sábado, 10 de agosto de 2013

Receita de hoje: arroz piamontese e bife grelhado ao molho de mostarda


Para o dia dos pais, o almoço tem que ser bem especial, não acham? Aqui em casa será comemoração dupla, já que também será aniversário do meu pai. 
Essa receitinha é homenagem aos nossos heróis. Fiz esse prato há alguns fins de semanas atrás e a receita foi a mais votada para ser publicada nessa semana. 
No dia em que fiz, estava com vontade de comer alguma coisa diferente, bem saborosa. Eu sou maluca por comidas com molhos e então, pensei que seria muito bom fazer filés ao molho de mostarda. Para o acompanhamento, ainda não sabia o que fazer e não sei porque me lembrei de uma viagem que fiz em 2006, com os meus pais, para Petrópolis-RJ. Lá, comemos um prato típico da região: arroz piamontese. Basicamente, ele é um arroz cremoso com queijo. E o melhor, pode ser com arroz amanhecido.
Desde o diagnóstico, folheando meu caderninho de receitas, ficava chateada porque não poderia comê-lo mais, uma vez que a base dele é leite, creme de leite e queijo (MUITA lactose!). Mas, com o passar dos meses, foram lançados o leite de vaca e o queijo sem lactose. Não deu outra, pensei que essa combinação do molho de mostarda com o arroz ficaria excelente. 

Tive um pouquinho mais de trabalho porque substitui o creme de leite da receita do molho de mostarda por uma receita de molho branco, sem lactose. Mas, valeu a pena porque ficou tudo excelente! 
Sigam os passos e vocês não vão errar. Essa receita serve, aproximadamente, 4 pessoas.

Vamos aprender? 

Em primeiro lugar, vamos preparar nosso "creme de leite", ou melhor, nosso molho branco que substituirá o creme de leite na receita do molho de mostarda. Para isso, você vai precisar de:

- 1 dente de alho amassado
- 1 colher de sopa de margarina (indico a Becel do potinho azul, pois é sem lactose)
- 1 colher de sobrema não muito cheia de amido de milho
- 2 copos de leite (500 ml) de leite de vaca sem lactose (marca Piracanjuba). Reserve um pouquinho dessa quantidade para dissolvermos o amido de milho nele.
- Sal (só um pouquinho, lembrando que o creme de leite é neutro)

Em uma panela aqueça a margarina e doure o alho amassado. Quando dourar, acrescente o leite e deixe ferver (cuidado para não fazer sujeira no fogão, hein?!). Depois de ferver por alguns minutos (ele estará um pouco mais grossinho do que quando colocou na panela), coloque o amido de milho em um pouco de leite (para não empelotar). Aos poucos, vá colocando colheres de sobremesa dessa mistura e vá mexendo. Deixe ferver mais um pouco. A consistência dele deve ficar parecida com a do creme de leite, lembrando que quando o molho esfria, ele endurece mais um pouco.
Acrescente o sal e desligue. Reserve.

Agora, vamos preparar o arroz. Separe os seguintes ingredientes:
- 400 ml de leite de vaca sem lactose 
- 4 xicaras de arroz cozido (pode ser o arroz do dia anterior)
- 1 cebola média bem picadinha
- 2 colheres de sopa de margarina usei a Becel do potinho azul, que é sem lactose)
- Queijo sem lactose (usei o queijo mussarela, da marca Balkis, que é sem lactose)
- Sal (se necessário) e noz moscada a gosto

Aqueça a manteiga. Acrescente a cebola e refogue um pouco. Coloque o arroz e mexa bem. Em seguida, acrescente parte do leite, mexendo até que que comece a ficar cremoso. Jogue os pedaços de queijo e mexa para que eles derretam. Caso haja necessidade, acrescente mais leite e sal. Se desligar o fogo, o tempo em que ficará desligado, vai fazer com que ele fique grudadinho. Na hora de servir, é só jogar um pouquinho mais de leite. Sirva logo em seguida. Quem quiser, pode jogar queijo ralado por cima.


