terça-feira, 10 de setembro de 2013

Minha entrevista no BEMbody




Estava eu aqui, navegando na internet quando me lembrei de que não postei aqui a entrevista que dei para o site BEMbody, um site que fala sobre uma vida saudável. Acabei postando só no facebook.
Foi muito bacana responder as perguntas porque me lembrei de todo o caminho que percorri, as dificuldades que enfrentei e as vitórias conquistadas. Isso não tem preço!

Espero que essa entrevista ajude a todos a ter uma visão diferente da doença. Que com ela, possamos criar novas amizades, adquirir novos conhecimentos e claro, ficarmos mais saudáveis, a cada dia. 


 Como você prefere chamar: intolerância ao glúten ou doença celíaca?
R. A experiência como celíaca me levou a aprender a escutar que tipo de resposta as pessoas esperam quando falamos sobre o meu diagnóstico. Há bastante diferença entre falar sobre a doença celíaca para um garçom ou gerente de restaurante e falar para um amigo ou alguém com quem eu consiga estabelecer uma conversa sobre o tema. Na minha visão, dizer que tenho doença celíaca passa a ideia de um distúrbio que me acometeu e me faz sofrer, me faz sentir mal, coisas que não são reais, atualmente. Por outro lado, dizer que possuo intolerância ao glúten (mesmo sendo a denominação correta ‘intolerância permanente ao glúten’) me dá a ideia de que quem recebe essa informação entende que eu posso comer só um pouquinho de glúten, mas não muito, como se elas pensassem: “Ah! É só uma intolerância…não deve ser tão grave”. Dificilmente elas se atentarão ao permanente. Claro que isso é fruto da ignorância das pessoas com relação a doença celíaca, mas infelizmente ainda é a realidade.
Por conta disso, acabei adotando algumas estratégias: para amigos, familiares ou pessoas que se interessam pelo tema, costumo dizer que tenho o diagnóstico de doença celíaca, ou seja, não posso consumir glúten. E nunca deixo de dizer que não concordo com o nome, pois doença eu tinha antes, quando realmente vivia doente, com dores e mal estar. Agora, quando vou para restaurantes e lugares onde as pessoas não tem muito tempo para me ouvir, enfatizo que não posso comer glúten de jeito algum, nem um pouquinho, e se comer, é dali para o hospital; assim me protejo um pouquinho mais da contaminação cruzada. Claro que cada um vai encontrar a sua maneira de se posicionar como celíaco na sociedade. Não estou dizendo que está é a certa. Eu encontrei a minha e pra mim, ela realmente funciona.
★ O que é a intolerância ao glúten?
R. A intolerância ao glúten é caracterizada por um conjunto de reações adversas do organismo frente a alimentos que contenham trigo, aveia, cevada, malte e centeio. Diante desse quadro, a pessoa deve evitar comer alimentos que contenham a proteína, ou seja, o glúten. Importante dizer que há uma diferença entre sensibilidade ao glúten e doença celíaca. Uma pessoa pode não ter a doença celíaca mas ser sensível ao glúten. O ponto chave, para saber se alguém é celíaco ou somente sensível, são os exames. Se feitos corretamente e negativados e, mesmo assim, a pessoa ainda sentir mal estar ou quaisquer outros sintomas consumindo glúten, provavelmente essa pessoa é sensível ao glúten, o que significa que ela deve evitar a proteína, não sendo obrigado a fazer isso. Já quando os exames dão positivos para a doença celíaca, a pessoa deve e tem que evitar quaisquer alimentos com glúten. Caso não o faça, as consequências a curto e longo prazo são muito ruins e prejudiciais à saúde. A dieta é o nosso tratamento, o nosso “remédio”.
★ Quais eram os sintomas que você sentia que te fez buscar um especialista?
R. Desde pequena, segundo a minha mãe, sempre reclamava de dores na barriga. Mas, que criança não tem dor de barriga, né? Depois, já quando adolescente, comecei a notar o quanto meu intestino era difícil de funcionar, chegava a ficar dias sem ir ao banheiro. Mas, como a nossa alimentação dificilmente é adequada, também não desconfiava. Depois, vieram os problemas de estômago, dores, endoscopias, medicamentos…
Foi em 2011, mais propriamente entre fevereiro e março, que comecei a ter os sintomas mais fortes, ainda que atípicos para a doença celíaca. Eram dias e noites de muitas náuseas, dores na barriga, inchaço, mal estar geral, sensação de estufamento, constipação e distensão abdominal. Já não tinha vontade de comer as coisas e tudo me enjoava. Quase já no diagnóstico, que aconteceu em Outubro, comecei a ter alguns episódios isolados de diarreia, mas que também não me levaram a desconfiar de nada, pois sempre comia fora de casa.
★ Qual especialista você buscou?
R. Foram vários. O caminho é longo para a maioria dos celíacos, infelizmente. Quando comecei a ter os sintomas, acabou virando um ciclo: não sabia se o que eu sentia era causa do meu estado emocional ou se todos aqueles sintomas estavam me deixando com o emocional abalado. Por eu ter começado a entrar em desespero, busquei minha ginecologista, na época. Estava certa de que ela me tranquilizaria e me ajudaria. Saí de lá pior do que quando cheguei, tinha acabado de menstruar e ela me pediu um exame de gravidez. Fiquei mais desesperada ainda. Fiz o exame e claro, deu negativo. Ainda, ela já tinha conhecimento de que era uma paciente com muitos problemas gastrointestinais e sequer conseguiu pensar que pudesse ter alguma coisa relacionada. Depois disso, recorri a minha gastroenterologista, que nem me examinou e afirmou que não poderia ser nada relacionado a parte gastrointestinal, me encaminhou para o neurologista, que me receitou Rivotril, que para quem não sabe, é um tranquilizante. Claro que eu estava nervosa! Perambulava por vários médicos com diversos sintomas e ninguém conseguia descobrir o que era. Recorri a minha cardiologista, que ficou indignada com tudo, com tantos médicos que não estavam me ajudando, pelo contrário, só estavam me deixando pior. Ela havia dado a opinião dela: era estômago. Comentei que havia trocado de ginecologista e que naquele dia teria uma consulta com ele. Ela então me sugeriu que eu pedisse uma opinião para o ginecologista também. Foi na consulta com ele que as coisas começaram a caminhar: ele me examinou, disse que eu realmente estava com o abdômen distendido, me pediu uma endoscopia e me encaminhou para o gastroenterologista. Fiz a endoscopia e lá fui para a gastroenterologista, que me pediu novos exames e me diagnosticou. E o mais interessante de tudo: logo na primeira consulta, ela bateu o olho em mim, escutou meus sintomas e me perguntou: “Você não é celíaca?”. Ela foi um anjo em minha vida! Sou muito grata por ter me escutado e investigado os meus sintomas.
