sexta-feira, 26 de julho de 2013

Receita de hoje: bolo de chocolate com calda quente



Huuuummmm! Um bolinho de chocolate é tudo de bom, não é?
Estava eu aqui, pensando em qual receita iria publicar e na hora que bati o olho nessa, tive certeza de que ela é a ideal para esse tempinho. Com ela, dá para fazer excelentes combinações com chá, café, e até capuccino (para visualizar uma receita de capuccino sem lactose, clique aqui!). 
Já havia postado uma outra receita de bolo de chocolate com coco, que não leva farinha (aqui!). Porém, a textura desse é bem diferente. É o verdadeiro bolinho de chocolate caseiro, para comer no café da tarde ou da manhã. 

Essa receita foi fornecida por uma leitora, a Lorena (obrigadíssima, querida!). Eu testei e amei! Tanto que já usei para fazer um bolo de chocolate com marshmallow, no aniversário do meu namorado. Não se preocupem porque também vou colocá-lo aqui, logo mais.

Vamos aprender? A receita é super fácil e deliciosa. E o melhor de tudo, é de liquidificador. E claro, usei minha receita predileta de calda de chocolate.

Você vai precisar de:
- 1 xícara de leite morno (usei o leite de vaca sem lactose)
- 3 ovos inteiros
- 2 xícaras de açúcar
- 4 colheres de sopa de margarina derretida (usei a da marca Becel, que é sem lactose)
- 1 xícara de chocolate em pó (usei o da marca Nestlé, que não contém açúcar)
- 2 xícaras de FSG (gosto muito da marca Aminna)
- 1 colher de sopa de fermento 

Pré-aqueça o forno, em temperatura de 180 graus, por aproximadamente 20 minutos.
Bata todos os ingredientes, exceto o fermento, no liquidificador, até que a mistura fique homogênea. 
Depois, acrescente o fermento e mexa com uma colher. Em uma forma untada (não se esqueçam de untar com uma farinha sem glúten, hein?), coloque para assar. Não abra o forno antes de 30 minutos e, passado esse tempo, vá espetando um palitinho de dente para ver se já está assado. 

Para a cobertura (a melhor do mundo inteiro!):
- 250 ml de leite de vaca sem lactose
- 5 colheres de sopa rasas de chocolate em pó. Se achar que ficará forte, pode diminuir a quantidade de colheres ou colocar colheres rasas.
- 3 colheres de sopa rasas de açúcar 
- 1 colher de sobremesa rasa de margarina (Becel, do potinho azul, que é sem lactose)

Em uma panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo,  por aproximadamente 20 minutos, sempre mexendo, até o ponto de calda. 

Em seguida, jogue a calda de chocolate em cima do bolo ainda quentinho e sirva. Olhem como ficou o meu...



Tenho certeza de que vão amar!
Ainda mais com esse friozinho, quem não gosta, não é?

Depois me contem o que acharam da receitinha.

Torçam por mim: tenho mais um casamento esse fim de semana...Brrrrr!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Criando filhos celíacos: a história do pequeno Gabriel

"Sempre falo que tenho dois prazeres, um é quando a receita dá certo 
e o outro é quando o Gabriel gosta e dá nota dez. 
E também sempre digo para ele que o problema dele é tão 
pequeno que ninguém nota, que ele tem uma mãe que vai 
sempre fazer coisas gostosas e que um dia ele irá aprender a fazer. 
Nos divertimos muito com isso. Atualmente estou com um projeto pra criar um site de 
vendas de alimentos sem glúten, acho que esse mercado merece 
ampliar cada vez mais, pois o número de celíacos vem crescendo consideravelmente." 



Mais uma história de superação! Parabéns ao pequeno Gabriel e sua mãe, uma verdadeira heroína. 