Vamos para a última parte: o bife grelhado com o molho de mostarda.

- 8 bifes (costumo usar filé mignon ou contra-filé)
- 4 colheres de sopa de mostarda (usei a comum, amarela)
- Molho branco que já fizemos e reservamos
- 1 colher de sopa de molho inglês
- Um pouquinho de leite (meio copo ou até menos)
- Sal para os bifes e, se necessário, para o molho (lembre-se que a mostarda já é bem salgadinha)

Em uma panela teflonada e com pouco óleo, frite os bifes. Não salgue antes de fritá-los para que não percam água e fiquem duros. Salgue quando já estiverem sendo fritos na panela. Coloque o sal em ambos os lados da carne. Reserve os bifes.


Na mesma panela em que fritou os bifes (para aproveitar o fundinho que ficou queimado), jogue o molho branco e vá acrescentando todos os outros ingredientes, mexendo. 

Em um refratário, coloque os bifes e jogue o molho por cima. Se achar necessário, leve ao forno para esquentar um pouco mais a carne. 

E está prontinho! É só se deliciar!



Espero que todos gostem desse prato e que ele também agrade a todos os papais, celíacos ou não.

Feliz dia dos pais para todos os meus leitores e um ótimo fim de semana!


Beijocas


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Minha experiência no H3 Brasil Hamburguer Gourmet e Bacio di Latte

Adoro conhecer lugares novos e sábado foi o dia de conhecer o H3 Brasil Hamburguer Gourmet* (celíacos, vide edição no final do post) e o Bacio di Latte

Já estava curiosa há um tempo e eu e meu namorado decidimos ir até lá. Fomos nas unidades do Shopping Morumbi, em São Paulo. 
Para quem não sabe, o H3 é a mais nova hamburgueria, estilo fast food, e a Bacio di Latte, uma sorveteria. Curiosos para saberem minha opinião? Vamos lá!

H3 Brasil Hamburguer Gourmet
Com os conceitos de "new hamburgology" e "not so fast food", o H3 promete satisfazer os clientes com hamburgueres gourmet. São 200g de carne bovina grelhada. Porém, a grande sacada é que eles não são servidos no pão e sim, no prato. Pode-se escolher o ponto da carne (ao ponto ou bem passada), o tipo de molho (podendo pedir sem molho) e dois acompanhamentos (arroz, batatas chips ou salada). 
O serviço me lembrou um pouco a forma como o Subway faz: você pega uma bandeja e vai passando pelas funcionárias fazendo suas escolhas. Os preços variam de R$13,95 até R$23,95 (não estou muito certa do valor mais alto). O que me deixou muito animada foi poder ver essa imagem na fanpage da marca. Inclusive, compartilhei-a na fanpage do blog.


Chegando lá, é só entrar na fila que uma funcionária (como no Mc Donald's) vem te apresentar o cardápio. E foi isso que fizemos. 

- Olá! Sou celíaca e sei que vocês possuem opções de pratos sem glúten. Eu poderia ter acesso a esse cardápio, por gentileza?
- (Cara de quem não entendeu) É...como?
Repeti a frase
- Então, eu não sei...nossos hamburgueres tem gordura, né...
- Mas veja, glúten não tem nada a ver com gordura. Você poderia, por gentileza, chamar a gerente?
Ela olha no balcão e diz:
- Ela não está agora.

Nesse instante, olhei para o lado e meu namorado já estava no balcão conversando com a gerente, sem saber sobre a função dela. Me aproximei dela e expliquei que sou celíaca, não podia comer glúten e não sabia quais pratos do cardápio eu poderia consumir. Ela, muito simpática, explicou que não tinha um cardápio exclusivo. Tudo bem que ela foi super simpática, mas eu estava diante de uma situação bastante comum para nós: falta de conhecimento por parte dos funcionários. Percebendo isso, disse a ela que era extremamente complicado uma rede de alimentação divulgar, na fanpage oficial, que oferece alimentação para celíaco e, ao chegarmos no estabelecimento, a funcionária nem saber do que se trata. Vejam, é para celíacos e não para quem segue dieta sem glúten por opção, que pode, por exemplo, consumir um alimento que sofreu contaminação cruzada, sem maiores prejuízos. Nesse momento, ela se apresentou, dizendo que era a gerente. Perguntei se ela entendia a minha posição e ela, muito simpática, disse que sim. Só então que ela afirmou: "Não temos um cardápio exclusivo mas nós, gerentes, sabemos quais pratos contém e quais não contém."