★ Como foi receber a notícia da doença celíaca?
R. Quando ela me deu 70% de chance do diagnóstico, depois dos exames sorológicos e antes da biópsia do intestino, me apeguei aos 30%. Com todos os exames positivos em mãos, no momento em que ela me diagnosticou (que por sinal, era Dia do Macarrão – 25 de outubro), fiquei um pouco perdida e perguntei se podia comer arroz (amo arroz branco!). Era um final de tarde e saí da consulta com fome. Entrei em um supermercado e pensei: “Vou morrer de fome”.
A noite, chorei muito, me senti confusa e perdida mas, no dia seguinte, já saí para comprar produtos sem glúten. Posso dizer que a primeira semana foi impactante, depois, fui me acostumando, com ajuda do meu namorado e família. Aliás, meu namorado, de família italiana, ficou mais impactado do que eu.
★ Como você convive hoje com a doença? É fácil, é difícil? O que é mais difícil para você?
R. Hoje convivo muito bem mesmo, tanto que nem me apego a uma possível descoberta de cura para a doença. Claro que seria bom poder voltar a comer pão francês (é a única coisa que realmente sinto falta!) mas se nunca descobrirem, vou morrer uma celíaca feliz. Não vou dizer que é fácil, pois o diagnóstico exige muito autocontrole e disciplina. O que me ajudou é que antes mesmo do diagnóstico, eu já era muito disciplinada com relação a alimentação, por causa das crises de gastrite. Sempre andei com lanchinhos na bolsa, fazia refeições na hora certa e procurava me alimentar bem. O celíaco que está disposto a aprender a cozinhar, inventar receitas e chamar os amigos para comer em casa é muito mais feliz do que aquele que quer sair para comer todo o fim de semana, almoçar em restaurante todos os dias, porque infelizmente ainda não contamos com muitos restaurantes preparados para nos receber. Por isso, para mim, o mais difícil é quando saio de casa. Confesso que evito comer fora, pois quando o faço, geralmente passo mal. Prefiro comer a comida que foi feita na minha cozinha, pelo menos sei como foi preparada e posso comer seguramente. Sair e ler o cardápio dos estabelecimentos deprime, imagina fazer isso todos os dias ou todos os fins de semana? Não é necessário viver em uma bolha e nunca mais sair, mas é fundamental estar preparado para o que encontrará fora do casulo: ou você lê o cardápio e se contenta com um prato de salada ou um copo de suco ou é melhor comer antes de sair de casa. Ainda, há restaurantes que aceitam que você leve sua própria comida, o que é uma ótima forma de sair para comer (segura e tranquilamente) com os amigos ou familiares.
★ Como é o tratamento?
R. Bom, o tratamento é a dieta. Hoje, eles já pesquisam uma possível cura, através de uma vacina. Mas, ainda, são só pesquisas. Logo que fui diagnosticada, fui medicada para ajudar meu intestino a se “refazer”. Como o glúten não é digerido por nós, celíacos, ele vai lesionando todo o intestino, então no momento do diagnóstico, estava com muitos problemas de digestão e náusea. Porém, foram só os 3 primeiros meses em que fiz uso de medicação. Já a dieta, foi logo no dia do diagnóstico e é para sempre.
★ E a ideia de fazer um blog sobre a intolerância ao glúten, como surgiu?
R. Tudo começou quando tomei gosto pela cozinha sem glúten. É claro que não tenho formação em gastronomia, apenas tenho vontade de comer alimentos que não poderia comer se forem industrializados. Faço a união dessa vontade com o amor e aí, vou para a cozinha. Me surpreendo a cada dia e foi por conta disso que decidi criar o blog. Eu queria que as pessoas, quando fossem diagnosticadas, tivessem um cantinho para onde elas pudessem correr e não se sentirem tão perdidas, como eu me senti. Um cantinho onde elas lessem e pensassem: “Poxa, comigo também foi assim, não sou única” ou “Meu Deus! Quantas coisas gostosas eu posso criar e comer, também quero tentar.” Eu senti que podia ajudar as pessoas, que poderia contribuir para a nova fase da vida delas e, além disso, contribuir para que a sociedade reconheça a nossa restrição, assim como reconhecem a diabetes, por exemplo. E, para que haja reconhecimento é necessário que haja o conhecimento. A cada dia colho os frutos desse meu trabalho, recebo emails e mensagens muito carinhosas de pessoas de diversos lugares não só elogiando o blog mas também me agradecendo por dividir minha experiência e ajudar da forma que posso. Com os leitores, também aprendo muito. Não acho que vim para ensinar, vim para aprender e trocar, somar conhecimento. Não existe nada melhor do que saber que você está plantando o bem.
★ Tem algum recado que você quer deixar para as pessoas que tem intolerância ao glúten?
R. Muitos, mas vou tentar resumir: Sei que é um pouco clichê pedir CALMA para as pessoas quando o mundo parece desabar sobre suas cabeças, mas o primeiro conselho que dou a pessoa é exatamente esse: Calma! Fique tranquilo(a), tudo vai se ajeitar.
Quando mantemos a calma, não perdemos o equilíbrio, que é fundamental para que comecemos a buscar alternativas. Sob estresse e desespero, isso não é possível. Com a doença, eu adquiri muitas coisas boas, por mais difícil que seja acreditar. Conheci pessoas muito especiais, aprendi a gostar de cozinhar, aprendi muito sobre a doença e sobre as pessoas, me melhorei como ser humano, uma infinidade de coisas boas me aconteceram, ou seja, elas também vão acontecer para você, tenha certeza. Hoje, são milhares de receitas deliciosas e fáceis de fazer e, com o tempo, vamos percebendo que não é um bicho de sete cabeças. Vamos conhecendo pessoas e suas histórias e isso nos deixa a certeza de que não estamos sozinhos no mundo, pois muitas outras pessoas também passam pelos mesmos problemas, senão, mais difíceis. E lembre-se sempre: aceitação e compreensão do diagnóstico são fundamentais. Só assim poderemos lidar melhor com a nova vida. Leia sobre o tema, estude, pergunte, troque experiências. Não deixe nunca de ter o acompanhamento de um profissional da área da saúde e jamais burle a dieta. Se estiver difícil, não fique sozinho, procure ajude, converse com os amigos, a família, busque grupos de apoio. Quem precisar, estou sempre a disposição, é só me escrever. É muito bom olhar uma foto minha antes do diagnóstico e uma já com um mês de dieta. Tudo melhorou: meu humor, minha disposição, meus cabelos, pele, unhas…tudo mesmo. Tudo isso acontecerá com você também, acredite.
E o mais importante de tudo: seja feliz, mantenha um sorriso no rosto, a esperança de que tudo dará certo e confiança no que está fazendo. Paciência, muita paciência. Com certeza, muitos se espelharão em você para lidar com uma situação difícil e se você puder se um exemplo positivo, muito melhor, não é?