"Meu nome é Elisete, sou mãe do Gustavo (8 anos) e do Gabriel (6 anos), que é celíaco. Ele foi diagnosticado com doença celíaca quando ele tinha 2 anos. Os sintomas que surgiram eram diarreia e irritabilidade; ele era muito chorão e mau-humorado. Foi difícil porque ele ficava no berçário desde os 5 meses e quando ficava com diarreia eu sempre levava ao pediatra ou hospital. Lá, sempre me falavam que era uma virose. Isso se repetia por várias vezes. Eu não aguentava mais trocar fraldas, cheguei a levá-lo em um hospital muito bom em São Paulo e pedir pra interná-lo para descobrirem o que ele tinha. O hospital se recusou e disse que ele não poderia ser internado porque não estava desidratado. 
Um dia, a enfermeira do berçário me ligou dizendo que ele estava com uma diarréia muito forte e que eu tinha que fazer alguma coisa pra resolver. Deu a entender que eles não queriam mais cuidar do meu filho. Fiquei desesperada e liguei pro pediatra, muito nervosa pedi ajuda e ele me orientou a procurar uma gastro pediatra. Naquele instante consegui marcar uma consulta com urgência e, assim que cheguei na sala da médica, ela perguntou o que ele tinha eu disse que era uma diarreia atrás da outra. Ela questionou se Gabriel era mau-humorado, examinou-o na maca e disse que ele era celíaco, mas que só poderia dar certeza após a biópsia do intestino. Mesmo assim, tentamos um tratamento de alguns meses e ele fez alguns exames, mas não teve melhora.
Após a biópsia foi constatado que ele era celíaco. Na hora, não tive muita reação pois nunca havia ouvido falar nessa doença. Então, ela pediu pra eu entrar no site da Acelbra pra entender melhor. Mas, posso dizer que uma frase que ela disse me marcou profundamente e me deixou assustada: "A doença celíaca não tem cura e ele não poderá comer nunca, nem um pouquinho, alimentos com glúten. O remédio é a dieta 100%  isenta de glúten"
Confesso que fiquei aliviada por ter descoberto o que o meu filho tinha realmente e, em seguida, fui a um supermercado. Na sessão de pães, bolachas, biscoitos, olhei todos os rótulos: "Contém glúten". Saí arrasada do mercado e aí me dei conta dos problemas que iria enfrentar no futuro. 
Em primeiro lugar, avisei a escola e comecei a mandar comida e lanche de casa, limpei os armários e a geladeira, tirando tudo o que tinha glúten. Pesquisei na internet lojas, produtos, depoimentos e senti que a minha vida iria mudar e mudou: o Gabriel passou a ser uma criança muito alegre e bem-humorado. Ele entende que tem regras na alimentação e eu virei a boleira da família, sempre faço o bolo do aniversariante. Adoro descobrir e cozinhar novas receitas sem glúten. Sempre falo que tenho dois prazeres, um é quando a receita dá certo e o outro é quando o Gabriel gosta e dá nota dez. E também sempre digo para ele que o problema dele é tão pequeno que ninguém nota, que ele tem uma mãe que vai sempre fazer coisas gostosas e que um dia ele irá aprender a fazer. Nos divertimos muito com isso. 
Atualmente estou com um projeto pra criar um site de vendas de alimentos sem glúten, acho que esse mercado merece ampliar cada vez mais, pois o número de celíacos vem crescendo consideravelmente. Não é mais uma doença rara, converso com pessoas na rua e elas sempre dizem que tem alguém na família ou amigo que é celíaco.
Deixo uma frase para as mães das crianças ou pessoas que acabaram de descobrir que são celíacas : VIVER SEM GLÚTEN É VIVER COM SAÚDE!
Um grande abraço e espero ajudar um pouquinho com a minha experiência. Estou a sua disposição!"



História da mãe Elisete (37 anos) com o filho Gabriel (6 anos), diagnosticado há 4 anos, moradores da cidade de São Paulo-SP.


E você? Não quer dividir sua história conosco?
Envie um email para semglutenporfavor@gmail.com

Mil beijocas

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Receita de hoje: panquecas salgada e doce


Olá, meus queridos. Quem gosta de panquecas?
Eu adoro! O fim de semana está chegando e sobra um tempinho maior para ir para a cozinha, né?