Finalmente ela me deixou tranquila! Solicitei a ajuda dela e com o cardápio na mão, fui para a fila escolher o meu prato. Fiquei ali pensando e quando vi todas as cumbuquinhas de molho grudadinhas umas nas outras, desisti de pedir molho. Um deles leva cerveja. Quem me garante que não cai um molho dentro do outro? Ou ainda, que não possa haver troca de talheres com os quais os molhos são servidos? Isso nos causa grande insegurança. Costumo dizer que cerveja é glúten puro, só que líquido. E vale lembrar, quaisquer resquícios podem nos causar grandes prejuízos. 

Mesmo com tanta turbulência, fiquei feliz da vida com a minha escolha. Optei pelo hamburguer grelhado ao ponto (sem molho), arroz e batatas chips. Da próxima, escolherei o hamburguer bem passado, pois ele ainda veio sanguinolento. Mesmo assim, estava muito gostoso, sem muito sal (o que é ideal para nossa saúde). O arroz me pareceu ser feito na manteiga e as batatas, bem sequinhas. Fantástico!
O preço? Não achei nada absurdo, principalmente se levarmos em consideração as hamburguerias da cidade de São Paulo, que chegam a cobrar o preço de um hamburguer como se fosse comida de verdade.

Não estou dizendo que o funcionário tem culpa disso ou daquilo. O que quero dizer, que foi o que me pareceu, é que falta treinamento. Não é só o gerente que deve saber a respeito das opções sem glúten. Na minha opinião, aquela funcionária é a porta de entrada do restaurante. Chegarmos em um lugar que divulga opção de alimentação para nós e percebemos que o funcionário não sabe do que se trata, nos deixa muito inseguros. Só quem é celíaco pode entender o que quero dizer. Nosso medo de ingerir glúten escondido é muito grande. Nenhum celíaco quer comer e passar mal! 

Recomendo o H3 porque acho que esses "probleminhas" podem ser completamente contornados com um bom treinamento. É fato que ninguém é perfeito, mas algumas atitudes ou falta delas podem causar sérios problemas não só para a saúde dos celíacos, como para a imagem do restaurante. 

Minhas sugestões para a equipe H3?
 Em primeiríssimo lugar, treinamento para TODOS os funcionários: conhecerem o que é glúten e doença celíaca para que assim, possam nos ajudar com relação aos pratos que podemos ou não consumir
 Mudança da disposição dos molhos. Não sei ao certo como fazer isso mas acho que isso é bastante sério e deve ser levado em conta.

Minha nota por enquanto? 8, mas quero chegar no 10, hein?! Estou apostando!
Espero que essas dicas e minha experiência sirvam para reflexão da equipe H3, contribuindo para que melhorem e cresçam, afinal tiveram a iniciativa de pensar em nós e isso é maravilhoso. Não acham?
Fico extremamente grata por isso.

SUPER IMPORTANTE: o h3 benedict e o h3 cheese, segundo informação da gerente da unidade, agora possuem glúten. Informem-se antes de consumir, ok?

Agora, vou deixar vocês com água na boca...