E essa foi a entrevista, gente. Adorei a experiência e convido vocês para conhecerem o site BEMbody. Para acessar a entrevista, diretamente no site, é só clicar aqui!
Aproveito para agradecer a minha grande amiga Bruna, que me proporcionou essa experiência e me fez sentir coisas boas conforme ia respondendo a tudo. Minha amiga, que acompanhou meu sofrimento com todos os problemas gástricos que eu tinha, obrigada por tudo! Sou muito grata pela sua amizade!

Uma beijoca bem grande

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Receita de hoje: bolo de aniversário de chocolate, coberto com calda de chocolate e recheado com marshmallow

Eba! Eba! Sexta-feira! 
Que delícia!

E mesmo sendo sexta-feira, estou na correria. Mas, passei aqui bem rapidinho para deixar a receitinha, já que eu havia comentado no facebook que eu queria cumprir esse compromisso hoje. 
Ainda não dá pra dizer o motivo da minha vida estar correndo mais do que qualquer carro de Fórmula I. Só dá pra dizer que quero muito contar com a compreensão de vocês e, é claro, MUITA torcida para que tudo dê certo! 

Bom, essa receita está aqui hoje a pedido de uma leitora que adora bolos, a Sônia. Ela me pediu uma receita de bolo de aniversário e eu resolvi colocar essa, que foi a receita que fiz para o aniversário do namorado. Ele amou! Aliás, é uma receita que agrada a todos.
Na verdade, ela não é nenhuma novidade, já que eu só juntei três receitas e montei o bolo. A receita do bolo é uma receita de massa que aprendi com a Lorena Olivena, já publicada por aqui no blog + a receita de marshmallow que aprendi com a Didi + receitinha de calda de chocolate daqui de casa. Ou seja, super simples e deliciosa.

Esse bolo em fiz em julho, mês de aniversário do meu namorado. E, para comemorar, fizemos um aniversário junino, com muito cachorro quente. Fiz minhas coisas todas separadinhas, com o pão da Berti. Já mostrei aqui no blog, em outro momento, a noite do cachorro quente que já fiz em casa. Querem conferir? Cliquem aqui!

Tirei algumas fotos mas decidi "roubar" uma foto que publiquei no meu facebook pessoal, lembrando que algumas coisas que foram servidas continham glúten, como cerveja, amendoim japonês e o pão. A maionese, ketchup, milho, doces caseiros, molho de pimenta, salsicha e molho não continham. Porém, para que não houvesse contaminação cruzada, separei todas as minhas coisas. Comi seguramente.

Por que decidir postar uma foto que tem produtos com glúten? Para mostrar que com poucas coisas conseguimos ser muito criativas. Garrafinhas de cerveja viraram vasinhos, uma cesta de vime com um pedaço de tecido virou a cesta de pães e chapéis de festa junina, comprados na 25 de março, deram um toque especial para decorar o ambiente. Ou seja, meus queridos, acordem a criatividade que mora dentro de vocês. Ela existe em todos nós, muitas vezes está só dormindo. Agora, peguem essa criatividade e mandem-na para a cozinha. Pronto! Vocês criarão muitas coisas deliciosas!

Cliquem na foto para visualizá-la em tamanho maior

Bom, vamos ao que interessa? 

Para a massa, você vai precisar de:
- 1 xícara de leite morno (usei o leite de vaca sem lactose)
- 3 ovos inteiros
- 2 xícaras de açúcar
- 4 colheres de sopa de margarina derretida (usei a da marca Becel, que é sem lactose)
- 1 xícara de chocolate em pó (usei o da marca Nestlé, que não contém açúcar)
- 2 xícaras de FSG (gosto muito da marca Aminna)
- 1 colher de sopa de fermento 

Pré-aqueça o forno, em temperatura de 180 graus, por aproximadamente 20 minutos.
Bata todos os ingredientes, exceto o fermento, no liquidificador, até que a mistura fique homogênea. 
Depois, acrescente o fermento e mexa com uma colher. Em uma forma untada (não se esqueçam de untar com uma farinha sem glúten, hein?), coloque para assar. Não abra o forno antes de 30 minutos e, passado esse tempo, vá espetando um palitinho de dente para ver se já está assado. 
Lembrando que para essa receita, costumo usar uma forma retangular. 

Reserve o bolo assado e deixe-o esfriando. 

Enquanto isso, vamos preparar o marshmallow...

- 2 copos americanos de açúcar
- 1 copo de claras

Misture tudo em uma panela e leve ao fogo. Mexa até chegar ao ponto de as claras começarem a cozinhar nas bordas. Retire imediatamente do fogo e leve para a batedeira. Bata com a maior rapidez possível, de 5 a 10 minutos. Não deixe de acrescentar algumas gotas de limão ou essência de baunilha. Gosto mais das gotinhas de baunilha.
Quanto mais bater, melhor ficará. Então, batam o quanto puderem. Reserve.

Para a calda:
- 500 ml de leite de vaca sem lactose
- 8 colheres de sopa rasas de chocolate em pó. Se achar que ficará forte, pode diminuir a quantidade de colheres ou colocar colheres rasas.
- 6 colheres de sopa rasas de açúcar 
- 2 colheres de sobremesa rasa de margarina (Becel, do potinho azul, que é sem lactose)

Em uma panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo,  por aproximadamente 20 minutos, sempre mexendo, até o ponto de calda. Reserve também.


Agora, vamos montar tudo...

Após o bolo ter esfriado, corteo-o ao meio. Pode ser com uma faca grande. Tem pessoas que preferem cortá-lo com fio dental. Cada um escolhe a maneira que lhe parecer melhor. 
Após ter cortado ao meio e separado ambas as partes, pegue a parte que ficará embaixo e faça furos, para que o marshmallow entre nesses furos. Em seguida, coloque o marshmallow em toda a superfície da parte debaixo do bolo. Recheie o quanto quiser, lembrando de que a outra parte irá por cima. Então, não coloque todo o marshmallow porque senão ele poderá cair para fora. 