Minha mãe sempre fez e, depois do diagnóstico, aprendemos a fazer sem glúten. Acho-as super versáteis...dá para fazer qualquer recheio (já pensou de doce de leite?), com ou sem molho, doce ou salgada...enfim, dá pra inventar bastante coisa.
Em um final de semana, resolvi fazer a versão salgada e doce. Ficaram deliciosas! 

Vou ensiná-los e, após a receita, deixar uma receita já postada, que vale muito a pena e é com massa de panqueca. Vamos aprender?

Você vai precisar de:
- 1 copo (250 ml) de amido de milho
- 2 ovos
- 1 copo (250 ml) de leite (quem tem alguma intolerância para a lactose, como eu, pode usar leite de vaca sem lactose ou ainda leites vegetais. Clique aqui para aprender a fazer o leite de arroz, ideal para essa receita)
- Sal a gosto

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Para medir a quantidade da massa a ser levada ao fogo, use um pires. Em uma panela teflonada, coloque 1 pires de massa, deixe um pouco e vire dos dois lados para não queimar (aproximadamente 2 minutos de cada lado, dependendo da potência do fogão). Vá separando todas as massas que ficarem prontas. 

Depois de prontas, coloquei o recheio e vá enrolando-a. Para a versão salgada, usei carne moída com queijo sem lactose (marca Balkis). Coloquei-as em um refratário de vidro, joguei molho vermelho por cima e finalizei com mais queijo. Levei ao microondas por aproximadamente 3 minutos, para o queijo derreter e ela ficar bem quentinha no meio.

Para a versão doce, usei o chocolate sem glúten e sem lactose picado (marca Cacau Show) e segui o mesmo procedimento citado acima. A única coisa que mudei foi o tempo no microondas, não sendo necessário 3 minutos, alguns segundos é o suficiente. 
Enfeite com morango ou como preferir e sirva como sobremesa. 

Huuuummmm....

Panqueca salgada


Panqueca doce


A outra dica que tenho pra vocês é a lasanha feita com massa de panqueca. Todo mundo que experimentou adorou!
Tenho uma amiga que vai receber uma outra amiga celíaca e me perguntou que prato ela poderia servir e que agradasse a todos. Indiquei essa lasanha. Ela adorou a ideia e resolveu testar antes de receber a amiga. Resultado? Ela amou! 
Então, podem fazer que vale muito a pena. Clique aqui para acessar a receita.

Mil beijocas para vocês

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mr. Premium, uma história de muita persistência, dedicação e agora, zero glúten

Eba! Depois de mais de uma semana sem postar aqui no blog, estou de volta. Tirei uma semaninha de férias e estava difícil postar, viajei bastante. 

Alguns de vocês acompanharam esta publicação que fiz no facebook, a respeito de um novo empreendimento aqui na minha cidade, Ribeirão Preto. Estou falando da Mr. Premium.

Clique sobre a foto para visualizá-la em tamanho maior

Amo contar histórias, principalmente quando elas me proporcionam conhecer pessoas que me trazem algo de bom, seja pelo o que carregam dentro do coração ou seja pelo conhecimento que adquiro com elas. O fato é que eu abracei a causa deste novo empreendimento porque de cara as pessoas que estão a frente me trouxeram isso: algo de bom.
Então, vamos conhecer um pouquinho da Mr. Premium?

Em fevereiro deste ano, recebi um email do Fernando, sócio proprietário da Mr. Premium. No email, ele contava que tinha uma indústria de produtos naturais aqui em Ribeirão Preto e que estava mudando totalmente o  foco da empresa, iriam produzir produtos sem glúten e sem lactose. E mais do que isso: ele gostaria de saber quais produtos nós, celíacos, temos mais dificuldades em encontrar. Lendo o email, fiquei tão feliz por ter sido contatada por alguém interessado em nos proporcionar produtos sem glúten. 
Respondi prontamente e a partir daquele email, trocamos diversas informações. Enviei a ele muitos materiais da ACELBRA-RJ, principalmente com relação a contaminação cruzada porque claro, é muito fácil produzir produtos sem glúten. O difícil é produzi-los sem risco de contaminação cruzada. Apesar da alegria de ter recebido o email, fiquei bastante receosa com a nova proposta, afinal a maioria das pessoas desconhecem os perigos do glúten escondido. Enfatizei também sobre a dificuldade de encontrarmos bons produtos em um preço justo. 