Bacio di Latte
Criada em 2011, essa sorveteria graciosa difunde, aqui no Brasil, a ideia dos verdadeiros sorvetes italianos. Eu já havia ouvido sobre ela mas só neste fim de semana que tive a oportunidade de conhecer. Na verdade, foi uma sugestão da minha cunhadinha. Ela mesma me disse que os sorvetes não contém glúten e que alguns são zero ou baixa lactose. Fiquei empolgadíssima! E lá fomos nós...
Chegando, perguntei a um funcionário sobre o glúten e lactose e ele, logo de cara, já me mostrou as opções. As indicadas foram os famosos sorbets. Os sabores? Melhores impossíveis! Pera, limão siciliano, maracujá, figo, morango e framboesa. E o bacana é que dá para experimentar todos que quiserem. O preço varia de 8 a 12 reais. 
Para quem não sabe, os sorbets são a base de água. Mas garanto para vocês, não parece! São muito cremosos. 
Eu e meu namorado resolvemos dividir um grande, que dá para colocar até 3 sabores (mas que, na minha opinião, não é grande). A nossa escolha foi figo, morango e limão siciliano. Gente, o de figo é divino, dos deuses! 

Minha nota? 10! Atendimento e sabor excelentes. E o espaço? Super gracioso!
A equipe toda está de parabéns! Está mais do que recomendado.

Fiquem com a minha sobremesa...



Bom, então é isso...
Espero que essas experiências sejam uma forma de incentivar os estabelecimentos a pensarem mais em nós, celíacos.
Agradeço, de coração, a equipe do H3 e da Bacio di Latte por terem pensado em pessoas, como eu, que possuem restrição alimentar com relação ao glúten. É realmente muito bom saber que podemos contar com vocês!

Beijocas

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* Editado dia 17.07.2015
O H3 não é mais um lugar seguro para celíacos, pois agora serve pão também, infelizmente. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Receita de hoje: bolo de chocolate com calda quente



Huuuummmm! Um bolinho de chocolate é tudo de bom, não é?
Estava eu aqui, pensando em qual receita iria publicar e na hora que bati o olho nessa, tive certeza de que ela é a ideal para esse tempinho. Com ela, dá para fazer excelentes combinações com chá, café, e até capuccino (para visualizar uma receita de capuccino sem lactose, clique aqui!). 
Já havia postado uma outra receita de bolo de chocolate com coco, que não leva farinha (aqui!). Porém, a textura desse é bem diferente. É o verdadeiro bolinho de chocolate caseiro, para comer no café da tarde ou da manhã. 

Essa receita foi fornecida por uma leitora, a Lorena (obrigadíssima, querida!). Eu testei e amei! Tanto que já usei para fazer um bolo de chocolate com marshmallow, no aniversário do meu namorado. Não se preocupem porque também vou colocá-lo aqui, logo mais.

Vamos aprender? A receita é super fácil e deliciosa. E o melhor de tudo, é de liquidificador. E claro, usei minha receita predileta de calda de chocolate.

Você vai precisar de:
- 1 xícara de leite morno (usei o leite de vaca sem lactose)
- 3 ovos inteiros
- 2 xícaras de açúcar
- 4 colheres de sopa de margarina derretida (usei a da marca Becel, que é sem lactose)
- 1 xícara de chocolate em pó (usei o da marca Nestlé, que não contém açúcar)
- 2 xícaras de FSG (gosto muito da marca Aminna)
- 1 colher de sopa de fermento 

Pré-aqueça o forno, em temperatura de 180 graus, por aproximadamente 20 minutos.
Bata todos os ingredientes, exceto o fermento, no liquidificador, até que a mistura fique homogênea. 
Depois, acrescente o fermento e mexa com uma colher. Em uma forma untada (não se esqueçam de untar com uma farinha sem glúten, hein?), coloque para assar. Não abra o forno antes de 30 minutos e, passado esse tempo, vá espetando um palitinho de dente para ver se já está assado. 

Para a cobertura (a melhor do mundo inteiro!):
- 250 ml de leite de vaca sem lactose
- 5 colheres de sopa rasas de chocolate em pó. Se achar que ficará forte, pode diminuir a quantidade de colheres ou colocar colheres rasas.
- 3 colheres de sopa rasas de açúcar 
- 1 colher de sobremesa rasa de margarina (Becel, do potinho azul, que é sem lactose)

Em uma panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo,  por aproximadamente 20 minutos, sempre mexendo, até o ponto de calda. 

Em seguida, jogue a calda de chocolate em cima do bolo ainda quentinho e sirva. Olhem como ficou o meu...