Após rechear, coloque a outra parte por cima e cubra o bolo todo com a calda de chocolate, incluindo as laterais. Após cobri-lo com a calda de chocolate, jogue granulado em cima do bolo, cobrindo as laterais se preferir também.

Gente, tentei enfeitá-lo com marshmallow na beiradinha do bolo só que não sei porque ele ficou "derretido" e escorreu todo. Não sei dizer porque isso aconteceu. Até, se alguém souber explicar, agradeço. O coração desenhado no meio ficou intacto. 

O meu ficou assim...a aparência não ficou como eu gostaria. Mas, o sabor ficou muito bom. 





Bom, é isso. Não sou nenhum superhipermegaultra expert em cozinha. Mas, todo mundo gostou do bolo. 
É simples mas fica delicioso. E, por ser simples, permite que vocês criem outras coisas a partir disso.

Aproveitem!

Minhas dicas são: 
- Quando desenformar o bolo, já desenforme em cima de uma bandeja. Para auxílio, ao separar o bolo, use a forma retangular virada, como se ela servisse de bandeja também.
- Coloque uma quantidade generosa de marshmallow no bolo mas deixe sobrar um pouco. Esse restante pode ser colocado em uma cumbuquinha como marshmallow extra, para as pessoas se servirem. O pessoal adorou essa ideia.

Um final de semana abençoado e maravilhoso a todos


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Minha experiência como convidada de um casamento realizado no Restaurante Quintal



Estou tão feliz por poder escrever esse post de hoje!
Semana retrasada tive um dia muito especial: um casal de amigos MUITO queridos oficializaram a união deles. Na realidade, conheci a noiva primeiro. Fizemos especialização juntas, em São Paulo e nos tornamos grandes amigas. De uma turma de 3 amigas, viramos uma turma de 7 amigos, contando com os namorados. 
São pessoas que a vida me deu de presente e que quero manter para todo o sempre. 

Acompanhei, junto das outras amigas, todo o processo: parte do namoro (porque eles namoraram 8 anos e nos conhecemos só em 2010), noivado, chá de cozinha e até agora, o casamento. 
Foi um casamento lindo! Repleto de amor e felicidade...tudo com a carinha deles, decoração super linda e a cerimônia muito emocionante. Chorei demais! (Ok, isso não é difícil mas dessa vez chorei pra valer!)

Cliquem na foto para visualizá-la em tamanho maior!


A cerimônia e a festa aconteceram no Restaurante Quintal, um lugar muito bacana (leia-se lindo e romântico também), localizado no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Eu, que já passei várias vezes na frente dele, nunca havia reparado. Na verdade, olhando para a frente dele, imaginamos algo bem pequeno. Acontece que ele é beeeeem comprido e tem um andar acima. Tudo super fofo!

Bom, decidi falar de tudo isso para contar a experiência que tive nesse dia, tão especial. Foi a primeira vez em que fui a uma festa na qual o chef, responsável pela comilança, estava pronto para me receber. 

ACREDITEM, SE QUISEREM!

Vale lembrar que muitas pessoas sabem que eu nunca pensei que os outros é que precisam se adaptar a minha dieta. Pelo contrário! Sempre procurei me adaptar e, na impossibilidade, nunca faço bico. De forma alguma deixaria de gostar de amigos ou familiares que não puderam/não podem/não vão poder me oferecer isso. Quero que isso fique bem claro, ok? Não vamos confundir as coisas para que ninguém fique chateado.

Dias antes do casamento, conversei com a minha amiga sobre a possibilidade de levar minha comidinha, como sempre faço. Ela não me respondeu de prontidão e, quando me respondeu, disse que eu não precisaria levar nada, pois eu poderia comer algumas coisas que seriam servidas. Confesso que eu já fiquei super emocionada com o carinho e cuidado dela. Mas, vocês sabem, a contaminação cruzada é real e era muito bom pra ser verdade. Agradeci, disse que não queria incomodar e por conta da correria dos últimos preparativos, não nos falamos mais. Chegando na festa, fui até a cozinha deixar minhas comidinhas e lá, o Nicholas, chef do restaurante, se apresentou, me deu boas-vindas e disse que estava totalmente preparado para me receber: minha salada já estava preparada, sem croûtons e molho, e eu poderia comer o risoto, pois o caldo era ele mesmo quem preparava e o escondidinho seria feito sem leite. Também, ele fez questão de dizer que os noivos foram muito cuidadosos e atenciosos com essa questão, pois eles queriam muito que eu pudesse comer na festa. Nessa hora, perdi até a fala, né. Foi uma mistura de felicidade, gratidão e..."será que estou dando aquele trabalhão?"
Encostei minha comidinha e disse pra mim mesma: "vou aproveitar!"
Ele, atenciosamente, deixou uma garçonete para que cuidasse de tudo. Ela serviria todos os pratos preparados para mim. Me senti um máximo! Até hoje, não consigo encontrar palavras (apesar de já ter feito isso 1974293752895 vezes) para agradecer meus amigos e o Nicholas, que coincidentemente, também é daqui de Ribeirão Preto. (Gente boa assim não poderia ser de outro lugar, né? Brincadeeeeeeeira!)

Minha foto
O chef Nicholas Penha Barros

Não bastando, meus amigos me perguntavam a todo momento se eu estava conseguindo comer, se estava tudo bem. Enfim, muito carinhosos e atenciosos. 
E estava tudo muito delicioso! Fotografei cada delícia que comi para que vocês entendam como fiquei feliz com tantas coisas gostosas e saudáveis para mim. Nas fotos, ficou faltando mais uma saladinha, que também estava divina. 








Tudo saboroso, preparado com muita dedicação. 
Na hora de irmos embora da festa, não consegui me despedir e agradecê-lo (novamente!). Ele já tinha ido embora. Agradeci muito meus amigos, umas várias vezes. No dia seguinte, encaminhei um email para o restaurante, fazendo questão de agradecê-lo por tudo mesmo. Ele foi muito simpático na resposta e comentei que gostaria muito de divulgar essa experiência por aqui. Ele ficou bastante contente e agradeceu.
O que mais me deixou impressionada foi saber que ele pesquisou sobre o que eu poderia comer ou não antes de preparar tudo. Ou seja, ele aceitou o desafio e preciso dizer, com muito louvor!
Não tive nenhuma reação com a comida...a não ser alegria e satisfação. 
(Já comentei várias vezes como sou sensível...qualquer resquício de glúten, passo mal mesmo!)

Para uma pessoa assim, tão dedicada e esforçada, não posso desejar outras coisas a não ser muitas felicidades e SUCESSO, não é? 

Noivinhas celíacas ou não, recomendo!