E assim, fomos conversando mais e mais...
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que antes mesmo de enviar qualquer material ou explicação, o pai do Fernando, outro proprietário do empreendimento, me escreveu dizendo que assim que produzisse um alimento descontaminado, faria questão que eu experimentasse. UAU, fantástico! Isso significava que alguma coisa eles já sabiam a respeito da contaminação cruzada, não é?
Por telefone, falei com o Fernando e através da nossa conversa, ficou muito claro para mim o conhecimento deles sobre o tema e a responsabilidade que estavam adquirindo frente a produção deste tipo de alimento. Também, fiquei bastante aliviada porque naquele momento se mostraram comerciantes extremamente éticos e comprometidos com o próximo. Indiquei vários produtos para que eles experimentassem e sentissem a textura, o gosto e também, pesquisassem os preços. 
Também, pude conhecer um pouco da história deles e qual o motivo de quererem entrar para este tipo de mercado. 


O pai do Fernando, o Sr. Castro, é um renomado técnico em panificação. Durante toda a sua vida, trabalhou com panificação, prestando consultoria para padeiros e confeiteiros em todo o Brasil. Aqui em Ribeirão Preto, a Mr. Premium existe há mais de 10 anos, mas sempre com produção de alimentos com glúten. Eles iam muito bem, vendiam e produziam bastante, além de possuir bons supermercados como clientes, onde vendiam seus produtos. No entanto, um desses grandes supermercados fechou as portas e o Sr. Castro teve um declínio muito grande das vendas, o que o levou a grandes dificuldades. 
Religioso e muito confiante, conheceu na igreja uma nutricionista, intolerante a lactose e ovo, que falou sobre a dificuldade de encontrar produtos adequados e, principalmente de indicar a seus pacientes a dieta isenta de glúten, visto que muitos deles são de classe baixa e os produtos, de alto preço. Então, ela começou a incentivá-los para esse tipo de mercado, contando a eles sobre suas dificuldades e sobre o quanto o mercado sem glúten pode ser promissor. 
Então, eles começaram a pensar a respeito e visitando uma das lojas clientes que possuíam, a vendedora indicou esse cantinho. Acreditem! Estive uma vez  lá, contei que era celíaca, que tinha criado um blog e que ela poderia indicar, se quisesse, para pessoas que seguiam dieta isenta de glúten. E assim foi...ela falou do blog, ele visitou e por fim, me mandou o email. 
Olha como se forma a rede de conhecimento, gente! Não é incrível?


Eles levaram cerca de 30 dias para descontaminar toda a indústria antes do início da produção dos alimentos sem glúten, até o teto foi lavado. Feito isso, eles me ligaram e me convidaram para conhecer o espaço e os produtos que já haviam produzido. Chamei minha mãe para acompanhar e lá fomos nós. Foi incrivel! São pessoas maravilhosas, dispostas e o Sr. Castro produz maravilhas com todo o conhecimento dele. Experimentei cookies, biscoito de polvilho, bolo inglês e pão. Tudo fantástico, com sabor e textura excelentes. Fiquei muito agradecida e acho que eles também gostaram da minha visita. Minha mãe também adorou tudo. O Sr. Castro disse a ela que estava ansioso com o fato de eu ir lá experimentar os produtos. Acho que me senti importante naquela hora! Fato é que realmente as coisas estão deliciosas e eu torço demais para que seja o maior sucesso, pois quando as pessoas plantam sementinhas do bem e estão bem intencionadas, não há como dar errado. Percebi e eles também me falaram que estão bastante apreensivos com o novo foco, mas eu aposto demais. Cada vez mais ouvimos as pessoas falarem sobre a doença celíaca. Os diagnósticos serão mais comuns, mais e mais pessoas precisarão de alimentos sem glúten e, aqui em Ribeirão Preto, temos pouquíssimas opções. 
Então, deixo mais essa dica para vocês!