Tenho certeza de que vão amar!
Ainda mais com esse friozinho, quem não gosta, não é?

Depois me contem o que acharam da receitinha.

Torçam por mim: tenho mais um casamento esse fim de semana...Brrrrr!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Criando filhos celíacos: a história do pequeno Gabriel

"Sempre falo que tenho dois prazeres, um é quando a receita dá certo 
e o outro é quando o Gabriel gosta e dá nota dez. 
E também sempre digo para ele que o problema dele é tão 
pequeno que ninguém nota, que ele tem uma mãe que vai 
sempre fazer coisas gostosas e que um dia ele irá aprender a fazer. 
Nos divertimos muito com isso. Atualmente estou com um projeto pra criar um site de 
vendas de alimentos sem glúten, acho que esse mercado merece 
ampliar cada vez mais, pois o número de celíacos vem crescendo consideravelmente." 



Mais uma história de superação! Parabéns ao pequeno Gabriel e sua mãe, uma verdadeira heroína. 


"Meu nome é Elisete, sou mãe do Gustavo (8 anos) e do Gabriel (6 anos), que é celíaco. Ele foi diagnosticado com doença celíaca quando ele tinha 2 anos. Os sintomas que surgiram eram diarreia e irritabilidade; ele era muito chorão e mau-humorado. Foi difícil porque ele ficava no berçário desde os 5 meses e quando ficava com diarreia eu sempre levava ao pediatra ou hospital. Lá, sempre me falavam que era uma virose. Isso se repetia por várias vezes. Eu não aguentava mais trocar fraldas, cheguei a levá-lo em um hospital muito bom em São Paulo e pedir pra interná-lo para descobrirem o que ele tinha. O hospital se recusou e disse que ele não poderia ser internado porque não estava desidratado. 
Um dia, a enfermeira do berçário me ligou dizendo que ele estava com uma diarréia muito forte e que eu tinha que fazer alguma coisa pra resolver. Deu a entender que eles não queriam mais cuidar do meu filho. Fiquei desesperada e liguei pro pediatra, muito nervosa pedi ajuda e ele me orientou a procurar uma gastro pediatra. Naquele instante consegui marcar uma consulta com urgência e, assim que cheguei na sala da médica, ela perguntou o que ele tinha eu disse que era uma diarreia atrás da outra. Ela questionou se Gabriel era mau-humorado, examinou-o na maca e disse que ele era celíaco, mas que só poderia dar certeza após a biópsia do intestino. Mesmo assim, tentamos um tratamento de alguns meses e ele fez alguns exames, mas não teve melhora.
Após a biópsia foi constatado que ele era celíaco. Na hora, não tive muita reação pois nunca havia ouvido falar nessa doença. Então, ela pediu pra eu entrar no site da Acelbra pra entender melhor. Mas, posso dizer que uma frase que ela disse me marcou profundamente e me deixou assustada: "A doença celíaca não tem cura e ele não poderá comer nunca, nem um pouquinho, alimentos com glúten. O remédio é a dieta 100%  isenta de glúten"
Confesso que fiquei aliviada por ter descoberto o que o meu filho tinha realmente e, em seguida, fui a um supermercado. Na sessão de pães, bolachas, biscoitos, olhei todos os rótulos: "Contém glúten". Saí arrasada do mercado e aí me dei conta dos problemas que iria enfrentar no futuro. 
Em primeiro lugar, avisei a escola e comecei a mandar comida e lanche de casa, limpei os armários e a geladeira, tirando tudo o que tinha glúten. Pesquisei na internet lojas, produtos, depoimentos e senti que a minha vida iria mudar e mudou: o Gabriel passou a ser uma criança muito alegre e bem-humorado. Ele entende que tem regras na alimentação e eu virei a boleira da família, sempre faço o bolo do aniversariante. Adoro descobrir e cozinhar novas receitas sem glúten. Sempre falo que tenho dois prazeres, um é quando a receita dá certo e o outro é quando o Gabriel gosta e dá nota dez. E também sempre digo para ele que o problema dele é tão pequeno que ninguém nota, que ele tem uma mãe que vai sempre fazer coisas gostosas e que um dia ele irá aprender a fazer. Nos divertimos muito com isso. 
Atualmente estou com um projeto pra criar um site de vendas de alimentos sem glúten, acho que esse mercado merece ampliar cada vez mais, pois o número de celíacos vem crescendo consideravelmente. Não é mais uma doença rara, converso com pessoas na rua e elas sempre dizem que tem alguém na família ou amigo que é celíaco.
Deixo uma frase para as mães das crianças ou pessoas que acabaram de descobrir que são celíacas : VIVER SEM GLÚTEN É VIVER COM SAÚDE!
Um grande abraço e espero ajudar um pouquinho com a minha experiência. Estou a sua disposição!"