Pesquisando um pouquinho, descobri que o Nicholas já enviou algumas receitas para o Super Chef, quadro exibido no programa Mais Você, da Ana Maria. Tem receitas que me parecem deliciosas por lá. 
Cliquem aqui para conferir!

Aproveito e deixo também os contatos do Restaurante Quintal. É só clicar sobre o nome:
 Site oficial (no site, é possível encontrar telefones de contato das meninas que trabalham com eventos)
★ Facebook

Então, por hoje é isso!
Quero deixar aqui, registrado novamente, meu agradecimento e carinho ao meus amigos casadíssimos, que amo tanto, e ao Nicholas por TUDO! 

MUITO OBRIGADA!

Espero que tenham gostado dessa super dica e que vocês também possam vivenciar experiências como essa!

Mil beijocas

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Receita de hoje: fusilli ao molho de brócolis


Será que só eu AMO brócolis?
Vocês não fazem ideia de como eu gosto desse legume. E quando eu gosto de alguma coisa, fico pensando em como ela pode ficar boa de outras maneiras. E então, pensei: "Poxa, será que e um molho de brócolis não ficaria bom com uma massa?" Resolvi testar.

Gostei bastante do resultado e agora, escrevendo esse post, pensei que dá pra ser feito de outro jeito também, principalmente para quem não gosta ou não pode comer soja, já que fiz a receita com creme de soja. Primeiro, vou escrever a respeito da receita com o creme de soja e depois a alternativa. 

Vamos aprender? Como fiz a olho, não tenho muita medida. Então, vou tentar quantificar mas, quem quiser aumentar ou diminuir algum ingrediente, é totalmente possível. Lembrando que nesse dia eu cozinhei só pra mim também. Ou seja, se quiserem aumentar a quantidade para mais pessoas, fiquem a vontade. 

Você vai precisar de:
- 10 talinhos de brócolis
- 1 caixinha de creme de soja (não usei uma caixinha inteira)
- Alho, cebola e sal a gosto

Cozinhe os brócolis na água, sem sal. Após o cozimento, bata em um liquidificador os brócolis com um pouco da água do próprio cozimento. É só um pouco de água, só para conseguir bater os brócolis. Reserve.
Em uma panela, refogue o alho e a cebola. Em seguida, jogue os brócolis batidos e mexa bem. Acrescente o sal e, por último, acrescente o creme de soja. Deixe cozinhar por poucos minutinhos e desligue o fogo. É só servir!

A alternativa que pensei mas não testei é trocar o creme de soja por um molho branco feito com leite de vaca sem lactose (ou leite normal para quem não for intolerante a lactose). A receita do molho branco você encontra aqui
Acredito que ao misturar o molho branco com brócolis ele ficará com a consistência de molho para massa porém sem o gostinho da soja. Reconheço, ele é bem acentuado. 

Se alguém testar essa alternativa, por favor me avisa, tá? É sempre bom poder trocar informações. 


Bom, por hoje é só. Espero que você tenham gostado da receitinha.
Beijocas

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

É possível produzir alimentos sem glúten em uma cozinha onde se manipula glúten?


Aposto que essa é a pergunta que muitos se fazem! Eu mesma já me perguntei várias vezes e também já fui questionada a respeito. E quando começamos a pensar na possibilidade, nos lembramos da contaminação cruzada e do quão séria é essa questão. 

Só aqui, em Ribeirão Preto, já encaminhei email para dois estabelecimentos que diziam produzir alimentos sem glúten quando, na verdade, eram produzidos em um mesmo ambiente que outros alimentos. E então, como fica essa questão? Infelizmente, esses alimentos passam a ser apropriados somente para quem segue uma dieta isenta de glúten por opção, ou seja, quem pode consumir alimentos que contenham glúten escondido. Geralmente, são pessoas que fazem dieta sem glúten com o objetivo de emagrecer, melhorar desempenho esportivo ou porque seguem com profissional da nutrição funcional, sem o diagnóstico de doença celíaca. 
O grande problema é que as pessoas não se atentam para a doença celíaca, focando na moda atual, que é a dieta sem glúten, esquecendo de especificar isso nos rótulos. É imprescindível que o estabelecimento esclareça essa questão. Rotular um produto como sendo sem glúten, produzido em condições que não o deixam exatamente livre da proteína, pode trazer sérias consequências a saúde dos celíacos bem como para o estabelecimento. Portanto, todo cuidado é pouco. É um assunto que requer muita responsabilidade, bom senso, conhecimento e orientação. 

Apesar do momento profissional corrido que estou vivendo, tenho acompanhado essa movimentação dos estabelecimentos que se propõem a produzirem alimentos "sem glúten" e, procuro sempre fazer minha parte, como celíaca e cidadã. Incentivo, a cada um de vocês, que espalhem essa sementinha. Ver um problema, achar que ele não me pertence e que nada tem a ver comigo, na minha opinião, é falta de amor ao próximo, lembrando que o próximo pode ser alguém que amamos muito. 
Então gente, mandar um email educado, com algumas orientações não custa e faz de você um celíaco ativo na causa de um mundo melhor para nós. Abaixo, no final do texto, vou disponibilizar o email que encaminhei a um dos estabelecimentos. Assim, vocês podem usá-lo como modelo para que possam fazer o mesmo.

Bom, então fui pesquisar um pouco sobre o assunto e encontrei um documento muito interessante, da ACELBRA-RJ, traduzido do site GIG (Gluten Intolerance Group), que fala a respeito. Fiz algumas adaptações (uni tópicos em comum, sem alterar a informação em si), e disponibilizo para vocês:

Afinal, dá pra produzir alimentos sem glúten em uma cozinha onde se manipula glúten?
A grande maioria sabe (e se não sabe, aprenderá agora) que o pó da farinha de trigo pode ficar no ar até 24 horas depois de manuseá-la. Por exemplo, em uma padaria, o padeiro fabrica pães das 6 da manhã até as 17 horas da tarde. Das 17 horas da tarde de um dia até as 17 horas da tarde do outro dia, ou seja, 24 horas depois que ele parou de manusear a farinha de trigo, ainda haverá trigo suspenso no ar. Entendem agora porque é tão séria toda essa questão? Esse é só um ponto.

Também, já sabemos o que é o glúten e onde ele pode ser encontrado, correto? É exatamente o glúten que dá elasticidade, volume e uma textura agradável aos produtos. Por essa razão, ele é o queridinho dos padeiros. Sem ele, encontram-se todas as dificuldades que nós, celíacos, encontramos para preparar uma receita sem glúten. Já é difícil acertar a textura, sabor e elasticidade dos alimentos que preparamos em nossa casa, onde não há (ou pelo menos, não deve haver) contaminação cruzada. Agora, imaginem em um estabelecimento onde a farinha de trigo é base para a maioria dos alimentos? Difícil, não acham?