Confiram um pouco do que está sendo produzido...

Biscoito de polvilho tradicional. Também tem o sabor pimenta!

Bolo inglês. Sabem aqueles bolinhos Pullman? Idêntico!

Cookies, ainda sem as gotas de chocolate

Pão


Quem quiser conhecer ou saber maiores informações, pode entrar em contato com o Fernando ou o pai dele, o Sr. Castro. Também, se preferirem, podem dizer que viram os produtos aqui no blog! Por enquanto o site da Mr. Premium está em reconstrução, mas o contato pode ser feito via email ou telefone. 





Um grande beijo e fiquem ligados porque tem receitinha essa semana ainda!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Receita de hoje: spaghetti ao molho carbonara



Olá, meus queridos! Como estão?
Espero que vocês estejam aproveitando todas as receitinhas que posto aqui. Acho que elas são parte importantíssima do blog, pois a nossa maior dificuldade, principalmente quando somos diagnosticados, é imaginar que podemos comer coisas sem glúten e deliciosas. 

Sempre fui apaixonada pelo molho carbonara. Depois do pesto, ele é meu molho preferido para massas. Mas, como a grande maioria sabe, a receita original leva creme de leite. Sendo intolerante a lactose, não posso abusar. Creme de leite e leite condensado são os que mais me fazem mal. 
Então, eu e meu amor decidimos testar um carbonara feito com creme de soja. 
Ok! Ele não fica idêntico pois o sabor da soja fica acentuado, mas confesso, deu para lamber os beiços, principalmente porque vai bacon na receita.

Estão curiosos?
Então, bora cozinhar, minha gente!

- Bacon picado (costumo comprar aquele já picadinho, que vem duas bandejinhas. Para essa receita, uso uma bandejinha)
- 3 ovos
- 1 caixinha de creme de soja (para quem não é intolerante a lactose, pode usar 1 caixinha de creme de leite)
- 1/2 cebola média picadinha
- Sal e queijo ralado a gosto

Refogue a cebola e o bacon, utilizando a própria gordura do bacon, até que ele fique crocante. Adicione o creme de soja (ou creme de leite), mexa um pouco de desligue o fogo.
Em uma tigelinha, bata os ovos com um garfo e acrescente-os na panela, mexendo bastante, sem deixar cozinhá-los. 

Depois de preparar a massa, é só jogar o molho em cima e desfrutar. Fica delicioso!
Por ser um prato nem um pouco saudável e leve, prefira servi-lo em dias mais frios. 

Espero que tenham gostado da dica
Beijocas

sábado, 29 de junho de 2013

Receita de hoje: bolo de chocolate na caneca recheado com marshmallow

 LIFE CAN BE SO SWEET 


E como pode, gente!
Quem aqui é formiguinha? \o/
Eu sou demais. Amo açúcar e isso é um problema, eu sei. Por conta disso, hoje a receita é dupla. Calma! Vou explicar para vocês: o bolinho de caneca pode virar duas receitas, o bolinho na própria caneca mesmo ou bolinhos para servir com sorvete. Imperdível!

A ideia foi minha. Eu e meu namorado faríamos aniversário de namoro e eu queria agradar com alguma coisa que eu mesma tinha feito. Ele adora quando vê que eu quem preparou um presente. Fica se sentindo importante (como ele é! )
Fiquei pensando, pensando e tcharaaaaam: um bolo de caneca recheado com marshmallow. Siiiim, tudo a ver: amor, vida, doce, vida doce com amor, amor com vida...E foi isso. Fiz o bolinho. Aliás, neste dia, aproveitei e fiz três tipo de doces: os dois que vou ensinar hoje e o brigadeiro de colher, postado aqui. Porque fiz os 3? Porque os ingredientes são os mesmos e as receitas renderam bastante. Aproveitem essa dica!