História da mãe Elisete (37 anos) com o filho Gabriel (6 anos), diagnosticado há 4 anos, moradores da cidade de São Paulo-SP.


E você? Não quer dividir sua história conosco?
Envie um email para semglutenporfavor@gmail.com

Mil beijocas

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Receita de hoje: panquecas salgada e doce


Olá, meus queridos. Quem gosta de panquecas?
Eu adoro! O fim de semana está chegando e sobra um tempinho maior para ir para a cozinha, né?

Minha mãe sempre fez e, depois do diagnóstico, aprendemos a fazer sem glúten. Acho-as super versáteis...dá para fazer qualquer recheio (já pensou de doce de leite?), com ou sem molho, doce ou salgada...enfim, dá pra inventar bastante coisa.
Em um final de semana, resolvi fazer a versão salgada e doce. Ficaram deliciosas! 

Vou ensiná-los e, após a receita, deixar uma receita já postada, que vale muito a pena e é com massa de panqueca. Vamos aprender?

Você vai precisar de:
- 1 copo (250 ml) de amido de milho
- 2 ovos
- 1 copo (250 ml) de leite (quem tem alguma intolerância para a lactose, como eu, pode usar leite de vaca sem lactose ou ainda leites vegetais. Clique aqui para aprender a fazer o leite de arroz, ideal para essa receita)
- Sal a gosto

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Para medir a quantidade da massa a ser levada ao fogo, use um pires. Em uma panela teflonada, coloque 1 pires de massa, deixe um pouco e vire dos dois lados para não queimar (aproximadamente 2 minutos de cada lado, dependendo da potência do fogão). Vá separando todas as massas que ficarem prontas. 

Depois de prontas, coloquei o recheio e vá enrolando-a. Para a versão salgada, usei carne moída com queijo sem lactose (marca Balkis). Coloquei-as em um refratário de vidro, joguei molho vermelho por cima e finalizei com mais queijo. Levei ao microondas por aproximadamente 3 minutos, para o queijo derreter e ela ficar bem quentinha no meio.

Para a versão doce, usei o chocolate sem glúten e sem lactose picado (marca Cacau Show) e segui o mesmo procedimento citado acima. A única coisa que mudei foi o tempo no microondas, não sendo necessário 3 minutos, alguns segundos é o suficiente. 
Enfeite com morango ou como preferir e sirva como sobremesa. 

Huuuummmm....

Panqueca salgada


Panqueca doce


A outra dica que tenho pra vocês é a lasanha feita com massa de panqueca. Todo mundo que experimentou adorou!
Tenho uma amiga que vai receber uma outra amiga celíaca e me perguntou que prato ela poderia servir e que agradasse a todos. Indiquei essa lasanha. Ela adorou a ideia e resolveu testar antes de receber a amiga. Resultado? Ela amou! 
Então, podem fazer que vale muito a pena. Clique aqui para acessar a receita.

Mil beijocas para vocês

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mr. Premium, uma história de muita persistência, dedicação e agora, zero glúten

Eba! Depois de mais de uma semana sem postar aqui no blog, estou de volta. Tirei uma semaninha de férias e estava difícil postar, viajei bastante. 