Difícil sim, e por esse motivo, uma pessoa que se propõe a produzir alimentos sem glúten deve ter em mente tudo isso, lembrando qual é o tipo de público que vai conseguir atender: é só para quem faz dieta sem glúten por opção ou para celíacos? Se for só para quem faz dieta por opção, é de muito bom senso o fabricante especificar, por exemplo: "produto naturalmente sem glúten porém produzido em ambiente onde são produzidos alimentos com glúten". Vejam como atitudes como essa facilitariam muito a nossa vida. Público existe para ambos os tipos de produção. O que é realmente muito triste é imaginar que alguns fabricantes acabam fazendo isso por má fé e não só pela falta de conhecimento. E existe fabricante que age dessas duas formas. 

Toda essa preocupação é porque pequenas quantidades de glúten (mais de 20 partes por milhão) são muito prejudiciais para nós. Parece pouco mas esse pouco já é capaz de trazer graves consequências.
Em um ambiente, por exemplo, em uma cozinha, além do pó da farinha de trigo no ar, equipamentos compartilhados com as partículas de trigo, a limpeza inadequada, o uso comum de utensílios e a falta de programação para a produção de alimentos com e sem glúten são as principais formas de contaminação cruzada de produtos sem glúten. 

Sabemos que produzir alimentos sem glúten demanda um alto investimento financeiro. No entanto, ninguém consegue assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Se você tem planos de produzir alimentos isentos de glúten, pense sobre o assunto, faça simulações, leia, busque orientação, tire dúvidas e entenda, primeira e principalmente, sobre contaminação cruzada. Conheço estabelecimentos que pensaram na possibilidade e, quando foram buscar informações a respeito, desistiram, pois viram o quão séria é essa questão. Entendam que isso é lidar com a saúde das pessoas. Não há nada de errado admitir que é muita responsabilidade para se assumir esse tipo de produção. O que é muito errado (mas MUITO mesmo!) é a pessoa saber de tudo isso e fingir que não sabe, visando somente lucrar com produtos sem glúten. 

Sim, é possível, desde que os procedimentos sejam rigorosamente seguidos, visando evitar a contaminação cruzada. Entendam algumas etapas fundamentais:

Manuseio dos ingredientes e equipamentos
- O armazenamento e a preparação dos ingredientes devem ser separados. Por exemplo, os ingredientes sem glúten devem ter uma área de armazenamento, preparação e embalagem próprias. Os produtos devem ser armazenados em recipientes fechados e pacotes, devidamente marcados para que não haja confusão entre eles.
- Utensílios e equipamentos devem ser separados, ou seja, ferramentas de medição, panelas, tigelas e etc., devem ser usados exclusivamente para produção de alimentos sem glúten. Para facilitar, pode-se usar etiquetas para identificação.
- Os funcionários devem usar roupas limpas e mãos higienizados ao manusearem produtos sem glúten. Jalecos, aventais, toucas e luvas devem ser exclusivas para a produção de alimentos sem glúten. Nesse tópico, inclui-se a alimentação dos funcionários: não deve ser permitida, na área de produção, a entrada de alimentos e bebidas para as refeições.

Instalações e limpeza
A melhor forma de evitar a contaminação cruzada com o pó residual da farinha de trigo, que não é capaz de ser facilmente removida com a limpeza normal, é ter equipamentos que controlam o fluxo de ar entre as duas áreas de produção, a de alimentos sem glúten e a de alimentos com glúten. Além disso, o sistema de limpeza "wet cleaning" (molhado), é a melhor maneira e remover o glúten do ambiente, equipamentos e utensílios. Em resumo, água e sabão para eliminar o risco de contaminação cruzada. Álcool e pano não resolvem absolutamente nada. Afinal, glúten não é bactéria, certo?

Cronograma de produção (24 horas)
Considerando que o pó da farinha de trigo permanece no ar por até 24 horas, com toda certeza esse pó vai se depositar sobre as superfícies do ambiente, ou seja, mesas, pia, armários, equipamentos, utensílios e onde mais puder. Esperar 24 horas, após a última produção feita com glúten, é uma maneira de também se evitar a contaminação cruzada. O ideal é que se agende a produção dos alimentos sem glúten para as manhãs da segunda-feira, após minuciosa inspeção do local, garantindo que no fim de semana não tenha ocorrido produção de alimento com glúten. Observe a poeira no ambiente e limpe-o rigorosamente, incluindo maçanetas e portas. 

Importante mencionar que a ACELBRA-RJ recomenda que "os profissionais especializados sejam consultados sobre os procedimentos adotados e que os funcionários do estabelecimento recebam orientação técnica sobre a doença celíaca/sensibilidade ao glúten e as diversas formas de contaminação cruzada, para garantir que não haja falhas na produção."

Ou seja, minha gente, TREINAMENTO. Muito treinamento para os funcionários entenderem o que é a doença celíaca e quais as formas e riscos da contaminação cruzada para nós. Sem conhecimento não há consciência e portanto, não há mudança.

Entendem porque não dá para acreditar, logo de cara, em fabricantes que dizem produzir alimentos sem glúten? Não é tão simples quanto parece, infelizmente. 

Agora, deixo com vocês alguns materiais que julgo importantes. Vou começar pelo email, que mencionei lá em cima. Logo depois, deixo alguns links que gostei bastante também.

**

** Modelo de email a ser enviado para estabelecimentos. Cliquem na foto para visualizá-la em tamanho maior. Os trechos entre [] ou {} podem ser removidos e substituídos por outros, se assim desejarem.


Dicas super bacanas

✍ No site do GIG, vocês vão encontrar, originalmente em inglês, boletins educacionais a respeito da doença celíaca e temas relacionados. Tem muita coisa bacana! Para quem não lê em inglês, é só pedir para traduzir a página, lá em cima, no cantinho esquerdo da tela. Não fica 100% mas já ajuda a entender o contexto. Clique aqui para conhecer!



E por último, quero deixar uma pergunta a todos os fabricantes, para que essa leve-os a refletir sobre a seriedade desta questão:

Vocês dariam açúcar escondido a um diabético? 
Então, por que querem nos dar glúten escondido?



