de março, deram um toque especial para decorar o ambiente. Ou seja, meus queridos, acordem a criatividade que mora dentro de vocês. Ela existe em todos nós, muitas vezes está só dormindo. Agora, peguem essa criatividade e mandem-na para a cozinha. Pronto! Vocês criarão muitas coisas deliciosas!

Cliquem na foto para visualizá-la em tamanho maior

Bom, vamos ao que interessa? 

Para a massa, você vai precisar de:
- 1 xícara de leite morno (usei o leite de vaca sem lactose)
- 3 ovos inteiros
- 2 xícaras de açúcar
- 4 colheres de sopa de margarina derretida (usei a da marca Becel, que é sem lactose)
- 1 xícara de chocolate em pó (usei o da marca Nestlé, que não contém açúcar)
- 2 xícaras de FSG (gosto muito da marca Aminna)
- 1 colher de sopa de fermento 

Pré-aqueça o forno, em temperatura de 180 graus, por aproximadamente 20 minutos.
Bata todos os ingredientes, exceto o fermento, no liquidificador, até que a mistura fique homogênea. 
Depois, acrescente o fermento e mexa com uma colher. Em uma forma untada (não se esqueçam de untar com uma farinha sem glúten, hein?), coloque para assar. Não abra o forno antes de 30 minutos e, passado esse tempo, vá espetando um palitinho de dente para ver se já está assado. 
Lembrando que para essa receita, costumo usar uma forma retangular. 

Reserve o bolo assado e deixe-o esfriando. 

Enquanto isso, vamos preparar o marshmallow...

- 2 copos americanos de açúcar
- 1 copo de claras

Misture tudo em uma panela e leve ao fogo. Mexa até chegar ao ponto de as claras começarem a cozinhar nas bordas. Retire imediatamente do fogo e leve para a batedeira. Bata com a maior rapidez possível, de 5 a 10 minutos. Não deixe de acrescentar algumas gotas de limão ou essência de baunilha. Gosto mais das gotinhas de baunilha.
Quanto mais bater, melhor ficará. Então, batam o quanto puderem. Reserve.

Para a calda:
- 500 ml de leite de vaca sem lactose
- 8 colheres de sopa rasas de chocolate em pó. Se achar que ficará forte, pode diminuir a quantidade de colheres ou colocar colheres rasas.
- 6 colheres de sopa rasas de açúcar 
- 2 colheres de sobremesa rasa de margarina (Becel, do potinho azul, que é sem lactose)

Em uma panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo,  por aproximadamente 20 minutos, sempre mexendo, até o ponto de calda. Reserve também.


Agora, vamos montar tudo...

Após o bolo ter esfriado, corteo-o ao meio. Pode ser com uma faca grande. Tem pessoas que preferem cortá-lo com fio dental. Cada um escolhe a maneira que lhe parecer melhor. 
Após ter cortado ao meio e separado ambas as partes, pegue a parte que ficará embaixo e faça furos, para que o marshmallow entre nesses furos. Em seguida, coloque o marshmallow em toda a superfície da parte debaixo do bolo. Recheie o quanto quiser, lembrando de que a outra parte irá por cima. Então, não coloque todo o marshmallow porque senão ele poderá cair para fora. 


Após rechear, coloque a outra parte por cima e cubra o bolo todo com a calda de chocolate, incluindo as laterais. Após cobri-lo com a calda de chocolate, jogue granulado em cima do bolo, cobrindo as laterais se preferir também.

Gente, tentei enfeitá-lo com marshmallow na beiradinha do bolo só que não sei porque ele ficou "derretido" e escorreu todo. Não sei dizer porque isso aconteceu. Até, se alguém souber explicar, agradeço. O coração desenhado no meio ficou intacto. 

O meu ficou assim...a aparência não ficou como eu gostaria. Mas, o sabor ficou muito bom. 





Bom, é isso. Não sou nenhum superhipermegaultra expert em cozinha. Mas, todo mundo gostou do bolo. 
É simples mas fica delicioso. E, por ser simples, permite que vocês criem outras coisas a partir disso.

Aproveitem!

Minhas dicas são: 
- Quando desenformar o bolo, já desenforme em cima de uma bandeja. Para auxílio, ao separar o bolo, use a forma retangular virada, como se ela servisse de bandeja também.
- Coloque uma quantidade generosa de marshmallow no bolo mas deixe sobrar um pouco. Esse restante pode ser colocado em uma cumbuquinha como marshmallow extra, para as pessoas se servirem. O pessoal adorou essa ideia.

Um final de semana abençoado e maravilhoso a todos


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