Alguns de vocês acompanharam esta publicação que fiz no facebook, a respeito de um novo empreendimento aqui na minha cidade, Ribeirão Preto. Estou falando da Mr. Premium.

Clique sobre a foto para visualizá-la em tamanho maior

Amo contar histórias, principalmente quando elas me proporcionam conhecer pessoas que me trazem algo de bom, seja pelo o que carregam dentro do coração ou seja pelo conhecimento que adquiro com elas. O fato é que eu abracei a causa deste novo empreendimento porque de cara as pessoas que estão a frente me trouxeram isso: algo de bom.
Então, vamos conhecer um pouquinho da Mr. Premium?

Em fevereiro deste ano, recebi um email do Fernando, sócio proprietário da Mr. Premium. No email, ele contava que tinha uma indústria de produtos naturais aqui em Ribeirão Preto e que estava mudando totalmente o  foco da empresa, iriam produzir produtos sem glúten e sem lactose. E mais do que isso: ele gostaria de saber quais produtos nós, celíacos, temos mais dificuldades em encontrar. Lendo o email, fiquei tão feliz por ter sido contatada por alguém interessado em nos proporcionar produtos sem glúten. 
Respondi prontamente e a partir daquele email, trocamos diversas informações. Enviei a ele muitos materiais da ACELBRA-RJ, principalmente com relação a contaminação cruzada porque claro, é muito fácil produzir produtos sem glúten. O difícil é produzi-los sem risco de contaminação cruzada. Apesar da alegria de ter recebido o email, fiquei bastante receosa com a nova proposta, afinal a maioria das pessoas desconhecem os perigos do glúten escondido. Enfatizei também sobre a dificuldade de encontrarmos bons produtos em um preço justo. 

E assim, fomos conversando mais e mais...
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que antes mesmo de enviar qualquer material ou explicação, o pai do Fernando, outro proprietário do empreendimento, me escreveu dizendo que assim que produzisse um alimento descontaminado, faria questão que eu experimentasse. UAU, fantástico! Isso significava que alguma coisa eles já sabiam a respeito da contaminação cruzada, não é?
Por telefone, falei com o Fernando e através da nossa conversa, ficou muito claro para mim o conhecimento deles sobre o tema e a responsabilidade que estavam adquirindo frente a produção deste tipo de alimento. Também, fiquei bastante aliviada porque naquele momento se mostraram comerciantes extremamente éticos e comprometidos com o próximo. Indiquei vários produtos para que eles experimentassem e sentissem a textura, o gosto e também, pesquisassem os preços. 
Também, pude conhecer um pouco da história deles e qual o motivo de quererem entrar para este tipo de mercado. 


O pai do Fernando, o Sr. Castro, é um renomado técnico em panificação. Durante toda a sua vida, trabalhou com panificação, prestando consultoria para padeiros e confeiteiros em todo o Brasil. Aqui em Ribeirão Preto, a Mr. Premium existe há mais de 10 anos, mas sempre com produção de alimentos com glúten. Eles iam muito bem, vendiam e produziam bastante, além de possuir bons supermercados como clientes, onde vendiam seus produtos. No entanto, um desses grandes supermercados fechou as portas e o Sr. Castro teve um declínio muito grande das vendas, o que o levou a grandes dificuldades. 
Religioso e muito confiante, conheceu na igreja uma nutricionista, intolerante a lactose e ovo, que falou sobre a dificuldade de encontrar produtos adequados e, principalmente de indicar a seus pacientes a dieta isenta de glúten, visto que muitos deles são de classe baixa e os produtos, de alto preço. Então, ela começou a incentivá-los para esse tipo de mercado, contando a eles sobre suas dificuldades e sobre o quanto o mercado sem glúten pode ser promissor. 
Então, eles começaram a pensar a respeito e visitando uma das lojas clientes que possuíam, a vendedora indicou esse cantinho. Acreditem! Estive uma vez  lá, contei que era celíaca, que tinha criado um blog e que ela poderia indicar, se quisesse, para pessoas que seguiam dieta isenta de glúten. E assim foi...ela falou do blog, ele visitou e por fim, me mandou o email. 
Olha como se forma a rede de conhecimento, gente! Não é incrível?