Fonte: ACELBRA-RJ; GIG (Gluten Intolerance Group)

sábado, 10 de agosto de 2013

Receita de hoje: arroz piamontese e bife grelhado ao molho de mostarda


Para o dia dos pais, o almoço tem que ser bem especial, não acham? Aqui em casa será comemoração dupla, já que também será aniversário do meu pai. 
Essa receitinha é homenagem aos nossos heróis. Fiz esse prato há alguns fins de semanas atrás e a receita foi a mais votada para ser publicada nessa semana. 
No dia em que fiz, estava com vontade de comer alguma coisa diferente, bem saborosa. Eu sou maluca por comidas com molhos e então, pensei que seria muito bom fazer filés ao molho de mostarda. Para o acompanhamento, ainda não sabia o que fazer e não sei porque me lembrei de uma viagem que fiz em 2006, com os meus pais, para Petrópolis-RJ. Lá, comemos um prato típico da região: arroz piamontese. Basicamente, ele é um arroz cremoso com queijo. E o melhor, pode ser com arroz amanhecido.
Desde o diagnóstico, folheando meu caderninho de receitas, ficava chateada porque não poderia comê-lo mais, uma vez que a base dele é leite, creme de leite e queijo (MUITA lactose!). Mas, com o passar dos meses, foram lançados o leite de vaca e o queijo sem lactose. Não deu outra, pensei que essa combinação do molho de mostarda com o arroz ficaria excelente. 

Tive um pouquinho mais de trabalho porque substitui o creme de leite da receita do molho de mostarda por uma receita de molho branco, sem lactose. Mas, valeu a pena porque ficou tudo excelente! 
Sigam os passos e vocês não vão errar. Essa receita serve, aproximadamente, 4 pessoas.

Vamos aprender? 

Em primeiro lugar, vamos preparar nosso "creme de leite", ou melhor, nosso molho branco que substituirá o creme de leite na receita do molho de mostarda. Para isso, você vai precisar de:

- 1 dente de alho amassado
- 1 colher de sopa de margarina (indico a Becel do potinho azul, pois é sem lactose)
- 1 colher de sobrema não muito cheia de amido de milho
- 2 copos de leite (500 ml) de leite de vaca sem lactose (marca Piracanjuba). Reserve um pouquinho dessa quantidade para dissolvermos o amido de milho nele.
- Sal (só um pouquinho, lembrando que o creme de leite é neutro)

Em uma panela aqueça a margarina e doure o alho amassado. Quando dourar, acrescente o leite e deixe ferver (cuidado para não fazer sujeira no fogão, hein?!). Depois de ferver por alguns minutos (ele estará um pouco mais grossinho do que quando colocou na panela), coloque o amido de milho em um pouco de leite (para não empelotar). Aos poucos, vá colocando colheres de sobremesa dessa mistura e vá mexendo. Deixe ferver mais um pouco. A consistência dele deve ficar parecida com a do creme de leite, lembrando que quando o molho esfria, ele endurece mais um pouco.
Acrescente o sal e desligue. Reserve.

Agora, vamos preparar o arroz. Separe os seguintes ingredientes:
- 400 ml de leite de vaca sem lactose 
- 4 xicaras de arroz cozido (pode ser o arroz do dia anterior)
- 1 cebola média bem picadinha
- 2 colheres de sopa de margarina usei a Becel do potinho azul, que é sem lactose)
- Queijo sem lactose (usei o queijo mussarela, da marca Balkis, que é sem lactose)
- Sal (se necessário) e noz moscada a gosto

Aqueça a manteiga. Acrescente a cebola e refogue um pouco. Coloque o arroz e mexa bem. Em seguida, acrescente parte do leite, mexendo até que que comece a ficar cremoso. Jogue os pedaços de queijo e mexa para que eles derretam. Caso haja necessidade, acrescente mais leite e sal. Se desligar o fogo, o tempo em que ficará desligado, vai fazer com que ele fique grudadinho. Na hora de servir, é só jogar um pouquinho mais de leite. Sirva logo em seguida. Quem quiser, pode jogar queijo ralado por cima.


Vamos para a última parte: o bife grelhado com o molho de mostarda.

- 8 bifes (costumo usar filé mignon ou contra-filé)
- 4 colheres de sopa de mostarda (usei a comum, amarela)
- Molho branco que já fizemos e reservamos
- 1 colher de sopa de molho inglês
- Um pouquinho de leite (meio copo ou até menos)
- Sal para os bifes e, se necessário, para o molho (lembre-se que a mostarda já é bem salgadinha)

Em uma panela teflonada e com pouco óleo, frite os bifes. Não salgue antes de fritá-los para que não percam água e fiquem duros. Salgue quando já estiverem sendo fritos na panela. Coloque o sal em ambos os lados da carne. Reserve os bifes.


Na mesma panela em que fritou os bifes (para aproveitar o fundinho que ficou queimado), jogue o molho branco e vá acrescentando todos os outros ingredientes, mexendo. 

Em um refratário, coloque os bifes e jogue o molho por cima. Se achar necessário, leve ao forno para esquentar um pouco mais a carne. 

E está prontinho! É só se deliciar!



Espero que todos gostem desse prato e que ele também agrade a todos os papais, celíacos ou não.

Feliz dia dos pais para todos os meus leitores e um ótimo fim de semana!


Beijocas


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Minha experiência no H3 Brasil Hamburguer Gourmet e Bacio di Latte

Adoro conhecer lugares novos e sábado foi o dia de conhecer o H3 Brasil Hamburguer Gourmet* (celíacos, vide edição no final do post) e o Bacio di Latte

Já estava curiosa há um tempo e eu e meu namorado decidimos ir até lá. Fomos nas unidades do Shopping Morumbi, em São Paulo. 
Para quem não sabe, o H3 é a mais nova hamburgueria, estilo fast food, e a Bacio di Latte, uma sorveteria. Curiosos para saberem minha opinião? Vamos lá!

H3 Brasil Hamburguer Gourmet
Com os conceitos de "new hamburgology" e "not so fast food", o H3 promete satisfazer os clientes com hamburgueres gourmet. São 200g de carne bovina grelhada. Porém, a grande sacada é que eles não são servidos no pão e sim, no prato. Pode-se escolher o ponto da carne (ao ponto ou bem passada), o tipo de molho (podendo pedir sem molho) e dois acompanhamentos (arroz, batatas chips ou salada). 
O serviço me lembrou um pouco a forma como o Subway faz: você pega uma bandeja e vai passando pelas funcionárias fazendo suas escolhas. Os preços variam de R$13,95 até R$23,95 (não estou muito certa do valor mais alto). O que me deixou muito animada foi poder ver essa imagem na fanpage da marca. Inclusive, compartilhei-a na fanpage do blog.


Chegando lá, é só entrar na fila que uma funcionária (como no Mc Donald's) vem te apresentar o cardápio. E foi isso que fizemos. 