Marshmallow, bolinhos para servir com sorvete (feitos a partir do bolinho de caneca) e o brigadeiro de colher sem leite condensado. Ficou faltando a foto do bolinho de caneca recheado com marshmallow, que está abaixo

A receita do bolinho é a básica, que já ensinei vocês. Vamos recapitular?

- 1 ovo pequeno
- 4 colheres de sopa de leite ou leite de coco (como sou um pouco intolerante a lactose, usei o leite de coco e recomendo!)
- 3 colheres de sopa de óleo
- 2 colheres de sopa rasas de chocolate em pó (cuidado com os achocolatados! recomendo o do padre, pois não tem glúten! Se optar por achocolatado, tome cuidado com o açúcar)
- 4 colheres de sopa rasas de açúcar
- 4 colheres de sopa rasas de creme de arroz (encontrado facilmente em supermercados comuns. Geralmente ele fica na seção se farinhas lácteas, aveias, leites em pó. Caso não encontre, pode usar a farinha de arroz, já testei e fica a mesma coisa. O creme de arroz nada mais é do que a farinha de arroz acrescida de vitaminas para as crianças)
- 1 colher de café de fermento em pó

Coloque o ovo na caneca e bata bem com o garfo. Acrescente o óleo, açúcar, leite de coco e bata mais. Acrescente o chocolate em pó e, em seguida, o creme de arroz e o fermento. Bata delicadamente até incorporar. 
Leve ao microondas, por 3 minutos, em potencia máxima. 
Sugiro colocar um pratinho embaixo da caneca na hora de levar para o microondas, pois pode fazer sujeira.

Um parênteses...
Como meu microondas é mais forte, não tenho deixado os 3 minutos completos, pois o bolo tem ficado endurecido e "embatumado". Para ele ficar macio, de acordo com o meu microondas, tenho observado o seguinte: se ficar olhando o bolo dentro do microondas, você vai perceber que ele sobe na caneca, como se estivesse desprendendo dela. Assim que ele sobe, deixo mais alguns segundos e já desligo. Testo com o palito de dente e se estiver ok, está pronto para ser consumido. Aproximadamente, ele fica no microondas por uns 2 min ou 2 min e 30 seg. Cada um saberá o tempo mais adequado de acordo com a potência do seu eletrodoméstico, tá?

Para a calda
- 2 colheres de sopa de leite ou leite de coco
- 1 colher de chá de margarina
- 1 ou 2 colheres de sopa rasas de açúcar
- 3 colheres de sopa rasas de chocolate em pó

Misture tudo e coloque no microondas por 30 segundos, na potência máxima. Reserve a calda.

Ou ainda, se preferir, use essa a receita desta outra calda, que é perfeitíssima. Uma receita rende para calda de um bolo pequeno a médio. Então, aproveitem para fazer vários doces (ai, as nutricionistas vão me matar!) ou diminuir a quantidade da receita (me redimi?)


Agora, vou recapitular também a receita de marshmallow, que aprendi com a querida Didi. Sou outra pessoa depois que aprendi a fazer marshmallow, acreditem se quiser. Eu disse a vocês que sou formiguinha!

- 1 copo americano de açúcar
- 1/2 meio de claras

Misture tudo em uma panela e leve ao fogo. Mexa até chegar ao ponto de as claras começarem a cozinhar nas bordas. Retire imediatamente do fogo e leve para a batedeira. Bata com a maior rapidez possível, de 5 a 10 minutos. Não deixe de acrescentar algumas gotas de limão ou essência de baunilha. 
Quanto mais bater, melhor ficará. Para esta receita, usei a essência de baunilha e gostei mais do que as gotinhas de limão. Essa receita rende bastante.

Bolo, calda e marshmallow feitos, tenha em mãos um injetor de temperos (de preferência novo ou só de doces). Caso você não possua um, como eu na época, compre uma daquelas bisnagas de ketchup/mostarda. Você vai encontrá-los em qualquer supermercado ou loja de 1,99. O injetor é melhor porque o bico dele é mais cumprido, o que permite colocar o recheio bem no meio do bolo.