Eles levaram cerca de 30 dias para descontaminar toda a indústria antes do início da produção dos alimentos sem glúten, até o teto foi lavado. Feito isso, eles me ligaram e me convidaram para conhecer o espaço e os produtos que já haviam produzido. Chamei minha mãe para acompanhar e lá fomos nós. Foi incrivel! São pessoas maravilhosas, dispostas e o Sr. Castro produz maravilhas com todo o conhecimento dele. Experimentei cookies, biscoito de polvilho, bolo inglês e pão. Tudo fantástico, com sabor e textura excelentes. Fiquei muito agradecida e acho que eles também gostaram da minha visita. Minha mãe também adorou tudo. O Sr. Castro disse a ela que estava ansioso com o fato de eu ir lá experimentar os produtos. Acho que me senti importante naquela hora! Fato é que realmente as coisas estão deliciosas e eu torço demais para que seja o maior sucesso, pois quando as pessoas plantam sementinhas do bem e estão bem intencionadas, não há como dar errado. Percebi e eles também me falaram que estão bastante apreensivos com o novo foco, mas eu aposto demais. Cada vez mais ouvimos as pessoas falarem sobre a doença celíaca. Os diagnósticos serão mais comuns, mais e mais pessoas precisarão de alimentos sem glúten e, aqui em Ribeirão Preto, temos pouquíssimas opções. 
Então, deixo mais essa dica para vocês!

Confiram um pouco do que está sendo produzido...

Biscoito de polvilho tradicional. Também tem o sabor pimenta!

Bolo inglês. Sabem aqueles bolinhos Pullman? Idêntico!

Cookies, ainda sem as gotas de chocolate

Pão


Quem quiser conhecer ou saber maiores informações, pode entrar em contato com o Fernando ou o pai dele, o Sr. Castro. Também, se preferirem, podem dizer que viram os produtos aqui no blog! Por enquanto o site da Mr. Premium está em reconstrução, mas o contato pode ser feito via email ou telefone. 





Um grande beijo e fiquem ligados porque tem receitinha essa semana ainda!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Receita de hoje: spaghetti ao molho carbonara



Olá, meus queridos! Como estão?
Espero que vocês estejam aproveitando todas as receitinhas que posto aqui. Acho que elas são parte importantíssima do blog, pois a nossa maior dificuldade, principalmente quando somos diagnosticados, é imaginar que podemos comer coisas sem glúten e deliciosas. 

Sempre fui apaixonada pelo molho carbonara. Depois do pesto, ele é meu molho preferido para massas. Mas, como a grande maioria sabe, a receita original leva creme de leite. Sendo intolerante a lactose, não posso abusar. Creme de leite e leite condensado são os que mais me fazem mal. 
Então, eu e meu amor decidimos testar um carbonara feito com creme de soja. 
Ok! Ele não fica idêntico pois o sabor da soja fica acentuado, mas confesso, deu para lamber os beiços, principalmente porque vai bacon na receita.

Estão curiosos?
Então, bora cozinhar, minha gente!

- Bacon picado (costumo comprar aquele já picadinho, que vem duas bandejinhas. Para essa receita, uso uma bandejinha)
- 3 ovos
- 1 caixinha de creme de soja (para quem não é intolerante a lactose, pode usar 1 caixinha de creme de leite)
- 1/2 cebola média picadinha
- Sal e queijo ralado a gosto

Refogue a cebola e o bacon, utilizando a própria gordura do bacon, até que ele fique crocante. Adicione o creme de soja (ou creme de leite), mexa um pouco de desligue o fogo.
Em uma tigelinha, bata os ovos com um garfo e acrescente-os na panela, mexendo bastante, sem deixar cozinhá-los. 

Depois de preparar a massa, é só jogar o molho em cima e desfrutar. Fica delicioso!
Por ser um prato nem um pouco saudável e leve, prefira servi-lo em dias mais frios. 

Espero que tenham gostado da dica
Beijocas

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