- Olá! Sou celíaca e sei que vocês possuem opções de pratos sem glúten. Eu poderia ter acesso a esse cardápio, por gentileza?
- (Cara de quem não entendeu) É...como?
Repeti a frase
- Então, eu não sei...nossos hamburgueres tem gordura, né...
- Mas veja, glúten não tem nada a ver com gordura. Você poderia, por gentileza, chamar a gerente?
Ela olha no balcão e diz:
- Ela não está agora.

Nesse instante, olhei para o lado e meu namorado já estava no balcão conversando com a gerente, sem saber sobre a função dela. Me aproximei dela e expliquei que sou celíaca, não podia comer glúten e não sabia quais pratos do cardápio eu poderia consumir. Ela, muito simpática, explicou que não tinha um cardápio exclusivo. Tudo bem que ela foi super simpática, mas eu estava diante de uma situação bastante comum para nós: falta de conhecimento por parte dos funcionários. Percebendo isso, disse a ela que era extremamente complicado uma rede de alimentação divulgar, na fanpage oficial, que oferece alimentação para celíaco e, ao chegarmos no estabelecimento, a funcionária nem saber do que se trata. Vejam, é para celíacos e não para quem segue dieta sem glúten por opção, que pode, por exemplo, consumir um alimento que sofreu contaminação cruzada, sem maiores prejuízos. Nesse momento, ela se apresentou, dizendo que era a gerente. Perguntei se ela entendia a minha posição e ela, muito simpática, disse que sim. Só então que ela afirmou: "Não temos um cardápio exclusivo mas nós, gerentes, sabemos quais pratos contém e quais não contém."

Finalmente ela me deixou tranquila! Solicitei a ajuda dela e com o cardápio na mão, fui para a fila escolher o meu prato. Fiquei ali pensando e quando vi todas as cumbuquinhas de molho grudadinhas umas nas outras, desisti de pedir molho. Um deles leva cerveja. Quem me garante que não cai um molho dentro do outro? Ou ainda, que não possa haver troca de talheres com os quais os molhos são servidos? Isso nos causa grande insegurança. Costumo dizer que cerveja é glúten puro, só que líquido. E vale lembrar, quaisquer resquícios podem nos causar grandes prejuízos. 

Mesmo com tanta turbulência, fiquei feliz da vida com a minha escolha. Optei pelo hamburguer grelhado ao ponto (sem molho), arroz e batatas chips. Da próxima, escolherei o hamburguer bem passado, pois ele ainda veio sanguinolento. Mesmo assim, estava muito gostoso, sem muito sal (o que é ideal para nossa saúde). O arroz me pareceu ser feito na manteiga e as batatas, bem sequinhas. Fantástico!
O preço? Não achei nada absurdo, principalmente se levarmos em consideração as hamburguerias da cidade de São Paulo, que chegam a cobrar o preço de um hamburguer como se fosse comida de verdade.

Não estou dizendo que o funcionário tem culpa disso ou daquilo. O que quero dizer, que foi o que me pareceu, é que falta treinamento. Não é só o gerente que deve saber a respeito das opções sem glúten. Na minha opinião, aquela funcionária é a porta de entrada do restaurante. Chegarmos em um lugar que divulga opção de alimentação para nós e percebemos que o funcionário não sabe do que se trata, nos deixa muito inseguros. Só quem é celíaco pode entender o que quero dizer. Nosso medo de ingerir glúten escondido é muito grande. Nenhum celíaco quer comer e passar mal! 

Recomendo o H3 porque acho que esses "probleminhas" podem ser completamente contornados com um bom treinamento. É fato que ninguém é perfeito, mas algumas atitudes ou falta delas podem causar sérios problemas não só para a saúde dos celíacos, como para a imagem do restaurante. 

Minhas sugestões para a equipe H3?
 Em primeiríssimo lugar, treinamento para TODOS os funcionários: conhecerem o que é glúten e doença celíaca para que assim, possam nos ajudar com relação aos pratos que podemos ou não consumir
 Mudança da disposição dos molhos. Não sei ao certo como fazer isso mas acho que isso é bastante sério e deve ser levado em conta.

Minha nota por enquanto? 8, mas quero chegar no 10, hein?! Estou apostando!
Espero que essas dicas e minha experiência sirvam para reflexão da equipe H3, contribuindo para que melhorem e cresçam, afinal tiveram a iniciativa de pensar em nós e isso é maravilhoso. Não acham?
Fico extremamente grata por isso.

SUPER IMPORTANTE: o h3 benedict e o h3 cheese, segundo informação da gerente da unidade, agora possuem glúten. Informem-se antes de consumir, ok?

Agora, vou deixar vocês com água na boca...



Bacio di Latte
Criada em 2011, essa sorveteria graciosa difunde, aqui no Brasil, a ideia dos verdadeiros sorvetes italianos. Eu já havia ouvido sobre ela mas só neste fim de semana que tive a oportunidade de conhecer. Na verdade, foi uma sugestão da minha cunhadinha. Ela mesma me disse que os sorvetes não contém glúten e que alguns são zero ou baixa lactose. Fiquei empolgadíssima! E lá fomos nós...
Chegando, perguntei a um funcionário sobre o glúten e lactose e ele, logo de cara, já me mostrou as opções. As indicadas foram os famosos sorbets. Os sabores? Melhores impossíveis! Pera, limão siciliano, maracujá, figo, morango e framboesa. E o bacana é que dá para experimentar todos que quiserem. O preço varia de 8 a 12 reais. 
Para quem não sabe, os sorbets são a base de água. Mas garanto para vocês, não parece! São muito cremosos. 
Eu e meu namorado resolvemos dividir um grande, que dá para colocar até 3 sabores (mas que, na minha opinião, não é grande). A nossa escolha foi figo, morango e limão siciliano. Gente, o de figo é divino, dos deuses! 

Minha nota? 10! Atendimento e sabor excelentes. E o espaço? Super gracioso!
A equipe toda está de parabéns! Está mais do que recomendado.

Fiquem com a minha sobremesa...



Bom, então é isso...
Espero que essas experiências sejam uma forma de incentivar os estabelecimentos a pensarem mais em nós, celíacos.
Agradeço, de coração, a equipe do H3 e da Bacio di Latte por terem pensado em pessoas, como eu, que possuem restrição alimentar com relação ao glúten. É realmente muito bom saber que podemos contar com vocês!

Beijocas

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* Editado dia 17.07.2015
O H3 não é mais um lugar seguro para celíacos, pois agora serve pão também, infelizmente. 

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