Injetor de temperos

Bisnaga para ketchup/mostarda

Dentro do injetor ou bisnaga, coloque o marshmallow, e fure o bolo, apertando a embalagem. Vá fazendo isso até achar que está bem recheado. Faça aos poucos e com cuidado para o bolo não se quebrar.
Em seguida, jogue a calda de chocolate por cima e se preferir, mais marshmallow.

Em uma caneca, é ideal para presentear e agradar a alguém que você gosta!




Bolinhos para servir com sorvete
Uma outra alternativa que sempre menciono no blog é desenformar o bolinho de caneca e parti-lo em três partes, para servir. Com sorvete de creme ficaria delicioso. Olhem como fica lindinho (e apetitoso também!)



Bom, meus amores, é isso. Espero que tenham gostado e que tanto doce assim adoce mais ainda a vida de vocês.
Saúde, zero glúten e muito amor e alegria SEMPRE!

Mil beijocas

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O que você precisa saber resumidamente sobre a doença celíaca: dermatite herpetiforme

Olá, meus queridos! 
Faz um tempinho que não venho ao blog para postar sobre assuntos relacionados a doença celíaca, que não sejam receitas, não é?

Então, decidi trazer um tema bastante importante e de interesse para muitas pessoas: a dermatite herpetiforme, ou mais comumente chamada de DH (ou ainda doença de Duhring-Brocq).
A DH se caracteriza como uma irritação de pele severa, que deixa a pele coçando e com bolhas, além de provocar sensação de queimadura. A origem do nome é porque ela é muito parecida com o herpes, apesar de os diagnósticos não terem relação entre si. 
O fato é que todo mundo que tem DH tem doença celíaca, porém o contrário não é verdade, ou seja, nem todo mundo que tem doença celíaca tem diagnóstico de DH. Apesar da verdadeira causa ainda ser desconhecida, sabe-se que fatores genéticos, o sistema imunológico e a sensibilidade ao glúten exercem um papel importante nesta doença.

A DH atinge tanto mulheres quanto homens, na proporção de uma pessoa em cada 100.000, sendo mais comum em brancos do que em negros e rara na população japonesa. Geralmente, a DH aparece com maior frequência no fim das segundas e quartas décadas de vida e os sintomas costumam ser externos, na pele. Porém cerca de 20% das pessoas com DH também apresentam sintomas intestinais. Por este motivo, uma dieta sem glúten melhora e às vezes acaba totalmente com o problema. 

Comumente, as lesões começam a aparecer com vermelhidão e pequenas bolhas, causando coceira intensa e que chegam a estourar, formando uma casquinha. Essas lesões são mais comuns nas áreas dos cotovelos, joelhos, nádegas, atrás do pescoço e no couro cabeludo. Porém, também podem surgir em outras partes dos braços e pernas, rosto e tronco. Vejam algumas fotos, retiradas do Google:

 
 


 


  


E como o diagnóstico é feito? Primeiramente, o médico faz uma biópsia de pele bem próximo a lesão, mas não nela. O procedimento não é doloroso porque usa-se um anestésico local. Na biópsia, o médico procurará por um anticorpo chamado IgA e, caso ele seja detectado, diagnostica-se como DH. Em geral, a biópsia do intestino não é necessária.

O tratamento vocês já sabem: dieta isenta de glúten. Apesar de não ter cura, alguns medicamentos baseados em sulfa, como dapsona ou sulfapiridina, são indicados para os pacientes com o objetivo de controlar a sensação de queimadura e as lesões. Com a dieta sem glúten, aos poucos, os pacientes podem diminuir o uso dos medicamentos. Em muitos casos, também é necessário dieta isenta de alimentos com iodo (mariscos e sal de cozinha), algas marinhas (algumas pastas de dentes e comidas orientais), iodeto de potássio (expectorante em remédios para tosse) e agente antiinflamatórios não esteróides (remédios contra dor e febre). 

Felizmente, eu não possuo o diagnóstico de DH, porém durante minha infância, eu e minha irmã desenvolvemos uma dermatite atópica que surgiu na mesma época e nas mesmas regiões. Não possuíamos bolhinhas na pele, mas muita coceira, o que ocasionava as lesões. Me lembro até hoje de como sofríamos: não podíamos usar o uniforme da escola direto na pele, não podíamos frequentar piscinas porque o cloro irritava mais ainda nossa pele, não podíamos brincar na areia e minha mãe tinha um caderno onde ela anotava tudo o que comíamos, para saber se algum alimento piorava nossa condição. Foi um período muito difícil para nós e, com certeza, para os meus pais. A coceira era tanto que chegávamos a nos esfregar no carpete de nossa casa, para alívio. No entanto, o atrito ocasionava mais lesões, o que piorava o quadro.
Nossa lesões sangravam e delas saia um líquido, próprio da lesão. Quando colocávamos o pijama, por exemplo, aquela secreção secava e então grudava na roupa, o que dificultava tirá-la como a maioria das pessoas fazem quando vão tirar a roupa. Era necessário bastante cuidado.
Também, só podíamos usar sabonetes e shampoos neutros e o uso do óleo de amêndoas era constante. Chegamos a nos consultar com inúmeros dermatologistas, inclusive fora de nossa cidade, porém todos diziam a mesma coisa: "não tem cura" e dá-lhe pomada de cortisona (o que é péssimo pro organismo). Graças a Deus, obtivemos a cura com um tratamento homeopático, que durou cerca de 3 anos. Para quem não conhece, a homeopatia promove a cura de dentro para fora, levando em conta, inclusive, aspectos emocionais. Por conta disso, nos primeiros meses de tratamento, tivemos uma piora do quadro, como se nosso organismo estivesse recebendo uma limpeza, de dentro para fora. Minha irmã teve um quadro pior do que o meu, com lesões muito intensas que não permitiam, por exemplo, que ela conseguisse dormir tranquila. Foi necessária muita paciência mas deu tudo certo. Minha mãe foi excelente, cuidou de nós com muita resignação e fé.
Hoje não temos mais nada na pele, apesar de nossa família ser bastante atópica, meus pais e minha irmã possuem rinite alérgica e eu fiquei com a pele mais sensível.
Então, eu posso imaginar o que sente uma pessoa com DH, porque além de todo o incômodo físico, há prejuízos sociais muito grandes. Portanto, é sempre fundamental buscar ajuda multiprofissional (médicos, psicólogos, nutricionistas e qual mais for necessário).

Com isso, é importante lembrar que pessoas com diagnóstico de DH devem não só evitar ingerir o glúten como também não usar quaisquer cosméticos (hidratantes, maquiagens, shampoo e afins) com glúten. Bastante complexo, não é? Já que a nossa realidade, infelizmente, ainda é de pessoas que sequer conhecem os prejuízos da ingestão do glúten, que dirá os prejuízos causados por ele na pele. Há um tempo atrás postei, na fanpage do blog, um presente que ganhei de uma prima: um shampoo fabricado na Argentina, livre de glúten. Muitas pessoas questionam: "Nossa! Mas shampoo sem glúten? Como assim? Alguém vai ingerir shampoo?" Bom, espera-se que não, não é? (Apesar de que as crianças devem ser monitoradas). Mas agora você já sabe a resposta e a importância de as empresas saberem quais ingredientes estão presentes nos produtos de higiene e beleza. 
O tema já foi discutido aqui no blog. Quem tiver interesse, clique aqui!

Dicas infalíveis para quem possui DH:
Não deixem de conhecer um grupo no facebook sobre o assunto. Clique aqui!

E, além do grupo, acesse a lista de produtos de higiene e beleza que contém trigo ou glúten, fornecida pela Acelbra do Rio de Janeiro. Clique aqui! 


Espero ter esclarecido sobre o tema e ajudado de alguma forma.
Caso tenham alguma história para compartilhar, além de dúvidas ou sugestões, faça seu comentário abaixo ou envie um email para semglutenporfavor@gmail.com

Um grande beijo e cuidem-se!

Fonte: livro Vivendo sem glúten, Acelbra-SP, ACELBRA-RJ

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